segunda-feira, 3 de junho de 2013

Capitulo 84

8 meses depois... 

Narrado por Juliana.

Oito meses havia passado desde que Luan me deixou e levou Pedro. No começo, as coisas eram difíceis pra mim ver ele, mas um mês depois, Luan parou de dificultar as coisas e eu poderia ver Pedro todos os dias. Desisti de entrar na justiça, eu queria reconquistar Luan, e eu sabia que se levasse essa ideia adiante, não conseguiria. Assuntos do Pedro eram tratados com os pais dele, por que ele ainda se recusava de falar comigo. Eram poucas palavras trocadas nas vezes que nos encontravamos em sua casa nas minhas visitas ao nosso filho. Luan tratava Pedro muito bem, era um bom pai. Ele não anunciou a nossa separação, então ainda eramos casados perante todos e ele também não havia pedido o divorcio. Ele queria deixar as coisas como estavam, acho que não quis se magoar mais. E eu? Tentei seguir a minha vida e ficar de pé. Chorava todas as noites, era muito sozinha. Fazia alguns comerciais, mas nada demais, e me aproximei dos meu amigos. Eles me ajudaram muito, principalmente Giovanni. Eu sempre ia pra São Paulo e ficava lá com ele dois, três dias. As vezes trombava com Luan por lá. Ele, adiante de todos era uma coisa, na casa dele era outra. Seus amigos não sabiam do que tinha acontecido, somente Gutão que fingia nunca ter ouvido nada. Então, ele se divertia com eles, ria, aparentemente bem, mas quando estava em casa, era sempre muito quieto e reservado, e eu sabia disso. Sempre trombava com ele nas festas em que Giovanni me levava, com varias mulheres ao redor e ficando com algumas, mas nunca saia acompanhado, pelo menos que eu tenha visto. E eu observava ele no meu canto a noite toda, morrendo de vontade de tirar ele de lá e faz ele entender que aquilo não era pra ele, que ele não precisava daquilo. Que ele era meu. Mas eu não podia. Eu sofria muito com a falta que os dois me faziam. Mas tinha jurado que assim que ele aceitasse conversar comigo, se Luan estivesse disposto, primeiro lutaria por seu perdão, depois por seu amor de volta. Em uma dessas noite, eu olhava ele de longe dançando com uma loira. Ele estava sorridente, falando em seu ouvido algumas coisas. Giovanni chegou brigando comigo, me mandando sair dali e parar de me torturar. Eu disse que ia embora, e que era pra ele ficar. Queria ficar um pouco sozinha. Pensei muito antes de ir até onde era a saída, teria que passar por Luan. Tomei coragem e fui, evitei ao máximo a proximidade. Perto da onde Luan estava, havia um repórter. Eles iam em festar gravar programas, mas eu percebi que naquele dia, ele buscava um furo. Havia muitos boatos sobre nosso divorcio, mas nada concreto, e Luan sempre desmentia. Ele me parou, começou a fazer perguntas com uma câmera ligada na minha cara. Pessoas foram se aproximando, criando uma roda em minha volta. Perguntas e mais perguntas, eu estava me sentindo sufocada. Comecei a entrar em desespero, não queria falar com eles. Me fecharam, não tinha por onde sair e eu tinha claustrofobia. Estava quase desmaiando quando senti a mão dele segurar minha cintura e me abraçando timidamente, enquanto me virava e me colocava atras de seu corpo. 

Narrado por Luan.

Estava ficando com uma loira gostosa desde o começo da noite. Até pensei em leva-la por hotel, coisa que eu quase nunca fazia. Mas, enquanto dançávamos, Mateus nos puxou. 
- Luan, cara, eu fui atender o celular e quando voltei, vi uma roda ali a trás. Tem um repórter aqui, e ele cercou a Juliana. Ela ta desesperada. Tem uma roda envolta dela. 
Legal, era só o que eu precisava, ajudar Juliana. 
- Roda? - Lembrei que ela tinha claustrofobia. - Mas tão sufocando ela? 
- Sim cara, acho que viram vocês e querem uma declaração dela. Mas acho que ela ta passando mal. Acho melhor você ir lá, tirar ela daqui. 
Pensei um pouco em como faria. 
- Eu vou. 
Olhei pra loira, seu nome era Katia. Puxei ela sorrindo e lhe dei um beijo calma e gostoso. 
- Você volta? 
- Não, mas foi um prazer te conhecer. 
Peguei o numero dela e me despedi com um novo beijo. Ela limpou minha boca rindo e eu sai atras do Matheus. Ele iria pedir um táxi na porta, enquanto eu tirava Juliana do meio da confusão. Pedia licença com voz firme, e me deram passagem. Quando fiquei cara a cara com ela vi quanto estava indefesa. Estava quase desmaiando quando peguei ela e abracei sem querer muito. Na verdade eu queria, mas lutava contra. Eu amava demais aquela mulher. Afastei ela um pouco e coloquei atras de mim. O bombardeio de perguntas mudou de figura e começaram a jogar elas em cima de mim. 
- Queiram me dar licença? 
- Luan, fale pra gente sobre sua separação.
- Eu pedi licença, por favor. Minha esposa está passando mal.
- É verdade que se separaram? 
- Não, estamos junto e bem, como podem ver. Agora me dê licença por favor. 
As poucos abriram a roda a consegui puxar Juliana pra fora. Estávamos de mãos dadas, mas quando consegui sair, coloquei ela na minha frente. 
- Você ta bem? - Perguntei. 
- Eu preciso de ar Luan. 
- Calma, eu vou te tirar daqui. 

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Capitulo 83

- Meu filho, que saudade. 
Juliana pegou ele no colo e abraçou, deixando ele sentado sobre seus coxas. Abraçou ele forte. 
- Mamãe, a senhora volto? Vai ficar aqui?
- Não meu filho, a mamãe só veio te ver, mas a mamãe promete que vai fazer de tudo pra voltar, ta bom? 
- Fica aqui mamãe... 
- Eu não posso meu amor. - Ela deixou sua lagrimas caírem e o menino limpou. 
- Não chora mamãe. 
- Eu te amo meu bebe. Eu te amo muito tá? - Ela abraçou ele. 
- Eu também te amo mamãe. 
Ela ficou abraçada com ele um tempo, depois ele saiu correndo pra pegar alguma coisa e mostrar pra ela. Voltou com um carinho de controle remoto. 
- Mamãe, olha o que o papai me deu! 
- Olha que lindo... Você sabe mexer? 
- Eu sei, tenta... 
- Ta bom, dá aqui pra mim... 
Ela controlou o carinho e ele ficou todo feliz. 
- Você conseguiu mãe! - Deu a gargalhada gostosa que tinha puxado do pai. 
- Consegui! - Ela riu. - Me dá um beijo... 
Pedir foi até ela e abraçou, beijando ela em seguida. 
Eles pararam no abraço e ficaram assim por instantes, até o menino gritar. 
- PAPAI, olha quem veio! 
Juliana tremeu, gelou, mas automaticamente virou pra onde Pedro olhava. No meio da escada havia um Luan triste, parado, olhando pra ela. Ele se arrependia de ter saído do seu quarto. Não queria ve-la, e agora seria obrigado a isso. Ela se sentia mal. Luan estava com um aspecto que não era dele. Sem vida, e um pouco mais magro. Sentiu seu coração em pedaços por ele estar assim por sua causa. Pedro foi até ele começou a puxar sua bermuda. Luan desviou o olhar dela e segurou sua roupa para Pedro não puxar. 
- O que foi filho?
- Deixa a mamãe ficar aqui? A mamãe pode ficar papai? 
- Não Pedro. 
Juliana estava parada olhando pros dois com lagrimas nos olhos.
- Por que papai? Deixa... - Ele começou a chorar. 
- Filho... - Ele pegou o menino. - Sua mãe agora não fica mais com a gente. O lugar dela não é mais aqui. 
- Quero ela aqui papai... 
- Um dia você vai entender, por enquanto, é coisa de adulto. Agora para de chorar e vai lá que ela daqui a pouco vai embora. 
Luan colocou ele no chão e ele foi falar com a mãe, enquanto Luan saiu dali, entrando na cozinha. Pegou água e bebeu devagar, tentando evitar as sensações que ver ela lhe trazia. Juliana na sala, estava tentando explicar a Pedro o por que tinha que ir embora. Se despediu do menino chorando, e se dirigiu a porta enquanto Luan apareceu passando direto e indo pra escada. 
- Luan... - Ela chamou. 
Luan parou e virou devagar.
- O que você quer? 
- Eu queria falar com você. 
- Não temos nada pra conversar Juliana. 
- Eu só quero conversar, não me negue isso, por favor. Precisamos acertar algumas coisas, não vou te questionar, nem me justificar.
- Acontece que não quero falar com você.
- Tudo bem, eu não vou insistir, qualquer dia quem sabe... 
- Qualquer dia.
Ele deu as costas a ela e saiu correndo pro seu quarto. Se jogou na cama e se sentiu mal novamente, com o coração em pedaços. Juliana foi pra casa chorando. Queria seu filho, queria Luan. 

Se tiver 5 opiniões, eu posto mais a noite... Gostaram? Opiniões... Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo...

domingo, 2 de junho de 2013

Capitulo 82

- Pai...
- Faz duas semanas e ela liga e vem aqui todo dia. Ela é mãe, ta desesperada, ela pode ver outros modos se você não liberar Luan, ela vai fazer da sua vida um inferno. Se coloca no lugar dela. 
- Se coloca no meu lugar. 
- Luan, olha, eu estou aqui te avisando que eu e sua mãe vamos chamar ela aqui. Por que se você não quiser, vamos fazer do mesmo jeito. Eu te entendo meu filho, mas isso é pro seu próprio bem, e pro bem de Pedro. Se você proibi ela de ver ele, quando for pedir a guarda dele, não vão te dar. 
- Chama pai, chama. - Levantei e fui pro meu quarto.
Eu não queria ela na minha casa, não queria ter que ver ela, e tinha medo dela pegar Pedro e levar embora. Fiquei o resto do dia trancado no quarto, e quando resolvi sair, fiz a maior besteira.

Narrado em terceira pessoa. 

Juliana estava em um hotel em Londrina. Tinha saído de casa, as lembranças eram maiores, e além disso, a casa era dele. Não se sentia bem de ficar ali sozinha. Ela estava decidida a lutar pra recuperar o amor deles, mas resolveu focar primeiro em Pedro. Estava se preparando pra ligar pela primeira vez no dia pra casa de Luan e implorar pra deixarem ela ver ele. Ela não queria por na justiça, mas via que talvez não tivesse outra solução. Estava sozinha, ninguém sabia de nada ainda, e preferiu ficar quieta na sua, sofrendo sozinha. Tirar Pedro dela era o que mais afetaria, e Luan sabia disso. Quando ia discar os números, o seu celular tocou em sua mão, era da casa dele. Juliana sentiu o coração disparar, e atendeu rápido. 
- Alô? 
- Alô, Juliana? 
- Oi Seu Amarildo, tudo bem com o senhor? 
- Tudo bem aqui, eu estou te ligando, por que consegui uma coisa pra você. Falei com Luan, ele me deixo te ligar. Vem ver o Pedro. 
Ela começou a sorrir e depois chorou.
- Ai meu Deus, muito obrigado Seu Amarildo. O senhor sabe, eu estou desesperada.
- Eu sei sim. Quando você vem? 
- Agora. - Disse olhando no relógio. Eram 13:30. 
- Pode sim, pode vir. 
- Estou chegando em quinze minutos. 
Juliana se despediu, pegou sua bolsa e saiu correndo de lá. Dirigiu até o condomínio rápido. Queria matar aquela saudade. Sua entrada era liberada, e logo ela chegou até a casa. Tentou se acalmar, e depois bateu na porta com receio. Dona Marizete atendeu e a mandou entrar. Juliana estava envergonhada de olhar a família dele depois de tudo, mas era melhor do que não ver Pedro. Ela sabia que os pais dele ficariam do lado do filho, ela sabia que todos ficariam ao lado de Luan. Dona Marizete mandou ela se sentar, disse que chamaria Pedro. Em instantes, ele desceu emas escadas com a avó e veio andando rapidinho na direção dela. 
- Mamãe! 

Não to no PC, então não sei se a edição vai ficar boa ai pra vocês, mas eu preciso fazer assim agora... Depois eu vejo se edito por lá melhor... Se tiver 5 opiniões, eu posto mais a noite... Gostaram? Opiniões... Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... Meninas, não vou mais pode avisar por tt ;x 

Capitulo 81

Quando foi viajar, passei a mostrar pra todos o que eu não sentia. Ninguém sabia o que tinha acontecido, e isso continuaria até eu me sentir bem com essa historia toda. Escondia tudo com um sorriso e quando chegava no hotel, deitava na cama e ficava lá quieto. Juliana ligava pros meus pais todo dia. Batia em minha casa e insistia. Queria falar comigo, queria ver Pedro. Mas pra mim, aquilo ainda não ia acontece. Estava em São Paulo, Roberval enchia o saco. 
- Cara, liga pra Juliana, avisa que vamos sair cara... - Ele tinha dito pela quinta vez a mesma coisa. Tava com fogo pra sair e queria me arrastar. Estava me irritando dele falando o nome dela.
- Não Roberval, caramba. 
- Vai cara, liga pra... 
- Se você fala esse nome mais uma vez eu vou te fazer engolir meu celular. 
- Nossa Luan, só tava te chamando pra sair. 
- Eu quero ficar quieto no meu canto ta legal? 
- Você brigaram? 
- Você quer sair não quer? Beleza, vamos sair Roberval, mais para de fazer pergunta. 
Chamamos o resto da equipe e fomos depois do show. Eu resolvi ficar quieto, não estava me sentindo bem. Peguei uma bebida e fiquei olhando o movimento. No segundo copo estava me sentindo mais leve, e aquilo era bom. Mas também estava vendo coisas. Via ela em todo lugar. Me dirigi ao bar e me sentei lá, evitando olhar pra pista e ver ela em mais algum corpo qualquer. Mas fui bebendo, bebendo e perdi o controle. A cada copo eu me sentia mais leve, mas calmo, não pensava em nada, e isso naquele momento era muito bom. 
- Luan... - Rober sentou do meu lado. 
- O que 'cê' quer cara? - Disse meio embolado. 
- Acho que você bebeu muito, vamos embora. 
- Agora que ta ficando bom? Lógico que não rapais! 
- Luan, se sair alguma noticia, o Anderson me mata. Pensa na Juliana e o que ela vai... 
- Quero que a Juliana se dane, é uma vagabunda Roberval. 
- Luan, vamos embora... 
- Não, eu não quero ir. 
- Cara, na boa, você ta falando merda, vai se arrepender disso depois. Ta bêbado. 
- Vai se ferrar Roberval, to quieto aqui no meu canto. 
- Se for pra ficar aqui, vou ficar contigo. 
Ele sentou do lado e ficou comigo ali enquanto eu bebia quieto. Talvez fosse errado, mas era o que eu precisava ali. Essa necessidade se repetiu algumas vezes mais.
Quando voltei pra casa, tentei ao máximo parecer frio quando aquilo. Passei a sentir que não queria que ninguém achasse que estava sofrendo, afinal, sofrer por ser corno era ridículo. Os meus sentimentos de fraqueza, continuavam, mas em secreto agora. Quando estava em casa, queria o tempo todo ficar com Pedro, era só isso que eu queria. No meu primeiro dia de folga, meu pai queria conversar comigo, acabei indo com ele. Sentamos no escritório, de frente pra ele no sofá. 
- Luan, acho que as coisas devem se resolver de verdade agora. 
- Não tem nada pra resolver. 
- Tem sim. A começar pelo divorcio. Vai manter mesmo essa decisão. 
- Pai, deixa do jeito que ta, não quero entrar com pedido de divorcio agora, vai só causar mais dor. Ela lá e eu aqui ta ótimo. 
- Quando vai anunciar a separação? 
- Não vou, já disse, é só mais dor de cabeça, deixa assim. 
- Isso não ta certo... 
- Pode ser, mas é assim que eu quero. 
- Olha, não vou discutir. Agora é mais serio. Vocês tem que se dar bem. 
- Que se dar bem pai, isso tudo que aconteceu foi ridículo. 
- Pelo Pedro, não é por vocês.
- Não pai, pelo menos por enquanto. 
Abaixei minha cabaça olhando para mãos. Aquilo ainda doía e ele nem percebia isso. 
- Luan, você tem que deixar ela ver o Pedro.

Amors, por hoje é só, desculpa a demora, eu tive que fazer umas coisas agora a noite kkk Posto depois de 8 opiniões... Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... Vou pedir um favor, quem puder seguir o tt da fanfic, ou mandar um tt qualquer, eu agradeceria, pois o twitter está me suspendendo pois jura que eu não vou real ;x kkkkkk o user é @fanficsuspiros ! Obrigado...

sábado, 1 de junho de 2013

Capitulo 80

Assim que abri a porta da casa dos meus pais, sentei encostado nela mesmo e chorei. O primeiro pensamento, foi buscar meu erro. Ela tinha tinha dito que foi só sexo, então, ele era melhor que eu? O que ele tem que eu não tenho? No que eu errei? Naquele momento, me senti um fracassado, com todas as letras. Senti que não havia sido marido suficiente pra ele, senti que não era homem o suficiente. Estava abalada, buscando os motivos disso tudo. Por que? Levantei devagar, tirando minha blusa e jogando em qualquer canto da sala. Acho que quem olhasse de fora, veria um zumbi andando pela casa. Me dirigi devagar até a cozinha, peguei água gelada e bebi. Minha boca estava seca. Fui deitar, mas me revirei na cama a noite toda, me sentindo fraco, sem sentido. 

Acordei com a claridade no meu quarto. Levantei, fechei as cortinas e depois tranquei a porta do meu quarto. Meu pais logo chegariam, e eu não queria falar com ninguém. Estava preso no meu universo particular, tentando controlar meus sentimentos. Eu sentia raiva, ódio, mas ao mesmo tempo, humilhado, rejeitado, trocado, e sentia tristeza. Eu amava aquele filha da mãe, mas estava tudo tão confuso, que eu só precisava digerir. O sentimento de não conhece-la foi o que mais me afetou. Amo quem afinal? Ela me enganou, me traiu sem se preocupar com meus sentimentos, sem pensar em mim. Minha cabeça tinha um misto de emoções tão grande, tão intenso, que eu estava com dor de cabeça. Eu tinha que controlar isso, para de sofrer, deixar essa fase passar, pra então ver o tamanho do estrago que isso tudo fez comigo. E não adianta vir com aquela historia, de que tem que se reerguer, que eu não mereço sofrer e chorar por ela. Eu não sofria por ela, estou sofrendo por mim, estava mal comigo mesmo. E nessa hora, tive a confirmação de que uma traição, não é ruim com o casal, é cruel com quem é traído, pois ele não fica mal com a pessoa infiel, fica mal consigo mesmo. E era assim que eu estava me sentido. sem valor, fracassado. Destruído comigo mesmo. Esse " luto " durou alguns dias, até eu resolver reagir. 

Amors, postando. Olha, Esse capitulo fiz com a intensão de mostrar pra vocês que o homem, quando é traído  sofre mais que a mulher. Eu, quando tive essa ideia, queria que ficasse bem real a reação dele, então pesquisei muito. Queria mostrar esse lado fraco do homem, é isso. Vou postar outro haha

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Capitulo 79

Narrado por Luan.

Sai da minha casa atordoado. Comecei a chorar, em direção a casa dos meus pais. 
- Como ela pode fazer isso comigo? 
- Papai... - Ele disse manhoso. 
- Oi filho... 
- Mamãe não vai com a gente? 
- Não, sua mãe não vai. Agora fica quietinho fica filho, dorme. 
Cheguei a casa dos meus pais, mas estava trancada e eu não tinha a chave. Entrei no carro, bati as mãos no volante e depois joguei a cabeça no banco, passando a mão pelos cabelos. 
- Deixa pra sofrer depois Luan, agora pensa. 
Tinha que tirar Pedro dali, Juliana possivelmente viria até a casa dos meus pais, eu iria brigar com ela, gritaria, e eu não queria Pedro no meio disso mais do que ele já presenciou. A mãe dele era uma criança, parecia que tinha 16 anos, e eu iria ter um pouco mais de cabeça. Liguei o carro e dirigi até a chácara, com a cabeça a mil, me perguntando por que tudo isso estava acontecendo comigo. Já era quase 10 horas da noite quando cheguei. 
- Luan? - Meu pai apareceu na sala enquanto eu fechava a porta com Pedro no meu colo dormindo já. - O que aconteceu? 
Corri pro quarto pra não chorar ali, mas ele foi atras de mim. As lagrimas caíram enquanto eu coloquei Pedro no cama dele. Meu pai parou na porta me olhando, dei um beijo no meu filho e sai, fechando a porta. 
- O que houve Luan? 
Abracei ele forte e chorei igual criança. 
- Calma filho, vem aqui. - Ele me puxou pra sala e sentamos lado a lado. 
- O que foi? 
- Acabou pai, eu e a Juliana. - Disse olhando pra baixo. 
- Como? Por que Luan? Vocês se amam e... Que besteira você fez? 
- Eu não fiz nada pai, foi ela. Ela me traiu pai. Foi pra cama com outro. 
Ele me olhou de boca aberta. Me puxou pra seu colo e eu deitei a cabeça nele. 
- Você já conversou com ela? 
- Que conversar pai? Não tem conversa! Ela é imatura, mimada... Vagabunda, eu não acredito que ela fez isso. - Chorei com as mãos nos olhos. 
- Amarildo? - Minha mãe chamou. 
Ela apareceu na sala. - Filho? O que foi? Você ta bem? - Ela agachou ficando da altura da minha cabeça deitada no colo do meu pai. 
- To bem mãe. 
- O que aconteceu? 
- Eu não quero mais falar mãe. - Sequei meu rosto levantando.
- Luan...
- Marizete, deixa... - Meu pai falou. - Vai descansar filho... 
- Não, eu vou pra casa. Só vim deixar o Pedro. E eu preciso da chave.
- Fica aqui, vai sair desse jeito? 
- Por favor mãe, deixa. 
- Vai Luan, mas olha, me liga assim que chegar. - Meu pai disse me dando a chave. 
- Ta bom, eu vou ficar bem. 
Dei um beijo na minha mãe e um abraço no meu pai. 
- Filho, vai devagar. - Minha mãe me olhou pedindo. 
- Eu vou mãe, fica tranquila. E por favor, ninguém aqui vai abrir a porta pra Juliana. Eu vou brigar feio com o primeiro que deixar a Juliana ver meu filho. 
- O que ta acontecendo? Vocês brigaram? Você não pode fazer isso, Pedro precisa da mãe e...
- Mãe! A SENHORA NÃO VAI ABRIR ESSA PORTA PRA JULIANA SEM MINHA AUTORIZAÇÃO, TA ENTENDIDO? - Perdi o controle. 
- Calma Luan. - Meu pai pegou meu braço. - Ninguém vai abrir a porta. Você precisa se acalmar. 
Respirei fundo e abracei minha mãe. 
- Me desculpa. 
- Ta tudo bem filho. 
Convenci eles e me deixarem ir, e fui pra casa chorando. 

Recado pra quem lia o Contos Suspiro Santana aqui. Posto depois de 7 opiniões... Vocês fazem essa historia. No capitulo de amanhã, vou explicar por que isso tudo está acontecendo, o que eu quero com isso ta? Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... Meninas que eu aviso no tt, mudanças daqui pra frente, mas depois eu converso com vocês ta? 

Capitulo 78

Dedicado a Juliana do @princelu4n!

- Você é uma vagabunda, eu não acredito que consegui cair na sua carinha DE SANTINHA! - Ele estava nervoso, gritava. - Eu fiquei culpado de te ver chorando! E... EU TE PEDI DESCULPAS JULIANA! ACHEI QUE TINHA TE PRESSIONADO... - Ele andava de um lado pro outro.
- Para! Vamos conversa... Me deixa conversar! - Eu já chorava. 
- CONVERSAR JULIANA? EU NÃO TENHO VOCAÇÃO PRA CORNO, VÊ SE BOTA ISSO NA SUA CABEÇA. - Ele ia em minha direção. 
Chegava a encolher, com medo dele me bater, mas eu merecia. 
- Me desculpa... Me perdoa! 
- Juliana... - Ele se afastou. - Eu estou muito decepcionado! - Ele começou a chorar. - Eu nunca imaginei isso de você meu Deus... Eu fui o melhor marido do mundo pra você! Eu sou um bom pai. Eu me entreguei de corpo e alma pra esse casamento dar certo! - Ele sentou passando a mão pelo cabelos. - Eu te mimei todos os dias que pude, eu cuidei de você. Eu te tratei com uma rainha... Fiz surpresas, tentei agradar, quebrei meus limites e aprendi muito pra poder fazer da nossa vida perfeita. Pra fazer da sua vida perfeita. Eu sei disso. Eu lutei por você... Eu lutei pelo nosso amor e você jogou tudo no lixo? JOGOU NO LIXO TODO O AMOR QUE EU TE DEI. Eu vou embora daqui, se eu ficar aqui, eu vou perder minha cabeça com você, e eu realmente não quero isso. 
- Luan, foi só uma vez e eu não estava me sentindo bem... - Comecei a dizer baixinho. 
- BEM? - Ele se alterou mais. E se levantou. - QUEM NÃO ESTÁ SE SENTINDO BEM SOU EU! EU NÃO ACREDITO QUE TO PASSANDO POR ISSO, VINDO DE VOCÊ JULIANA! 
- Eu te amo, senta, vamos con... - Levantei, indo em sua direção.
- Cala sua boca! 
Ele pegou um troféu dele que estava em cima da mesinha da sala e jogou com tudo em cima de mim, mas eu me desviei, caindo no chão. O troféu atingiu um vaso de vidro, que espatifou no chão atras de mim. Ele olhou por alguns segundos. Seu olhar tinha raiva, tristeza e decepção. Nunca tinha visto ele daquela forma em tantos anos. 
- Eu vou embora daqui antes que faça uma loucura com você, comigo, sem se importar com nosso filho lá em cima. - Ele cuspiu as palavras em cima de mim. - Mas você se importa com ele mesmo?
- NÃO FALA ASSIM! Eu amo ele.
- FALO, FALO SIM! Sabe por que? Você destruiu nossa vida. Você destruiu um amor de anos, uma família que tinha tudo pra ser perfeita. Você destruiu isso. Você não sabe o que é amar ninguém, nem mesmo o Pedro. 
Tudo que ele falasse naquele momento eu aceitaria, menos aquilo, dizer que eu não amava Pedro, aquilo não. Levantei e fui pra cima dele, sem pensar, com o braço levantado pra lhe bater, mas ele me segurou. 
- Quer me bater agora? 
- Você quase me matou agora!
- O troféu? PARA DE SE FAZER DE VITIMA. EU NUNCA ERGUI A MÃO PRA VOCÊ. NUNCA RELEI NUM FIO DE CABELO SEU JULIANA! 
Ele esperou eu desarmar a mão e soltou, correndo pra escada. 
- Luan, por favor... - Sai atras chorando. 
Ele entrou no nosso quarto e pegou a primeira mochila que ele viu. Socou algumas roupas ali chorando, enquanto eu pedia pra ele parar. 
- Amanhã eu peço pra alguém vir pegar mais roupas, algumas coisas que vou precisar quando for viajar. 
- Eu e o Pedro precisamos de você... 
- Engano seu, o Pedro precisa, você não! - Ele disse pegando mais alguns objetos e jogando na bolsa. 
- Então, ele precisa! 
- Por isso mesmo que ele vai comigo! - Parei por segundos enquanto ele saia pela porta. 
Sai correndo atras dele, quando cheguei ele estava com a sua bolsa e a de Pedro que eu deixava preparada pra viagens no ombro, com nosso filho no colo, assustado com o pai que tinha acordado ele. 
- Você não vai levar ele Luan! 
- Eu vou sim! Se fosse você no meu lugar tinha sumido com o Pedro. - Ele começou a descer as escadas e eu fui atras. 
- Luan, não me tira ele... Por favor, eu te imploro! - Sai correndo atras. - Ele está assustado, dá ele aqui. 
- Mamãe... - Ele me chamava abraçado ao pescoço do pai. 
- Nem eu e nem Pedro ficamos mais um segundo nessa casa. 
Luan saiu rápido, comecei a gritar com ele enquanto ele colocava Pedro na cadeirinha do carro dele, mas ele nem parou pra me olhar e saiu levando ele, e eu desabei em lagrimas no chão. 
- O que eu fiz com a minha vida? 

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