quinta-feira, 13 de junho de 2013

Capitulo 91

- Amigos. - Ela sorriu. 
Conversamos bastante aquela noite até amanhecer. Eu fui descansar e falar com Pedro. Conversei com ele, tentei mostrar que tudo que tinha acontecido era entre eu e Juliana e não tinha nada haver com ele. Foi um pouco complicado, mas eu sabia que aos poucos as coisas melhoravam. Ele perguntou por ela e eu liguei pedindo pra Juliana vim almoçar conosco. Só estaria eu, ela e Pedro em casa. Juliana logo chegou.
- Descansou? 
- Sim. - Ela sorriu. - E você?
- Um pouquinho só.
- Tem show hoje, precisa dormir. 
- Eu sei. Eu vou deitar agora a tarde. Pedro queria te ver, conversei com ele.
- E ele?
- Ele vai entendendo aos poucos. 
Ele desceu as escadas correndo e foi até ela. 
- Oi mamãe. - Ela pegou ele no colo.
- Oi filho. Como você dormiu?
- Bem. Você vai almoçar com a gente?
- Vou, vou sim. - Ela sorriu e colocou ele no chão. 
Fiquei olhando pra ela vendo Pedro correr pela casa e se jogar no chão pegando um brinquedo. Reparei que Juliana estava pálida. 
- Ju, você ta bem?
- To, por que?
- Ta pálida. 
- Eu?
- É.
- Não deve ser nada, não se preocupe. 
- Ta bom né? 
O interfone tocou.
- Deve ser nossa comida. 
Fui atender e depois comemos rindo das brincadeiras de Pedro. Depois ela disse que me ajudaria a arrumar a cozinha. Estávamos conversando rindo quando ela jogou uma faca na pia e deu um gemido de dor. 
- O que foi? - Larguei o pano e fui até ela. 
- Me cortei. - Peguei sua mão. 
Era um corte pequeno, mas saia muito sangue. Ajudei ela a limpar e estávamos esperando estancar um pouco pra fazer um curativo, mas não parava.
- Ta sangrando muito pra um corte pequeno.
- Besteira Luan. 
- Vem cá. - Puxei ela pra pia e ficamos colocando na água até parar, depois fiz um curativo. Fomos assistir TV com Pedro e eu acabei dormindo.

Acordei com Juliana me cutucando. 
- Luan?
- Oi. - Levantei sonolento. 
- Seu telefone.
Peguei rápido de sua mão e atendi.
- Oi.
- Luan? Ta pronto cara?
- Pronto? - Olhei no relógio. Ainda eram 17:00. - Para de me assustar, não to atrasado.
Ele começou a rir. 
- Acorda e vai se arrumar, passo ai em uma hora e meia. 
- Ta bom. 
Me despedi e desliguei. Fui tomar banho. Quando me arrumei Pedro começou com a historia de que queria ir junto, queria ver me show. 
- Que tal irmos todos? - Perguntei. 
Juliana, que trocava ele que tinha acabado de tomar banho me olhou assustado.
- A mamãe também?
- Se ela quiser. 
Pisquei pra ela. Talvez fosse bom pra reaproximar os dois. 
- Vamos mamãe?
- Não Pedro, eu não quero atrapalhar seu pai e...
- Ju, para com isso, não vai atrapalhar, você sabe. 
- Vamos mamãe... - Pedro olhou pra ela e ela sorriu.
- Ta bom. Mas preciso pegar minhas coisas. 
- Vai lá, daqui meia hora tem que estar de volta. - Ri me jogando na cama. - Vou arrumar as coisas do Pedro. - Sai correndo e ouvi ela gritando que logo voltava. Pedro foi pro quarto dele e ficou me olhando arrumar as coisas dele. Em meia hora Juliana estava de volta. Rober chegou logo em seguida. 
- Vão com a gente? Que coisa boa! - Ele cumprimentou a Juliana e depois me olhou como se pedisse uma explicação. Eu só ri pra ele, pegando Pedro e ajudando ele a entrar no carro. 
Seguimos viajem como se fossemos a antiga família da qual eu sentia falta. Talvez não conseguisse falar isso em voz alta, mas eu estava amando a presença dela ali. Nos hospedamos num hotel, em dois quartos separados, claro. A noite, eles foram pro show comigo e ficaram do lado do palco, mas vi uma movimentação estranha onde eles estavam em certo momento.

Narrado por Juliana.

Estar ali com Luan novamente estava sendo um sonho pra mim. Era como se tudo voltasse a ser como antes e eu não queria que acabasse. Estava com Pedro no colo, assistindo o show do lado do palco. Como amava aquilo, como sentia falta. Luan cantava com a alma e isso encantava qualquer um. Olhava deslumbrada quando senti uma falta de ar. Coloquei Pedro no chão e ele começou a me chamar. Eu tentava respirar, mas fazia isso com dificuldade. 
- Juliana? - Roberval perguntou. 
- Eu quero... ar. - Disse com dificuldade. 
- Falta de ar? - Ele gritou um funcionário novo, que veio atender ele rápido. 
O moço pegou Pedro pelo braço, por ordem de Roberval, que me pegou no colo e me tirou de lá. Quando vi, ele estava descendo do palco comigo e me levando pro backstage, num local que estava fresco. 

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Capitulo 90

Era 22:30, eu estava na van, entrando dentro do local do show quando seu celular tocou. Era meu pai. 
- Fala pai, acabei de chegar aqui. 
- Luan, você ta ocupado?
- Não, vou descer da van agora, por que?
- Tem como falar com o Pedro?
- O que aconteceu?
- Eu acabei de chegar em casa com ele.
- Mas ele não ta com a Ju?
- Filho, ela me ligou faz um tempo. Eu fui buscar ele, cheguei aqui em casa agora. Ele ta chorando, não quis dormir com ela.
- Mas por que?
- Ele disse que queria ir pra casa, começou a chorar. Ela tentou te ligar, mas deu fora de área.
- Mas por que ele não quis ficar com ela pai? Eu achei que ele ia gostar de passar esses dias com a mãe...
- Eu não sei o que aconteceu Luan, eu sei que ele não quer dormir, quer falar com você.
- Dá o telefone pra ele. 
Fiquei esperando com a cabeça a mil. Roberval me chamou, todos já tinham descido. 
- Vai ficar ai? 
- Eu preciso falar com o Pedro, já vou.
- Papai... - Ele disse chorando no telefone.
- O que foi filhão?
- Papai, eu quero dormir com você.
- Pedro, papai não pode agora meu amor. Não chora, por que você ta chorando.
- Quero dormir com você.
- Olha, eu não posso hoje meu amor. Mas logo eu vou estar ai. Agora para de chorar, obedece seu avô e vai dormir campeão. 
- Eu não quero.
- Pedro, por que você não quis ficar com a sua mãe?
- Eu queria vir pra casa.
- Onde sua mãe mora também é sua casa. 
- Você disse que ela não podia mais ficar com a gente.
Senti a consciência pesada. 
- Filho, eu vou ver o que eu posso fazer. Mas olha, agora você vai dormir ta? 
- Ta bom pai. 
- Depois, quando eu chegar a gente conversa ta?
- Ta bom.
- Boa noite meu amor, papai te ama.
- Te amo pai. 
Ele deu o telefone pro meu pai. 
- Você ouviu isso? Ele vai começar a evitar a Juliana agora Luan.
- Eu não quis isso. 
- Eu sei que não, mas agora tem que resolver isso. Coitada, liga pra ela, conversa com ela. Ela ficou muito triste. 
- Eu vou ver se consigo ir pra Londrina hoje, se eu conseguir vou lá conversar com ela. Ele foi dormir. 
- Ta deitado, mas ta quase dormindo. 
- Eu vou ver o que fazer agora.
- Faz isso. 
- Vou desligar pai, depois a gente conversa.
- Bom show.
- Obrigado.
Desliguei e sai da van com o pensamento longe, eu não queria aquilo de forma alguma, ficava pensando como seria se fosse comigo. Conversei com o Rober, ele arranjou um jeito e conseguiríamos voltar pra Londrina depois do show. E foi isso que fizemos. Eles me deixaram em casa e eu fui ver Pedro. Ele dormia. Sentei no meu quarto e fiquei pensando na Juliana. Ela devia estar morrendo de raiva de mim. Desci, peguei meu carro e fui até o hotel dela. Eram quase 04:00 da manhã. Consegui que a moça da recepção ligasse pra ela e visse se eu podia subir. No começo, percebi que Juliana acordou assustada com o telefonema e depois se surpreendeu. Me autorizou e eu subi até seu quarto. Bati na porta devagar e depois de um minuto, ela atendeu de pijama e cara de sono e choro. 
- Entra Luan. - Ela me deu espaço e eu entrei e sentei na poltrona do lado da cama.
- A gente pode conversar?
- Você devia estar no show não é? Achei que fosse voltar na terça. Veio ver se eu machuquei seu filho? - Ela foi estupida.
- Claro que não, não precisa falar assim comigo Juliana.
- O que você veio fazer aqui? - Ela respirou fundo sentando de frente pra mim. 
- Eu vim ver como você tava.
- Agora você se preocupa? Eu perdi meu filho Luan, e por causa de criancice sua. Você não podia ter me tirado ele. Eu não sei como deixei tudo isso acontecer, só por que me sentia culpada. Devia ter pedido a guarda dele.
- Agora você muda de discurso? Eu te pedi desculpas e você nem queria falar sobre isso, agora quer me jogar na cara isso? - Perguntei grosso, nervoso.
- Você veio até aqui me acordar as 04:00 pra me dizer isso? Na boa, vai embora que você ganha mais. - Ela se levantou e abriu a porta pra mim sair. 
Respirei fundo, não era isso que eu estava fazendo ali. 
- Ju, olha... - Levantei. - Eu não quis isso, em momento algum. Desculpa, eu to nervoso. Podemos começar de novo? 
Ela fechou a porta e encostou nela, deixando lagrimas caírem. Fui seguindo em sua direção.
- Acha mesmo que eu penso que você seria capaz de fazer algo pro Pedro? Isso nunca passaria pela minha cabeça. Eu nunca quis afastar ele de você. Tá, pode ser que no começo sim, mas eu estava no raiva, e eu tentei consertar. Pedro é uma criança, ele não sabe o que faz, ele não sabia que isso ia magoar você. Eu nunca quis colocar ele contra você, eu não faria isso. Você me conhece, sabe disso. Eu vou conversar com ele, desfazer certas coisas que ele entendeu mal. Eu to do seu lado nisso, vou arrumar essa confusão.
- Ele não me vê mais como mãe. - Ela chorava limpando as lagrimas.
- A gente faz ele ver então. Pode ter certeza que não vou deixar isso assim. 
Me aproximei e peguei em sua mão, limpei suas lagrimas e abracei ela. Ela me apertou forte, sentia que estava precisando daquilo.
- Eu vim ver como você estava. Amigos, lembra?

Agora a consciência ta pesando para o Luan. Ele se sente mal de ter afastado ela de Pedro e ta vivendo isso na pele. Mas não vai ser tão fácil pra eles. Posto depois de 8 opiniões... Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Capitulo 89

- A partir de hoje, somos somente amigos. 
Ela me olhou com cara de interrogação.
- A gente sempre foi. 
- Não, não é amigo colorido, é amigos.
- Lu, nunca te cobrei nada. 
- Eu sei. Acontece que ontem quando você me ligou, eu estava com minha ex mulher. 
- Ah, entendi. Vocês voltaram? 
- Não, ainda. A gente ta tentando começar de novo, mas estamos bem devagar. Você sempre soube dos meus sentimentos por ela. 
- Sim, eu sei bem. Mas ta tudo bem. Obrigado por ter vindo aqui conversar comigo antes e tal...
- Eu não ficaria bem se deixasse isso. Você me fez bem esse tempo todo, teve muito comigo. Foi a única pessoa que eu deixei me ver chorar, me ver mal, sofrendo. Você me deu colo, e amor. Além de outras coisas. - Ri. - Acho que assim é melhor do que perder sua amizade. 
- Você sabe que fiz tudo com gosto. Vai me ter sempre com amiga.
- Você vai me ver sempre. Vou te levar pra conhecer ela se der certo.
- A gente vai ter que se afastar agora Lu.
- Por que? 
- Sua mulher, não vai gostar. 
- Ela já sabe de você. Ontem eu contei e ela reagiu bem. Eu até me surpreendi. 
- O que você disse? - Ela riu. 
- Eu contei que você era uma pessoa muito bacana, e disse que gostava muito de você, e também disse que a gente ficou esse tempo todo, e que fomos pra cama também. - Eu ri. 
- Você é maluco. Assim que quer voltar com ela? - Flavinha perguntou incrédula.
Ela não sabia que Ju tinha me traído. 
- É, é assim. Eu disse também, que nós poderíamos ter dado certo, que só não deu por que eu conheci ela antes. 
- Se tivesse me conhecido antes então teríamos dado certo? 
- Certamente. Você vai ser sempre especial pra mim Fla, mas... 
- Mas não sou ela. - Ela sorriu sem graça. 
- É, não é.
- Mas Lu, eu quero que você seja muito feliz. Estou muito agradecida por você ter vindo aqui, de explicar.
- Eu também. Por isso você merece alguém que te ame. 
- Eu sei disso. - Ela sorriu. 
Deitei minha cabeça sobre seu colo e começamos a conversar sobre meu jantar da noite anterior, mas logo fui embora, almoçar com Pedro. 

Naquele mesmo fim de semana, antes de ir viajar, desci atras de uma roupa e encontrei Juliana na sala com Pedro. Fui cumprimenta-la e depois sentei no sofá e fiquei olhando os dois juntos. Tive uma ideia boa, acho que faria os dois felizes.
- Ju? 
- Oi. - Ela se virou sorrindo. 
- O que vai fazer esse fim de semana? 
- Eu? Não sei. Acho que nada. 
- Que tal levar Pedro com você? 
- Comigo? - Os olhos dela brilharam. - Eu posso passar o fim de semana com ele? 
- Pode, acho que seria bom. O que acha campeão? - Perguntei pra Pedro enquanto ele veio até a mim subindo em meu colo. 
- Deixa eu ir com a mamãe papai? Deixa?
- Tudo bem pra você? - Perguntei pra ela. 
- Nossa, eu vou amar. Obrigado Luan. - Ela sorriu. 
- Então fechado. Vai com a vovó pegar roupa Pedro. 
Minha mãe saiu correndo com ele e eu fiquei olhando pra Ju. 
- Luan, eu nem sei como te agradecer. Obrigado. 
- Não precisa. Eu errei com você de te tirar Pedro. 
- De qualquer forma, obrigado. - Ela começou a chorar e eu me aproximei, beijando seu rosto e abraçando ela forte.
- Me desculpa, eu não podia ter feito isso com você. 
- Ta tudo bem Lu. 
- Não, não ta. Leva ele, quando eu voltar a gente conversa. Preciso ir viajar agora. 
- Boa viajem, se cuida. - Ela me deu um beijo no rosto. - Quando eu trago ele? 
- Eu ligo quando eu chegar, vou pegar ele. Acho que na terça pela manhã.
- Tudo bem. 
Me despedi dela e de Pedro. Depois dos meus pais e Bruna, em seguida, viajei com o coração na mão.

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Capitulo 88

Naquela noite tivemos um jantar legal, sem pressão, sem conversas desagradaveis. Era como se fosse a anos atras. Rimos, conversamos e foi bem divertido. Era como se nossos problemas não existissem. Eu vi nos olhos dela e empenho pra tudo voltar a ser como antes, e certamente ela viu nos meus a vontade. Mas era tudo muito complicado ainda. Nos despedimos era tarde, quase 01:00. Sai feliz de lá, cantando. Quando cheguei em casa meus pais assistiam um filme na sala.
- Nossa, que felicidade. O que aconteceu? - Meu pai perguntou rindo quando eu sentei no sofá de frente pra eles. 
- Tive uma noite gostosa, só isso. 
- Luan, Luan... - Ele respondeu rindo.
- Talvez vocês fiquem feliz... Quer dizer, eu espero... 
- Conte pra gente então. - Minha mãe falou deixando a TV no mudo. 
- Ah, eu fui jantar com um pessoa.
- Novo amor? 
- Não exatamente. - Ri. - Nova tentativa. 
- A Ju? - Minha mãe levantou a cabeça. - Serio? 
- Sim. A gente conversou esses dias em São Paulo, e acho que a gente pode tentar de novo. E estamos caminhando. 
- Serio mesmo isso? - Meu pai perguntou me olhando assustado. 
- Sim pai, é serio. A gente ta indo bem devagar, não queremos atropelar nada. E assim é melhor, assim como eu, a Ju também se machucou muito, não foi facil pra ela. 
- Filho, mas se for pra perdoar, que seja de coração. Por que se não for, em cada... 
- Discussão, vai ser falado isso. Eu sei, eu já pensei nisso. E de verdade, eu não sinto mais nada quanto a isso. 
- Eu sei que não, por que se sentisse, não tentaria de novo. 
- Pra vocês verem. Mas eu vou subir, dormir. 
- Vai lá filho, eu espero de verdade que dê certo. - Minha mãe disse me dando um beijo. 
Deixei eles na sala e subi, dormi logo. 

No dia seguinte, acordei por volta das 09:00. Tomei café, me arrumei e sai. Iria encontrar Flavia. Ela abriu a porta do seu AP pra mim e fui me dar um selinho comi sempre fizemos, mas e eu disfarçadamente, me virei. Sentamos, ela tomava café. 
- Já comeu? Vem comer comigo. - Ela me chamou pra mesa. 
- Não Flavinha, eu comi em casa. Preciso conversar com você, come que depois a gente se fala. 
Sentei no sofá e esperei ela mexendo no celular. Ela logo vei e se sentou ao meu lado. 
- Tudo bem? - Ele mexeu no meu cabelo. - Você parece preocupado. 
- Eu não queria fazer o que vou fazer agora. 
- O que?
- Precisamo conversar. - Desliguei o celular e me virei pra ela, segurando sua mão. 
- Fale.

Se tiver 7 opiniões, eu posto mais a noite... Gostaram? Opiniões... Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Capitulo 87

As coisas começaram a melhorar pra nós naquela semana. Eu voltei pra casa e levei ela, conversamos como bons amigos. Sem pressão, sem conversas indesejadas. Um papo leve, tranquilo. Combinamos um jantar no hotel dele no meio da semana. Ela foi ver Pedro e eu fiquei olhando ela com ele. Era carinhosa, delicada, como sempre foi. Trocamos olhares e somente olhares. Ela não tinha ido até onde eu estava falar algo para pressionar sobre nós, e me perguntei se a menina mimada estava amadurecendo aos poucos. Resolvi não criar expectativas. Naquela noite pensei muito sobre minha atitude de tirar Pedro dela. Imaginei ela fazendo o mesmo comigo, e vi que tinha errado muito nesse ponto. Resolvi pedir desculpas no dia seguinte no jantar. E assim aconteceu. Levei Pedro pra passear durante o dia e a noite me arrumei indo pro hotel. Minha entrada estava liberada e eu subi um pouco nervoso. Bati na porta e logo ela abriu sorrindo. Aquilo parecia anos atras, quando namorávamos ainda. 
- Oi Lu, entra. - Ela me deu passagem. 
Cumprimentei com um beijo no rosto e na hora sinto a necessidade enorme de abraça-la. Acho que ela também precisava daquilo. Estávamos bem, era mais fácil assim, deixando as coisas acontecerem. Eu tinha que confessar que a única coisa que me impedia de me  entregar, era a falta de confiança. Ela teria trabalho com isso. 
- Eu pedi comida pra gente, ta chegando. - Ela disse quando sentei na cama, abaixando no frigobar. - O que vai querer? 
- O que você tem ai? - Ri. 
- Bom, eu pedi comida italiana, fui no mercado mais cedo e vi aquele vinho que você gosta, lembrei de você. Mas pedi pra eles trazerem junto com a comida. Então tenho algumas coisas aqui... 
- Eu quero água... 
- Água? Não quer outra coisa?
- Não, pode ser isso por enquanto. Estou com sede. 
- Toma. - Ela trouxe pra mim e sentou ao meu lado. Virei, ficando de frente pra ela. - Como está Pedro? 
- Bem, fui passear com ele hoje. Fez uma meleca com o sorvete no meio do shopping, você num tem noção. - Eu ri lembrando.
- Pedro é desastrado como eu. - Ela gargalhou.
- Igualzinho Ju, eu fiquei sem saber o que fazer. Ele começou a chorar... - Nós dois riamos muito, enquanto eu contava. - Eu tentando fazer com que ninguém me reconhecesse... - Me soltei sem perceber. Estava leve, e minha risadas eram sinceras. 
- E ai? 
- Peguei ele no colo e sai correndo. 
- E o sorvete? 
- Ficou lá no chão. - Ri. 
- Luan! - Ela me repreendeu se divertindo. 
- Serio, queria que eu fizesse o que? 
Meu telefone tocou em cima da cama, do nosso lado. Apareceu o nome, "Flavinha". Era uma menina muito legal de Londrina mesmo que eu estava conhecendo. Ficamos algumas vezes, mas nada demais. Ela era bacana, bonita, gostosa, mas não era a Juliana. Olhamos pro telefone, depois olhei pra ela. Esperava um ataque, ou um critica sequer. Era o que se podia esperar de alguém mimada como ela. Mas não foi isso que aconteceu. 
- Não vai atender? - Ela perguntou sorrindo. 
- Claro. 
Lembrei da historia de sinceridade total entre a gente. Ela estava se esforçando, faria isso também. 
- Oi Flavinha... 
- Oi Lu, tudo bem? - Estava alto, Juliana podia ouvir. 
- Tudo bão e você? 
- Tudo bem nego. Você ta em Londrina né? 
- To sim, por que? 
- Vem dormir aqui em casa...
- Flavinha, eu não posso. Eu to jantando com uma pessoa. 
- Ag, entendi. Desculpa, eu não sabia. Não atrapalhei não né? 
- Não, tranquilo. Eu preciso falar com você depois. 
- Tudo bem, passar aqui amanhã. 
- Vou almoçar com Pedro, pode ser antes do almoço? 
- Pode, só bate aqui.
- Tudo bem, eu vou. 
- Vem, vou desligar, beijos lindo. 
- Beijos Flavinha. 
Ela desligou e eu fiz o mesmo. Olhei pra Juliana e comecei a falar: 
- Ela é... 
- Luan! - Ela me interrompeu. - Você não me deve satisfações. 
- Tem razão, mas eu acho que combinamos assim, transparencia e sinceridade. Eu e a Flavia estamos nos conhecendo. Conheço ela á alguns meses, depois que a gente se separou. A gente já ficou, ficamos sempre pra falar a verdade, eu já... Dormi com ela. Mas nada a mais que isso. Ela é muito legal, bonita, gostosa, mas ela não é você Juliana. Por que se não, acho que poderiamos tentar algo. 
- Eu não sei se é bom ou ruim ouvir isso. 
- Bom? - Erguia a sobracelha pra ela. 
- É, é sim. - Ela sorriu. 
- A gente pode conversar? 
- Claro, o que? 
- Eu quero te pedir desculpas. - Peguei nas mãos dela. - Sei que te fiz sofrer muito te tirando o Pedro, sei que essa foi a pior coisa que eu podia fazer e bom, eu fiz. Me desculpa. 
- Ta tudo bem agora Luan. 
- Tem certeza? 
- Absoluta. 
Ela sorriu e bateram na porta com nosso jantar. 

Amooors, postando. Não vai dar pra editar, amanhã eu posto mais, desculpa a demora... Posto depois de 7 comentários...


terça-feira, 4 de junho de 2013

Capitulo 86

Juliana pegou em minha mão.
- Quero que me prometa uma coisa.
- O que?
- Que tudo que for dito aqui, vai set sincero. Muito sincero.
- Por mim tudo bem, se for sincero da sua parte também.
- Vai ser, acredite. Primeiro, quero que saiba que eu te amo, como nunca amei ninguém em minha vida. Só Pedro. E nunca mais vou amar Luan.
- Eu também te amo Juliana, talvez não devesse, mas eu amo.
- É bom escutar isso. - Ela sorriu.
- É mesmo? Pra você, por que pra mim não é.
- Lu, eu sei que te magoei demais. Eu sei que não merece o amor que você me dá. Eu sei de tudo isso, mas, para as coisas zerarem entre nós, é importante que tudo que tiver pra dizer, seja dito. Eu quero que tudo seja esclarecido. Por isso, estou a sua disposição. Se você quiser saber tudo que aconteceu.
Pensei, será que valia a pena? Talvez não quisesse tirar ela da minha vida, mas seria um caminho longo e para isso, eu senti que meu coração precisava saber...
- Eu quero.
- Pergunte.
- Quantas vezes? Só uma mesmo?
- Só. Só uma vez.
- E... Por que? Se você não estava satisfeita com a gente, poderíamos ter conversado.
- Eu não sei te dizer por que. Mas em nenhum momento foi por que faltou algo entre a gente.
- Ele foi melhor que eu Juliana? Se é que você me entende...
- Não, não foi.Ele começou a chorar.
- Vocês se veem sempre?
- Nunca mais nos vimos. A ultima vez foi um dia depois.
- Você foi atras dele?
- Não. Eu estava na academia, e ele apareceu. Eu não queria falar com ele e mandei ele nunca mais me procurar.
- Por que você me contou?
- Por que...
- Por que...?
- Por que o Guto ouviu nossa conversa na academia naquele dia, ele conversou comigo e disse que eu tinha que te contar. Ele falou que se eu não contasse, ele contaria, então achei melhor você saber por mim.
- Então ele sabe?
- Sabe.
- Você não ia me contar se ele não tivesse descoberto?
- Eu não sei, estava com medo de te perder.
- Você gostava dele Juliana?
- Não. Eu nunca gostei dele.
- Acho que pra mim chega dessa conversa.
- Luan...
- Eu to cansado por hoje ta legal?
- Não, a gente não acabou.
- Eu não quero saber mais nada Juliana.
- Mas eu tenho coisas pra te falar. Eu não falei o principal. Quero que me perdoe. Sem pressão, sem nada. São só desculpas pelo que fiz com nossa família.
Fiquei olhando alguns segundos pra ela. Era tão linda, mas ao mesmo tempo parecia tão frágil. Tinha muita tristeza em seu olhar, olhos que não passavam o brilho que tinha antes. Acho que os dois tinham sido afetados pelas marcas da traição.
- Ju, você acha, que se eu não tivesse te perdoado, eu teria feito o que fiz hoje? Te traria pra cá agora? Eu já te perdoei a muito tempo, mas não quis admitir.
- Você ta falando serio? - Ela abriu aquele sorriso lindo.
- To.
Ela pulou e me abraçou forte, chorando. Eu senti meu mundo todo ali de novo.
- Eu vou fazer tudo que puder pra ter nos dois de volta, nossa família, eu te prometo. Eu sei que não vai ser do dia pra noite, mas eu vou lutar para recuperar nossa vida Luan.
- Faça, faça sim. Eu quero ver.
Sorri abraçado com ela. Ele foi se soltando aos pouco e quando vi, me roubou um selinho e deitou se enrolando na coberta. Voltei pra minhas folhas e consegui inspiração. Estava mais leve, menos confuso. Naquele momento, acreditei que poderíamos tentar de novo, lutar por um recomeço. Mas seria um caminho que teríamos que fazer com paciência. Nós dois estávamos magoados, e eu não conseguia mais confiar nela. Mas talvez, desse certo outra vez.

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Capitulo 85

Segurei ela pelo braço ainda na minha frente, tomando cuidado, enquanto meus pensamentos me matavam por estar fazendo isso. Andei com ela o mais rapido possivel até a entrada da casa noturna e puxei ela pra fora. Matheus estava ali fora.
- O taxi está vindo. 
- Obrigado Math. 
- Luan, ela está bem? 
- Ela só precisa respirar melhor. 
Encostei na parede e apoiei Juliana no meu peito. Comecei abana-la, ela estava pálida. 
- Acho melhor levar ela pro hospital Luan... 
- Você quer ir pro hospital? - Perguntei preocupado. 
- Eu... To bem. - Ela foi soltando o peso em mim. 
- Juliana... 
- Ela desmaiou Luan. 
Segurei ela e vi que realmente estava desmaiada. Respirei fundo, pensando no por que de ter me metido nisso. Peguei ela no colo e o taxi parou do meu lado. Coloquei ela no banco e sai, conversei com Matheus, me despedi e entrei. Ele queria ir comigo, mas achei melhor ir com só com ela. Coloquei a cabeça dela sobre meu colo e fui tentando falar com ela. Pedi ao motorista pra me levar pro hotel. Ela já tinha desmaiado comigo por causa da fobia e eu sabia que ela ficaria bem. Ela acordou logo, ficou parada me olhando, começou a chorar. 
- Hey, calma. Ta tudo bem, quer ir pro hospital? 
- Quero ir pra casa. 
- Estamos indo, você vai poder dormir lá, mas agora, se acalma. Vira um pouco de lado. 
Ela virou de costas pra mim e eu abri metade do ziper do vestido dela. Era apertado, justo demais, e isso não faria bem. Virei novamente ela pra mim. 
- Com quem você tava?
- Giovanni. 
- Me da seu celular, vou avisar ele. 
- Ele ta sem celular. 
- Ele não vai se preocupar?
- Acho que não. Nem vai voltar hoje. Me deixa na casa dele? 
- Sozinha? Não Juliana. 
- Luan, você não precisa fazer isso. 
- Você é a mãe do meu filho, eu não posso te deixar passando mal sozinha, apesar de tudo. 
Ela pegou na minha mão e eu fiquei olhando pra elas entrelaçadas. 
- Obrigado. 
- Não te de que. 
Puxei minha mão orgulhoso. 
- Senta, estamos chegando, assim você pode ficar em pé. 
Ela se levantou e virou de costas pra mim, pedindo pra fechar seu vestido. 
- Não, deixa assim. Esse negocio é apertado demais, vai te fazer mal. 
- É tomara que caia, vou ter que ficar pelada? - Ela riu fraco, já bem melhor. 
Eu ri e subi um pouco o ziper, ainda deixando aberto boa parte. Depois tirei minha jaqueta e coloquei nela. 
- Acho que não vai ter mais problema. 
- Obrigado.
Ficamos até chegar lá em silencio e depois ajudei ela a descer e andar. Entramos no elevador, mas ela começou a ofegar novamente e eu abracei ela e fechei seus olhos.
- É só não olhar que você não sente. Ta chegando.
Quando abri, puxei ela pra fora e logo entramos no meu quarto. Ela estava sem graça, e eu me perguntava por que diabos estava fazendo isso. 
- Bom, se quiser dormir... Você fica com a cama... Eu vou ficar compondo. 
Dei essa desculpa e ela me olhou com os olhos cheios de lagrimas. 
- Para ta? Não faz isso.
- Eu só... Não quero atrapalhar. 
- Eu já te disse que não vai. - Abri minha mala e peguei uma camiseta minha e uma cueca. - Acho que essa cueca pode  servir como shorts e a blusa vai ficar boa.  
- Obrigado. - Ela saiu e entrou no banheiro. 
Me sentei na cama e fiquei me chamando de burro. Mas me assustei dom ela saindo do banheiro. Olhei e no momento me arrependi da roupa que dei pra ela. Tinha me esquecido de como ela ficava gostosa assim. Levantei da cama e ela deitou, peguei meu caderno e parei tentando escrever. Rabiscava, rabiscava e nada. Depois de quase uma hora fazendo isso, parei e olhei pra Juliana. Senti que ela estava acordada, e chorava. Mas me surpreendi quando ela me chamou. 
- Luan? - Ela disse com voz de choro.
- Oi, tudo bem? - Juliana se sentou e passou a me olhar com os olhos vermelhos.
- Por favor, vamos conversar. Faz 8 meses que você me evita, e não tem como seguir em frente sem essa nossa conversa. 
Respirei fundo, pensando. Tinha se passado tanto tempo. Acho que tinha chegado a hora. Eu não sentia mais raiva dela, só decepção. Então me levantei e me aproximei da cama. Sentei na sua frente. 
- Tudo bem Juliana, vamos conversar.

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