quinta-feira, 6 de junho de 2013

Capitulo 87

As coisas começaram a melhorar pra nós naquela semana. Eu voltei pra casa e levei ela, conversamos como bons amigos. Sem pressão, sem conversas indesejadas. Um papo leve, tranquilo. Combinamos um jantar no hotel dele no meio da semana. Ela foi ver Pedro e eu fiquei olhando ela com ele. Era carinhosa, delicada, como sempre foi. Trocamos olhares e somente olhares. Ela não tinha ido até onde eu estava falar algo para pressionar sobre nós, e me perguntei se a menina mimada estava amadurecendo aos poucos. Resolvi não criar expectativas. Naquela noite pensei muito sobre minha atitude de tirar Pedro dela. Imaginei ela fazendo o mesmo comigo, e vi que tinha errado muito nesse ponto. Resolvi pedir desculpas no dia seguinte no jantar. E assim aconteceu. Levei Pedro pra passear durante o dia e a noite me arrumei indo pro hotel. Minha entrada estava liberada e eu subi um pouco nervoso. Bati na porta e logo ela abriu sorrindo. Aquilo parecia anos atras, quando namorávamos ainda. 
- Oi Lu, entra. - Ela me deu passagem. 
Cumprimentei com um beijo no rosto e na hora sinto a necessidade enorme de abraça-la. Acho que ela também precisava daquilo. Estávamos bem, era mais fácil assim, deixando as coisas acontecerem. Eu tinha que confessar que a única coisa que me impedia de me  entregar, era a falta de confiança. Ela teria trabalho com isso. 
- Eu pedi comida pra gente, ta chegando. - Ela disse quando sentei na cama, abaixando no frigobar. - O que vai querer? 
- O que você tem ai? - Ri. 
- Bom, eu pedi comida italiana, fui no mercado mais cedo e vi aquele vinho que você gosta, lembrei de você. Mas pedi pra eles trazerem junto com a comida. Então tenho algumas coisas aqui... 
- Eu quero água... 
- Água? Não quer outra coisa?
- Não, pode ser isso por enquanto. Estou com sede. 
- Toma. - Ela trouxe pra mim e sentou ao meu lado. Virei, ficando de frente pra ela. - Como está Pedro? 
- Bem, fui passear com ele hoje. Fez uma meleca com o sorvete no meio do shopping, você num tem noção. - Eu ri lembrando.
- Pedro é desastrado como eu. - Ela gargalhou.
- Igualzinho Ju, eu fiquei sem saber o que fazer. Ele começou a chorar... - Nós dois riamos muito, enquanto eu contava. - Eu tentando fazer com que ninguém me reconhecesse... - Me soltei sem perceber. Estava leve, e minha risadas eram sinceras. 
- E ai? 
- Peguei ele no colo e sai correndo. 
- E o sorvete? 
- Ficou lá no chão. - Ri. 
- Luan! - Ela me repreendeu se divertindo. 
- Serio, queria que eu fizesse o que? 
Meu telefone tocou em cima da cama, do nosso lado. Apareceu o nome, "Flavinha". Era uma menina muito legal de Londrina mesmo que eu estava conhecendo. Ficamos algumas vezes, mas nada demais. Ela era bacana, bonita, gostosa, mas não era a Juliana. Olhamos pro telefone, depois olhei pra ela. Esperava um ataque, ou um critica sequer. Era o que se podia esperar de alguém mimada como ela. Mas não foi isso que aconteceu. 
- Não vai atender? - Ela perguntou sorrindo. 
- Claro. 
Lembrei da historia de sinceridade total entre a gente. Ela estava se esforçando, faria isso também. 
- Oi Flavinha... 
- Oi Lu, tudo bem? - Estava alto, Juliana podia ouvir. 
- Tudo bão e você? 
- Tudo bem nego. Você ta em Londrina né? 
- To sim, por que? 
- Vem dormir aqui em casa...
- Flavinha, eu não posso. Eu to jantando com uma pessoa. 
- Ag, entendi. Desculpa, eu não sabia. Não atrapalhei não né? 
- Não, tranquilo. Eu preciso falar com você depois. 
- Tudo bem, passar aqui amanhã. 
- Vou almoçar com Pedro, pode ser antes do almoço? 
- Pode, só bate aqui.
- Tudo bem, eu vou. 
- Vem, vou desligar, beijos lindo. 
- Beijos Flavinha. 
Ela desligou e eu fiz o mesmo. Olhei pra Juliana e comecei a falar: 
- Ela é... 
- Luan! - Ela me interrompeu. - Você não me deve satisfações. 
- Tem razão, mas eu acho que combinamos assim, transparencia e sinceridade. Eu e a Flavia estamos nos conhecendo. Conheço ela á alguns meses, depois que a gente se separou. A gente já ficou, ficamos sempre pra falar a verdade, eu já... Dormi com ela. Mas nada a mais que isso. Ela é muito legal, bonita, gostosa, mas ela não é você Juliana. Por que se não, acho que poderiamos tentar algo. 
- Eu não sei se é bom ou ruim ouvir isso. 
- Bom? - Erguia a sobracelha pra ela. 
- É, é sim. - Ela sorriu. 
- A gente pode conversar? 
- Claro, o que? 
- Eu quero te pedir desculpas. - Peguei nas mãos dela. - Sei que te fiz sofrer muito te tirando o Pedro, sei que essa foi a pior coisa que eu podia fazer e bom, eu fiz. Me desculpa. 
- Ta tudo bem agora Luan. 
- Tem certeza? 
- Absoluta. 
Ela sorriu e bateram na porta com nosso jantar. 

Amooors, postando. Não vai dar pra editar, amanhã eu posto mais, desculpa a demora... Posto depois de 7 comentários...


terça-feira, 4 de junho de 2013

Capitulo 86

Juliana pegou em minha mão.
- Quero que me prometa uma coisa.
- O que?
- Que tudo que for dito aqui, vai set sincero. Muito sincero.
- Por mim tudo bem, se for sincero da sua parte também.
- Vai ser, acredite. Primeiro, quero que saiba que eu te amo, como nunca amei ninguém em minha vida. Só Pedro. E nunca mais vou amar Luan.
- Eu também te amo Juliana, talvez não devesse, mas eu amo.
- É bom escutar isso. - Ela sorriu.
- É mesmo? Pra você, por que pra mim não é.
- Lu, eu sei que te magoei demais. Eu sei que não merece o amor que você me dá. Eu sei de tudo isso, mas, para as coisas zerarem entre nós, é importante que tudo que tiver pra dizer, seja dito. Eu quero que tudo seja esclarecido. Por isso, estou a sua disposição. Se você quiser saber tudo que aconteceu.
Pensei, será que valia a pena? Talvez não quisesse tirar ela da minha vida, mas seria um caminho longo e para isso, eu senti que meu coração precisava saber...
- Eu quero.
- Pergunte.
- Quantas vezes? Só uma mesmo?
- Só. Só uma vez.
- E... Por que? Se você não estava satisfeita com a gente, poderíamos ter conversado.
- Eu não sei te dizer por que. Mas em nenhum momento foi por que faltou algo entre a gente.
- Ele foi melhor que eu Juliana? Se é que você me entende...
- Não, não foi.Ele começou a chorar.
- Vocês se veem sempre?
- Nunca mais nos vimos. A ultima vez foi um dia depois.
- Você foi atras dele?
- Não. Eu estava na academia, e ele apareceu. Eu não queria falar com ele e mandei ele nunca mais me procurar.
- Por que você me contou?
- Por que...
- Por que...?
- Por que o Guto ouviu nossa conversa na academia naquele dia, ele conversou comigo e disse que eu tinha que te contar. Ele falou que se eu não contasse, ele contaria, então achei melhor você saber por mim.
- Então ele sabe?
- Sabe.
- Você não ia me contar se ele não tivesse descoberto?
- Eu não sei, estava com medo de te perder.
- Você gostava dele Juliana?
- Não. Eu nunca gostei dele.
- Acho que pra mim chega dessa conversa.
- Luan...
- Eu to cansado por hoje ta legal?
- Não, a gente não acabou.
- Eu não quero saber mais nada Juliana.
- Mas eu tenho coisas pra te falar. Eu não falei o principal. Quero que me perdoe. Sem pressão, sem nada. São só desculpas pelo que fiz com nossa família.
Fiquei olhando alguns segundos pra ela. Era tão linda, mas ao mesmo tempo parecia tão frágil. Tinha muita tristeza em seu olhar, olhos que não passavam o brilho que tinha antes. Acho que os dois tinham sido afetados pelas marcas da traição.
- Ju, você acha, que se eu não tivesse te perdoado, eu teria feito o que fiz hoje? Te traria pra cá agora? Eu já te perdoei a muito tempo, mas não quis admitir.
- Você ta falando serio? - Ela abriu aquele sorriso lindo.
- To.
Ela pulou e me abraçou forte, chorando. Eu senti meu mundo todo ali de novo.
- Eu vou fazer tudo que puder pra ter nos dois de volta, nossa família, eu te prometo. Eu sei que não vai ser do dia pra noite, mas eu vou lutar para recuperar nossa vida Luan.
- Faça, faça sim. Eu quero ver.
Sorri abraçado com ela. Ele foi se soltando aos pouco e quando vi, me roubou um selinho e deitou se enrolando na coberta. Voltei pra minhas folhas e consegui inspiração. Estava mais leve, menos confuso. Naquele momento, acreditei que poderíamos tentar de novo, lutar por um recomeço. Mas seria um caminho que teríamos que fazer com paciência. Nós dois estávamos magoados, e eu não conseguia mais confiar nela. Mas talvez, desse certo outra vez.

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Capitulo 85

Segurei ela pelo braço ainda na minha frente, tomando cuidado, enquanto meus pensamentos me matavam por estar fazendo isso. Andei com ela o mais rapido possivel até a entrada da casa noturna e puxei ela pra fora. Matheus estava ali fora.
- O taxi está vindo. 
- Obrigado Math. 
- Luan, ela está bem? 
- Ela só precisa respirar melhor. 
Encostei na parede e apoiei Juliana no meu peito. Comecei abana-la, ela estava pálida. 
- Acho melhor levar ela pro hospital Luan... 
- Você quer ir pro hospital? - Perguntei preocupado. 
- Eu... To bem. - Ela foi soltando o peso em mim. 
- Juliana... 
- Ela desmaiou Luan. 
Segurei ela e vi que realmente estava desmaiada. Respirei fundo, pensando no por que de ter me metido nisso. Peguei ela no colo e o taxi parou do meu lado. Coloquei ela no banco e sai, conversei com Matheus, me despedi e entrei. Ele queria ir comigo, mas achei melhor ir com só com ela. Coloquei a cabeça dela sobre meu colo e fui tentando falar com ela. Pedi ao motorista pra me levar pro hotel. Ela já tinha desmaiado comigo por causa da fobia e eu sabia que ela ficaria bem. Ela acordou logo, ficou parada me olhando, começou a chorar. 
- Hey, calma. Ta tudo bem, quer ir pro hospital? 
- Quero ir pra casa. 
- Estamos indo, você vai poder dormir lá, mas agora, se acalma. Vira um pouco de lado. 
Ela virou de costas pra mim e eu abri metade do ziper do vestido dela. Era apertado, justo demais, e isso não faria bem. Virei novamente ela pra mim. 
- Com quem você tava?
- Giovanni. 
- Me da seu celular, vou avisar ele. 
- Ele ta sem celular. 
- Ele não vai se preocupar?
- Acho que não. Nem vai voltar hoje. Me deixa na casa dele? 
- Sozinha? Não Juliana. 
- Luan, você não precisa fazer isso. 
- Você é a mãe do meu filho, eu não posso te deixar passando mal sozinha, apesar de tudo. 
Ela pegou na minha mão e eu fiquei olhando pra elas entrelaçadas. 
- Obrigado. 
- Não te de que. 
Puxei minha mão orgulhoso. 
- Senta, estamos chegando, assim você pode ficar em pé. 
Ela se levantou e virou de costas pra mim, pedindo pra fechar seu vestido. 
- Não, deixa assim. Esse negocio é apertado demais, vai te fazer mal. 
- É tomara que caia, vou ter que ficar pelada? - Ela riu fraco, já bem melhor. 
Eu ri e subi um pouco o ziper, ainda deixando aberto boa parte. Depois tirei minha jaqueta e coloquei nela. 
- Acho que não vai ter mais problema. 
- Obrigado.
Ficamos até chegar lá em silencio e depois ajudei ela a descer e andar. Entramos no elevador, mas ela começou a ofegar novamente e eu abracei ela e fechei seus olhos.
- É só não olhar que você não sente. Ta chegando.
Quando abri, puxei ela pra fora e logo entramos no meu quarto. Ela estava sem graça, e eu me perguntava por que diabos estava fazendo isso. 
- Bom, se quiser dormir... Você fica com a cama... Eu vou ficar compondo. 
Dei essa desculpa e ela me olhou com os olhos cheios de lagrimas. 
- Para ta? Não faz isso.
- Eu só... Não quero atrapalhar. 
- Eu já te disse que não vai. - Abri minha mala e peguei uma camiseta minha e uma cueca. - Acho que essa cueca pode  servir como shorts e a blusa vai ficar boa.  
- Obrigado. - Ela saiu e entrou no banheiro. 
Me sentei na cama e fiquei me chamando de burro. Mas me assustei dom ela saindo do banheiro. Olhei e no momento me arrependi da roupa que dei pra ela. Tinha me esquecido de como ela ficava gostosa assim. Levantei da cama e ela deitou, peguei meu caderno e parei tentando escrever. Rabiscava, rabiscava e nada. Depois de quase uma hora fazendo isso, parei e olhei pra Juliana. Senti que ela estava acordada, e chorava. Mas me surpreendi quando ela me chamou. 
- Luan? - Ela disse com voz de choro.
- Oi, tudo bem? - Juliana se sentou e passou a me olhar com os olhos vermelhos.
- Por favor, vamos conversar. Faz 8 meses que você me evita, e não tem como seguir em frente sem essa nossa conversa. 
Respirei fundo, pensando. Tinha se passado tanto tempo. Acho que tinha chegado a hora. Eu não sentia mais raiva dela, só decepção. Então me levantei e me aproximei da cama. Sentei na sua frente. 
- Tudo bem Juliana, vamos conversar.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Capitulo 84

8 meses depois... 

Narrado por Juliana.

Oito meses havia passado desde que Luan me deixou e levou Pedro. No começo, as coisas eram difíceis pra mim ver ele, mas um mês depois, Luan parou de dificultar as coisas e eu poderia ver Pedro todos os dias. Desisti de entrar na justiça, eu queria reconquistar Luan, e eu sabia que se levasse essa ideia adiante, não conseguiria. Assuntos do Pedro eram tratados com os pais dele, por que ele ainda se recusava de falar comigo. Eram poucas palavras trocadas nas vezes que nos encontravamos em sua casa nas minhas visitas ao nosso filho. Luan tratava Pedro muito bem, era um bom pai. Ele não anunciou a nossa separação, então ainda eramos casados perante todos e ele também não havia pedido o divorcio. Ele queria deixar as coisas como estavam, acho que não quis se magoar mais. E eu? Tentei seguir a minha vida e ficar de pé. Chorava todas as noites, era muito sozinha. Fazia alguns comerciais, mas nada demais, e me aproximei dos meu amigos. Eles me ajudaram muito, principalmente Giovanni. Eu sempre ia pra São Paulo e ficava lá com ele dois, três dias. As vezes trombava com Luan por lá. Ele, adiante de todos era uma coisa, na casa dele era outra. Seus amigos não sabiam do que tinha acontecido, somente Gutão que fingia nunca ter ouvido nada. Então, ele se divertia com eles, ria, aparentemente bem, mas quando estava em casa, era sempre muito quieto e reservado, e eu sabia disso. Sempre trombava com ele nas festas em que Giovanni me levava, com varias mulheres ao redor e ficando com algumas, mas nunca saia acompanhado, pelo menos que eu tenha visto. E eu observava ele no meu canto a noite toda, morrendo de vontade de tirar ele de lá e faz ele entender que aquilo não era pra ele, que ele não precisava daquilo. Que ele era meu. Mas eu não podia. Eu sofria muito com a falta que os dois me faziam. Mas tinha jurado que assim que ele aceitasse conversar comigo, se Luan estivesse disposto, primeiro lutaria por seu perdão, depois por seu amor de volta. Em uma dessas noite, eu olhava ele de longe dançando com uma loira. Ele estava sorridente, falando em seu ouvido algumas coisas. Giovanni chegou brigando comigo, me mandando sair dali e parar de me torturar. Eu disse que ia embora, e que era pra ele ficar. Queria ficar um pouco sozinha. Pensei muito antes de ir até onde era a saída, teria que passar por Luan. Tomei coragem e fui, evitei ao máximo a proximidade. Perto da onde Luan estava, havia um repórter. Eles iam em festar gravar programas, mas eu percebi que naquele dia, ele buscava um furo. Havia muitos boatos sobre nosso divorcio, mas nada concreto, e Luan sempre desmentia. Ele me parou, começou a fazer perguntas com uma câmera ligada na minha cara. Pessoas foram se aproximando, criando uma roda em minha volta. Perguntas e mais perguntas, eu estava me sentindo sufocada. Comecei a entrar em desespero, não queria falar com eles. Me fecharam, não tinha por onde sair e eu tinha claustrofobia. Estava quase desmaiando quando senti a mão dele segurar minha cintura e me abraçando timidamente, enquanto me virava e me colocava atras de seu corpo. 

Narrado por Luan.

Estava ficando com uma loira gostosa desde o começo da noite. Até pensei em leva-la por hotel, coisa que eu quase nunca fazia. Mas, enquanto dançávamos, Mateus nos puxou. 
- Luan, cara, eu fui atender o celular e quando voltei, vi uma roda ali a trás. Tem um repórter aqui, e ele cercou a Juliana. Ela ta desesperada. Tem uma roda envolta dela. 
Legal, era só o que eu precisava, ajudar Juliana. 
- Roda? - Lembrei que ela tinha claustrofobia. - Mas tão sufocando ela? 
- Sim cara, acho que viram vocês e querem uma declaração dela. Mas acho que ela ta passando mal. Acho melhor você ir lá, tirar ela daqui. 
Pensei um pouco em como faria. 
- Eu vou. 
Olhei pra loira, seu nome era Katia. Puxei ela sorrindo e lhe dei um beijo calma e gostoso. 
- Você volta? 
- Não, mas foi um prazer te conhecer. 
Peguei o numero dela e me despedi com um novo beijo. Ela limpou minha boca rindo e eu sai atras do Matheus. Ele iria pedir um táxi na porta, enquanto eu tirava Juliana do meio da confusão. Pedia licença com voz firme, e me deram passagem. Quando fiquei cara a cara com ela vi quanto estava indefesa. Estava quase desmaiando quando peguei ela e abracei sem querer muito. Na verdade eu queria, mas lutava contra. Eu amava demais aquela mulher. Afastei ela um pouco e coloquei atras de mim. O bombardeio de perguntas mudou de figura e começaram a jogar elas em cima de mim. 
- Queiram me dar licença? 
- Luan, fale pra gente sobre sua separação.
- Eu pedi licença, por favor. Minha esposa está passando mal.
- É verdade que se separaram? 
- Não, estamos junto e bem, como podem ver. Agora me dê licença por favor. 
As poucos abriram a roda a consegui puxar Juliana pra fora. Estávamos de mãos dadas, mas quando consegui sair, coloquei ela na minha frente. 
- Você ta bem? - Perguntei. 
- Eu preciso de ar Luan. 
- Calma, eu vou te tirar daqui. 

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Capitulo 83

- Meu filho, que saudade. 
Juliana pegou ele no colo e abraçou, deixando ele sentado sobre seus coxas. Abraçou ele forte. 
- Mamãe, a senhora volto? Vai ficar aqui?
- Não meu filho, a mamãe só veio te ver, mas a mamãe promete que vai fazer de tudo pra voltar, ta bom? 
- Fica aqui mamãe... 
- Eu não posso meu amor. - Ela deixou sua lagrimas caírem e o menino limpou. 
- Não chora mamãe. 
- Eu te amo meu bebe. Eu te amo muito tá? - Ela abraçou ele. 
- Eu também te amo mamãe. 
Ela ficou abraçada com ele um tempo, depois ele saiu correndo pra pegar alguma coisa e mostrar pra ela. Voltou com um carinho de controle remoto. 
- Mamãe, olha o que o papai me deu! 
- Olha que lindo... Você sabe mexer? 
- Eu sei, tenta... 
- Ta bom, dá aqui pra mim... 
Ela controlou o carinho e ele ficou todo feliz. 
- Você conseguiu mãe! - Deu a gargalhada gostosa que tinha puxado do pai. 
- Consegui! - Ela riu. - Me dá um beijo... 
Pedir foi até ela e abraçou, beijando ela em seguida. 
Eles pararam no abraço e ficaram assim por instantes, até o menino gritar. 
- PAPAI, olha quem veio! 
Juliana tremeu, gelou, mas automaticamente virou pra onde Pedro olhava. No meio da escada havia um Luan triste, parado, olhando pra ela. Ele se arrependia de ter saído do seu quarto. Não queria ve-la, e agora seria obrigado a isso. Ela se sentia mal. Luan estava com um aspecto que não era dele. Sem vida, e um pouco mais magro. Sentiu seu coração em pedaços por ele estar assim por sua causa. Pedro foi até ele começou a puxar sua bermuda. Luan desviou o olhar dela e segurou sua roupa para Pedro não puxar. 
- O que foi filho?
- Deixa a mamãe ficar aqui? A mamãe pode ficar papai? 
- Não Pedro. 
Juliana estava parada olhando pros dois com lagrimas nos olhos.
- Por que papai? Deixa... - Ele começou a chorar. 
- Filho... - Ele pegou o menino. - Sua mãe agora não fica mais com a gente. O lugar dela não é mais aqui. 
- Quero ela aqui papai... 
- Um dia você vai entender, por enquanto, é coisa de adulto. Agora para de chorar e vai lá que ela daqui a pouco vai embora. 
Luan colocou ele no chão e ele foi falar com a mãe, enquanto Luan saiu dali, entrando na cozinha. Pegou água e bebeu devagar, tentando evitar as sensações que ver ela lhe trazia. Juliana na sala, estava tentando explicar a Pedro o por que tinha que ir embora. Se despediu do menino chorando, e se dirigiu a porta enquanto Luan apareceu passando direto e indo pra escada. 
- Luan... - Ela chamou. 
Luan parou e virou devagar.
- O que você quer? 
- Eu queria falar com você. 
- Não temos nada pra conversar Juliana. 
- Eu só quero conversar, não me negue isso, por favor. Precisamos acertar algumas coisas, não vou te questionar, nem me justificar.
- Acontece que não quero falar com você.
- Tudo bem, eu não vou insistir, qualquer dia quem sabe... 
- Qualquer dia.
Ele deu as costas a ela e saiu correndo pro seu quarto. Se jogou na cama e se sentiu mal novamente, com o coração em pedaços. Juliana foi pra casa chorando. Queria seu filho, queria Luan. 

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domingo, 2 de junho de 2013

Capitulo 82

- Pai...
- Faz duas semanas e ela liga e vem aqui todo dia. Ela é mãe, ta desesperada, ela pode ver outros modos se você não liberar Luan, ela vai fazer da sua vida um inferno. Se coloca no lugar dela. 
- Se coloca no meu lugar. 
- Luan, olha, eu estou aqui te avisando que eu e sua mãe vamos chamar ela aqui. Por que se você não quiser, vamos fazer do mesmo jeito. Eu te entendo meu filho, mas isso é pro seu próprio bem, e pro bem de Pedro. Se você proibi ela de ver ele, quando for pedir a guarda dele, não vão te dar. 
- Chama pai, chama. - Levantei e fui pro meu quarto.
Eu não queria ela na minha casa, não queria ter que ver ela, e tinha medo dela pegar Pedro e levar embora. Fiquei o resto do dia trancado no quarto, e quando resolvi sair, fiz a maior besteira.

Narrado em terceira pessoa. 

Juliana estava em um hotel em Londrina. Tinha saído de casa, as lembranças eram maiores, e além disso, a casa era dele. Não se sentia bem de ficar ali sozinha. Ela estava decidida a lutar pra recuperar o amor deles, mas resolveu focar primeiro em Pedro. Estava se preparando pra ligar pela primeira vez no dia pra casa de Luan e implorar pra deixarem ela ver ele. Ela não queria por na justiça, mas via que talvez não tivesse outra solução. Estava sozinha, ninguém sabia de nada ainda, e preferiu ficar quieta na sua, sofrendo sozinha. Tirar Pedro dela era o que mais afetaria, e Luan sabia disso. Quando ia discar os números, o seu celular tocou em sua mão, era da casa dele. Juliana sentiu o coração disparar, e atendeu rápido. 
- Alô? 
- Alô, Juliana? 
- Oi Seu Amarildo, tudo bem com o senhor? 
- Tudo bem aqui, eu estou te ligando, por que consegui uma coisa pra você. Falei com Luan, ele me deixo te ligar. Vem ver o Pedro. 
Ela começou a sorrir e depois chorou.
- Ai meu Deus, muito obrigado Seu Amarildo. O senhor sabe, eu estou desesperada.
- Eu sei sim. Quando você vem? 
- Agora. - Disse olhando no relógio. Eram 13:30. 
- Pode sim, pode vir. 
- Estou chegando em quinze minutos. 
Juliana se despediu, pegou sua bolsa e saiu correndo de lá. Dirigiu até o condomínio rápido. Queria matar aquela saudade. Sua entrada era liberada, e logo ela chegou até a casa. Tentou se acalmar, e depois bateu na porta com receio. Dona Marizete atendeu e a mandou entrar. Juliana estava envergonhada de olhar a família dele depois de tudo, mas era melhor do que não ver Pedro. Ela sabia que os pais dele ficariam do lado do filho, ela sabia que todos ficariam ao lado de Luan. Dona Marizete mandou ela se sentar, disse que chamaria Pedro. Em instantes, ele desceu emas escadas com a avó e veio andando rapidinho na direção dela. 
- Mamãe! 

Não to no PC, então não sei se a edição vai ficar boa ai pra vocês, mas eu preciso fazer assim agora... Depois eu vejo se edito por lá melhor... Se tiver 5 opiniões, eu posto mais a noite... Gostaram? Opiniões... Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... Meninas, não vou mais pode avisar por tt ;x 

Capitulo 81

Quando foi viajar, passei a mostrar pra todos o que eu não sentia. Ninguém sabia o que tinha acontecido, e isso continuaria até eu me sentir bem com essa historia toda. Escondia tudo com um sorriso e quando chegava no hotel, deitava na cama e ficava lá quieto. Juliana ligava pros meus pais todo dia. Batia em minha casa e insistia. Queria falar comigo, queria ver Pedro. Mas pra mim, aquilo ainda não ia acontece. Estava em São Paulo, Roberval enchia o saco. 
- Cara, liga pra Juliana, avisa que vamos sair cara... - Ele tinha dito pela quinta vez a mesma coisa. Tava com fogo pra sair e queria me arrastar. Estava me irritando dele falando o nome dela.
- Não Roberval, caramba. 
- Vai cara, liga pra... 
- Se você fala esse nome mais uma vez eu vou te fazer engolir meu celular. 
- Nossa Luan, só tava te chamando pra sair. 
- Eu quero ficar quieto no meu canto ta legal? 
- Você brigaram? 
- Você quer sair não quer? Beleza, vamos sair Roberval, mais para de fazer pergunta. 
Chamamos o resto da equipe e fomos depois do show. Eu resolvi ficar quieto, não estava me sentindo bem. Peguei uma bebida e fiquei olhando o movimento. No segundo copo estava me sentindo mais leve, e aquilo era bom. Mas também estava vendo coisas. Via ela em todo lugar. Me dirigi ao bar e me sentei lá, evitando olhar pra pista e ver ela em mais algum corpo qualquer. Mas fui bebendo, bebendo e perdi o controle. A cada copo eu me sentia mais leve, mas calmo, não pensava em nada, e isso naquele momento era muito bom. 
- Luan... - Rober sentou do meu lado. 
- O que 'cê' quer cara? - Disse meio embolado. 
- Acho que você bebeu muito, vamos embora. 
- Agora que ta ficando bom? Lógico que não rapais! 
- Luan, se sair alguma noticia, o Anderson me mata. Pensa na Juliana e o que ela vai... 
- Quero que a Juliana se dane, é uma vagabunda Roberval. 
- Luan, vamos embora... 
- Não, eu não quero ir. 
- Cara, na boa, você ta falando merda, vai se arrepender disso depois. Ta bêbado. 
- Vai se ferrar Roberval, to quieto aqui no meu canto. 
- Se for pra ficar aqui, vou ficar contigo. 
Ele sentou do lado e ficou comigo ali enquanto eu bebia quieto. Talvez fosse errado, mas era o que eu precisava ali. Essa necessidade se repetiu algumas vezes mais.
Quando voltei pra casa, tentei ao máximo parecer frio quando aquilo. Passei a sentir que não queria que ninguém achasse que estava sofrendo, afinal, sofrer por ser corno era ridículo. Os meus sentimentos de fraqueza, continuavam, mas em secreto agora. Quando estava em casa, queria o tempo todo ficar com Pedro, era só isso que eu queria. No meu primeiro dia de folga, meu pai queria conversar comigo, acabei indo com ele. Sentamos no escritório, de frente pra ele no sofá. 
- Luan, acho que as coisas devem se resolver de verdade agora. 
- Não tem nada pra resolver. 
- Tem sim. A começar pelo divorcio. Vai manter mesmo essa decisão. 
- Pai, deixa do jeito que ta, não quero entrar com pedido de divorcio agora, vai só causar mais dor. Ela lá e eu aqui ta ótimo. 
- Quando vai anunciar a separação? 
- Não vou, já disse, é só mais dor de cabeça, deixa assim. 
- Isso não ta certo... 
- Pode ser, mas é assim que eu quero. 
- Olha, não vou discutir. Agora é mais serio. Vocês tem que se dar bem. 
- Que se dar bem pai, isso tudo que aconteceu foi ridículo. 
- Pelo Pedro, não é por vocês.
- Não pai, pelo menos por enquanto. 
Abaixei minha cabaça olhando para mãos. Aquilo ainda doía e ele nem percebia isso. 
- Luan, você tem que deixar ela ver o Pedro.

Amors, por hoje é só, desculpa a demora, eu tive que fazer umas coisas agora a noite kkk Posto depois de 8 opiniões... Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... Vou pedir um favor, quem puder seguir o tt da fanfic, ou mandar um tt qualquer, eu agradeceria, pois o twitter está me suspendendo pois jura que eu não vou real ;x kkkkkk o user é @fanficsuspiros ! Obrigado...