segunda-feira, 15 de abril de 2013

Capitulo 54

Narrado em terceira pessoa

- Nada haver Giovanni.
- Ju... - Juliana encolheu as pernas e abraçou elas, começando a chorar.
- Não precisa chorar. Você queria isso. - Giovanni abraçava ela de lado, com carinho.
- Eu não posso passar pela mesma coisa de novo. Eu não quero. - Falava baixinho, com medo.
- Se acalma por favor, nem sabemos se é verdade.
- Eu não quero Gi, eu não quero.
- Não fala assim, é ruim pra você e pro bebe.
- PARA DE FALAR NUM BEBE QUE NÃO EXISTE! - Ju se sentou normal.
Ela se sentia mal, sem direção. Tinha medo de passar por tudo novamente, de perder a criança e de Luan deixa-la.
- Se acalma, me desculpa. - O amigo abraçou ela forte e num gesto habilidoso, a pegou no colo e levou até a cama.
- Você precisa se acalmar agora Ju.
- Eu quero falar com o Luan.
- Calma, fica aqui que eu vou ligar pra ele.
Ele cobriu ela e saiu do quarto com o telefone na mão. Discou os números e depois ligou. Ele demorou um pouco pra atender.
- Luan?
- Oi Gi, tudo bem? Ela ta bem?
Giovanni escutava o som do fundo diminuir aos poucos.
- Na verdade não.
- O que aconteceu?
- Ela passou mal, e eu acho que sei o que é.
- O que?
- Acho que ela está gravida.
- Como? - Ele se assustou e sua voz era de surpresa. - Ai meu Deus. E como ela está?
- Desesperada. Ela quer falar com você.
- Eu to indo pra ai cara, tenta acalma ela, por favor. Você sabe o que aconteceu, e... Eu tenho medo.
- Eu entendo. Vou fazer o possível.
- Eu vou levar um teste pra ela, se ela se acalmar, fazemos, se não, amanhã.
- Tudo bem, eu ia sair pra comprar, mas eu não quero deixar ela sozinha.
- Não, pode deixar. Não deixa ela sozinha. Eu tenho medo.
- Fica tranquilo.
- Vou pedir pro meu secretario ir comigo, e já chego ai.
- Tudo bem. Até mais cara.
- Até Luan.

Narrado por Luan.

Eu estava morrendo de medo. Da ultima vez Juliana foi parar num hospital, quase morreu e ainda suspeitaram de câncer. Ela não podia passar por tudo de novo, e nem eu. Estava assustado. Sai das partes da administração da Outlaws e entrei novamente no camarote, caçando apressado pelo Rober.
- Você ta bem? - Senti alguém me puxar na costas.
Virei assustado, era ele.
- Ai cara, estava te procurando.
- O que foi?
- Preciso que vá até o apartamento do Giovanni comigo.
- Por que?
- A Juliana passou mal de novo, e ele acha que ela ta gravida.
- Mentira?
- É verdade. Preciso que desça numa farmácia e compre um teste.
Continuei a explicar o que tinha acontecido enquanto saímos de lá. Fui até o Anderson e pedi o carro dele emprestado. Fui dirigindo enquanto ele tentava me acalmar um pouco.
- Ela pode nem ta gravida Luan.
- Eu não sei cara.
- Vocês não se protegeram né?
- Tomamos muito cuidado, mas um dia ai, não.
- Cara, e o que você vai fazer?
- Eu não sei. Eu sei lá... Vou marcar um medico pra ela amanhã logo cedo, preciso ficar mais tranquilo com isso.
- Espera voltarem pro Rio, assim ela consulta com o medico dela.
- Eu não vou ficar preocupado até segunda cara.
- E se for de risco de novo?
- Essa é minha preocupação, é disso que eu tenho medo, não de ser pai. Eu tenho medo de acontecer tudo de novo. Ela precisa fazer um exame amanhã mesmo, dependendo do que dar no exame que vamos levar.
- O que o medico que atendeu ela aquela vez disse?
- Ele ela podia engravidar, mas era difícil. E quem teve aquilo uma vez, pode ter outra.
- Vai dar tudo certo, eu vou ligar pra uma amiga aqui, o marido dela é ginecologista.
- Faz isso cara, vê se consegue uma consulta amanhã cedo.
- Se acalma pra não assusta-la.
- Vou tentar.
Parei numa farmácia e Rober desceu. Fiquei no carro pensando e perdi a noção do tempo, e quando vi Rober estava entrando no carro. Ele trazia uma caixinha com dois testes. Agradeci e ele ficou segurando enquanto ia até o apartamento de Giovanni. O porteiro já estava avisado que eu vinha e nos deixou entrar. Sumimos de elevador e depois bati na porta. Ele abriu um pouco apressado. Dei a mão pra ele.
- Cade ela cara?
- Ta no meu quarto, vai lá.
Rober entrou atras mas eu nem prestei atenção nele. Corri até o quarto, deixando o celular no sofá. Quando Ju me viu, voltou a chorar. Subi na cama devagar e entrei debaixo do cobertor com ela, abraçando ela, se a aninhou nos meus braços.
- Lu...
- Eu já sei, o Gi me contou. Você tem que se acalmar ta? Isso só vai te fazer mal.
- Eu to com medo.
- Eu sei, mas vai ficar tudo bem.
- E se não ficar?
- Vai ficar. Assim que amanhecer o Rober vai arrumar uma consulta com um medico de confiança aqui mesmo.
- Eu não quero passar por tudo de novo.
- Não vai, eu estou aqui com você.


Posto outro mais tarde, quero comentários...

domingo, 14 de abril de 2013

Capitulo 53


Narrado por Juliana. 

Giovanni me recebeu com um sorriso no rosto mas o desfez quando pulei em seu colo e comecei a chorar. 
- Eu bem senti que você estava mal. O que Luan te fez? - Ele caminhou comigo ao seu colo até o sofá, batendo a porta e passando a chave. 
- Ele não me fez nada. - Limpei meu rosto com as mãos. 
- Por que não voltou com ele então? 
- Eu só estou insegura demais sobre a gente. 
- Como assim? 
- Ele ta estranho, acho que ele não me ama mais como antes. - Abracei ele e comecei a contar o que tinha escutado no camarim.
- Se acalme, ele é homem, vai falar assim de qualquer rabo de saia que aparecer. Não significa que ele vai te trair.
- Ah, mas eu fiquei mal e... - Ainda chorava. 
- E...?
- Eu não sei. - Aumentei meu chorar.
- Você está de TPM Ju? - Ele ria. 
- Por que? 
- Não está chorando por que ouviu aquilo, e nem por que acha que ele não te ama. Você não sabe nem o motivo! Está sensível, só isso. Está só de TPM minha linda. - Ele ria me abraçando. 
- É, devo estar. Estou atrasada. 
- É melhor eu ligar pro Luan! Aposto que você chorou até com ele, e assustou ele não é? 
- Acho que sim. - Comecei a me acalmar e limpar meus olhos. 
- Vou ligar pra ele enquanto você toma um banho. Quer falar com ele? 
- Acho melhor não. 
Giovanni pegou uma roupa pra mim dele e disse que iria fazer algo pra comermos. Tomei um banho mais relaxada e depois vesti a roupa dele. Uma cueca e uma camiseta enorme pra mim. Ri me olhando no espelho. Prendi meus cabelos num coque e sai da suite do Giovanni. Ouvi ele falar algo, devia estar no telefone, me aproximei. 
- Eu sei, eu sei que você se preocupa com ela. Eu te entendo. Se fosse eu também estaria desesperado agora.
Parei na porta, olhando ele mexer numa panela com uma mão e a outra ao telefone. Ele me olhou de leve e sorriu enquanto escutava Luan responder.
- Eu sei cara, te entendo. - Virou de costas e pegou um tempero, depois voltou a falar. - Mas é isso cara, curti ai. E ela ta bem, só está sensível, de TPM. - Giovanni riu e eu, com bom humor já, só mostrei a língua. 
E seguida, se despediu e desligou. 
- Ele... - Levantou o celular. - Estava preocupado. 
- Eu sei, eu vou falar com ele amanhã. 
- É, fale mesmo. 
- O que você ta fazendo? 
- Aquele recheio de sanduíche que você ama, lembra? 
- Mentira? - Ele e Giovanni costumávamos comer sanduíche de frango que ele fazia, pelo menos duas vezes na semana quando éramos adolescentes. 
- Verdade. - 
Andei em direção a ele e peguei na panela com um garfo na mão para experimentar, mas quando senti o cheiro, meu estômago embrulhou e eu tive novamente ânsia. Sai correndo pro banheiro com a mão na boca e vomitei. Giovanni batia na porta enquanto eu me recuperada. 
- Você ta bem Juliana? 
Abri a porta e sai, depois que levei minha boca.
- Estou com o estômago ruim. Passei mal hoje já. 
- Vou te levar no hospital. - Ele me puxava pra sentar no sofá. 
- Não precisa, já estou melhor. 
- O que te deu hoje? 
- Ânsia. 
- Juliana, acho que você está gravida! 

Amoores, resolvi mudar pra valer a fanfic AGORA! Prometo que vou fazer de tudo pra postar muito mais... E vou criar um grupo no face pra avisar vocês das postagens ok? Quem quiser, me deixa o link do seu perfil no face aqui ok? Posto depois de 8 comentários... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões  eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo...

Capitulo 52


Narrado por Luan

Juliana me acompanhava no show de hoje a noite, em São Paulo. nossa relação estava meio estranha, e por isso acabei chamando ela pra ir comigo quando vi que ela estava mal com tudo. Eu amava ela demais, mas estava confuso. Não era culpa dela, mas desde minha conversa com a equipe, o clima ficou estranho entre todos, eu me sentia sozinho e por isso me perguntava se realmente isso tudo valia a pena. Idiota e imaturo, eu sei. A verdade era que meu trabalho estava pesando, e eu não me sentia bem com isso. Comecei a ver como empecilho tudo que antes via como somente um obstáculo na nossa relação. A distancia, meus ciúmes, não poder estar sempre ao lado dela, a correria, e o fato de ter que conviver com a ideia de que tínhamos perdido uma criança e com o medo dela querer ser mãe novamente. Eu não sabia o que estava me afastando dela, mas eu sentia que não era falta de amor, eu só estava confuso com todos aqueles sentimentos em mim e tentava organiza-los, precisava de um tempo meu, desde que ela apareceu, fui fazendo as coisas e nem parei pra pensar sobre o efeito de tudo, sobre o que pensava das coisas, fui fazendo. Fiz questão de tratar ela bem, depois de tanto tempo sem prestar atenção no que ela sentia, eu vi que ela me queria perto, precisava de mim. Mas eu também precisava de mim. A equipe, como se era de se esperar, tratou Juliana muito bem. Durante o show, Juliana ficou um pouco irritada comigo. Entrou uma mulher bonita no camarim, e quando ela saiu, eu e Rober fomos comentar, e por capricho do destino ou da minha má sorte mesmo, Juliana entrou e escutou. 
- Gostosa. - Roberval disse. 
- Muito cara, muito! 
- Eu pegava. 
Comecei a rir. 
- Perguntou se ela vai te querer testa? - Rimos. - Mas eu também pegava fácil cara.
Quando escutamos a porta do camarim bater, Rober me olhou estranho e foi até a porta, voltou dizendo: 
- Era a Juliana cara, ela ouviu. Certeza! 
- Por que isso só acontece comigo? - Passei a mão no cabelo rindo. - Me ferrei. 
- É, se ferrou. Ela é brava cara. 
- Juliana? Brava? Apelido. - Ri. 
- Não vai atras dela? - Ele mexia na maquina fotográfica. 
- Eu? Não sou louco. Ela deve estar me xingando, espera se acalmar. 
Depois, atendi a imprensa e entrei no palco. Não cheguei a ver Juliana antes, mas na hora do show ela estava lá ao lado. Em alguns momentos, em que olhava pra ela enquanto cantava, ela estava chorando. Na troca de roupa, vi ela somente quando estava entrando no palco, correndo, ao passar por ela, lhe dei um beijo e voltei ao palco. Quando fomos sair do show, que era numa casa noturna de São Paulo, estávamos na mesma van da banda. Juliana estava conversando com Marla e Day, mas e sentou ao lado delas, mas eu chamei ela pra sentar ao meu lado, e ela veio. Passei meu braço por cima do ombro dela, no banco que estávamos não tinha ninguém. 
- Por que você estava chorando? 
- Nada. - Ela não me olhava. 
- Nada? Se é pelo que você ouv...
- Luan, esquece isso ta bom? 
Ela ficou evitando me olhar e depois começou a querer chorar. 
- Ju... 
- Me deixa. - Ele limpou uma lagrima que caiu. 
- Não faz assim. 
Juliana começou a chorar mais e me abraçou de lado, escondendo seu rosto no meu pescoço.
- Você está sensível né? 
Ela não me respondeu. 
- Ju? Está melhor? - Marla falou e todos olharam. 
- Melhor? - Perguntei acariciando os cabelos dela.
- É, ela não estava se sentindo muito bem. Passou mal no camarim. 
- Amor? - Ela ainda chorava agarrada ao meu pescoço. - Juliana, você ta sentindo alguma coisa? - Comecei a me preocupar. 
Desde que pensei que podia perde-la, naquele hospital, eu entrava em desespero de imaginar ela sentindo algo. 
- Eu to bem. - Ela respondeu baixo. 
- Quer ir no hospital? 
- Não. 
- Quando eu falar com você, responde Juliana.
Ninguém disse nada, só perguntaram se eu iria pra balada com eles, mas pedi pra me deixarem no hotel com Ju. Ela ainda chorava e eu não sabia o que fazer. 
- Lu? 
- Oi! 
- Vai com eles? 
- E te deixar sozinha nesse estado? Nunca Juliana. 
- Me deixa no apartamento do Gi. 
- Não Juliana. 
- Por favor. 
- Vai dormir lá? 
- Posso? - Ela ainda escondia o rosto. 
- Pode né, mas eu não queria. 
- Por que? 
- Por que você está chorando Juliana, ta me deixando desesperado. 
- Desculpa. 
Eu não disse mais nada, pensava no pedido dela. Talvez ela quisesse ficar sozinha um pouco, sem mim. 
- Sabe se ele está lá? 
- Eu ligo. 
- Ligue. 
Ela se afastou do meu pescoço, minha blusa estava toda molhada. Pegou sua bolsa e dela tirou o celular. Discou alguns números e logo começou a falar com ele, baixo. Quando desligou eu mesmo perguntei se ele estava em casa. 
- Sim, ele está. 
- Quer mesmo ir? 
- Quero. - Sequei as lagrimas dela com a mão. 
- Vou pro hotel, ta bem? 
- Não, quero que vá com o pessoal. 
- Ju...
- Eu quero, vai se divertir. - Ela sorriu. - Só não esquece de mim. 
- Nunca. - Abracei ela. 
- E suas roupas? 
- Amanhã eu volto com você, antes de ir embora, eu volto. 
- Vai dormir com essa roupa? 
- Eu pego uma dele, não se preocupa com isso. 
Pedi pra desviarem o caminho, Juliana explicou onde era. Em pouco tempo estávamos lá. Desci, e só fui quando abriram o portão e ela entrou, me dando um beijo delicado. Passei o o caminho até a boate pensando no que realmente acontecia entre nós. 

Postando outro...

sábado, 13 de abril de 2013

Capitulo 51


Narrado por Juliana

O tempo foi se passando, já fazia uns 8 meses que estávamos junto. Mas nem tudo estava bem. O que antes era um relacionamento conturbado pelas pessoas não aprovarem, passou a ser conturbado pela rotina e distancia. Luan as vezes estava ocupado demais, eu enrolada com um filme que tinha sido chamada pra fazer, então quase nem nos víamos. Nossas regras, de se ver pelo menos duas vezes na semana começaram a se desfazer. Luan não aparecia mais em casa com essa freqüência. Parecia a cada duas semanas mais ou menos, num dia que não tinha show, chegava pela noite de surpresa, lá pelas nove horas. Trazia doce um filme e comíamos assistindo. Depois fazíamos amor e dormia abraçada com ele. De manhã tinha que ir trabalhar, e quando voltava ele tinha ido embora. Eu não sabia o que tinha afastado ele dessa forma, mas me entristecia. Sentia sua falta, como nunca, e não estava feliz. Eu tinha medo que estivesse acontecendo algo com ele, que eu o estivesse sufocando, então não ia atras, com medo de incomoda-lo. Comecei a colocar coisas na cabeça, achar que ele me traia. Um dia, quando Luan apareceu, eu estava triste. Esses pensamentos me dominavam. Depois do nosso amor, enquanto ele me abraçava, tive uma momento de insegurança. 
- Lu? 
- O que foi Ju? 
- Me promete uma coisa? 
Me afastei dele, podendo assim olhar seus olhos. 
- O que você quiser. 
- Me promete que quando se cansar de mim vai dizer? Quando não me quiser mais, não vai me iludir? 
- Eu nunca vou fazer isso. - Ele acariciou meus cabelos. 
- Me promete, por favor? 
- Eu prometo, eu prometo. - Ele me puxou, me abraçando novamente. - Quer ir no show amanhã comigo? 
Sorri abraçada com ele. Fazia tempo que não via ele no palco, que ele mesmo não me chamava. 
- Claro, onde vai ser? 
- São Paulo! 
- Eu vou sim. - Sorri. 
- Vai trabalhar amanhã cedo? 
- Não. Deixa eu te contar! 
- Conta. 
- Fui indicada pelo meu papel no novela, pra uma grande premiação. 
- Serio? - Ele me abraçou. - Parabéns!
- Serio. Atriz revelação. - Sorria. - Você vai né? 
- Mas é claro! Que dia? 
- É numa quarta, a noite. 
- Eu vou sim! 
- Promete? Você é importante pra mim. 
- Eu prometo. 
Luan comemorou comigo e no dia seguinte, acompanhei ele ao show. 

Esse show promete! Posto depois de 8 comentários... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões  eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo...

Capitulo 50


- Eu não admito mais a atitude anterior de vocês com a Juliana, pra mim acabou. 
Tinha convocado uma reunião depois de voltar da chácara com a Ju. Ela havia voltado ao Rio e eu nem contei o que queria fazer. 
- Vocês a tratam com desrespeito e má vontade, e isso só afasta ela daqui. Eu não quero mais isso. Recado dado. 
Todos me olhavam em silencio. 
- Estão dispensados. - Anderson disse e todos saíram. 
Peguei meu celular para mandar uma SMS pra Juliana e Anderson começou a dizer:
- Você está errado. 
- Estou? - Perguntei arqueando a sobrancelha e largando meu celular. 
- Está! A maioria aqui a trata assim por causa de tudo que ela já te causou. Eles veem que ela não é pra você. 
- Eu decido o que é pra mim. E ela é pra mim. Eu teria um filho com ela agora se não tivesse acontecido tudo aquilo, então não admito. Eu não quero que ela se sinta mal quando vai comigo a um show, e eu sei que ela se sente. Tratam bem ela perto de mim, depois, é diferente, por obrigação. Mas já chega. To indo pra casa agora. Vai comigo pra Londrina? 
- Não, eu tenho que resolver umas coisas aqui. 
- Tudo bem então. Tchau cara. 
- Tchau. 
Sumi do escritório com o Rober e o Well. Peguei o avião depois de atender algumas fãs e ninguém disse nada o caminho todo. Eu queria que tudo se resolvesse e eu pudesse ter uma vida tranquila com a Juliana, mas eu acho que a conversa na reunião não ia adiantar muito, o clima tinha ficado pesado demais. Quando cheguei em casa era quase noite de uma segunda. Eu iria passar aquela semana ali, e não iria pro Rio. Queria ficar um pouco em casa e Juliana andava muito ocupada com a finalização da novela dela lá. Depois de conversar um pouco com meus pais e depois com minha irmã, eu fui tomar um banho. Sentei na cama e depois de ler um pouco, liguei pra Ju. 
- Oi Ju. 
- Oi amor. 
- Você ta bem? - Sua voz estava um pouco fraca. 
- Não. 
- O que você tem? 
- Eu to passando um pouco mal. 
- O que você ta sentindo? 
- Estou com náusea, estômago ruim. Comi algo que não me fez bem. 
- Onde você ta? 
- No Projac, mas Tony vai me levar pra casa. 
- Tudo bem, agradece ele por mim. Toma um remédio e dormi, por favor. Qualquer coisa me liga. 
- Eu vou ficar bem. 
- Não quer ir no medico? Cade seus pais? 
- Eles estão viajando de novo. Liguei pra Nana, vai vai passar a noite comigo. 
- Melhor. Qualquer coisa pede pra ela te levar no hospital. 
- Ta, não se preocupa, eu vou me cuidar. 
- Qualquer coisa eu vou ai. 
- Não, fica ai com eu família. Eu estou cheia de gravações essa semana. 
- Primeiro sua saúde. 
- Eu sei. Eu vou ficar bem. Vou desligar, to indo pra casa. 
- Beijos. 
Assim que apertei o botão vermelho no celular, larguei ele em cima da cama e escutei minha mãe me chamar pra jantar. 

- Por que vocês não tem um filho Luan?
Minha mãe ficava insistindo enquanto comíamos. Ela me perguntava do meu relacionamento com Juliana, dizia que queria me ver casado. 
- Nossa mãe, mudou de atitude com ela fácil por que? 
- Você gosta dela não gosta?
- Amo.
- Então, resolvi me conformar. 
- Eu não entendo por que esse problema todo de vocês com ela. 
- Ela te fez sofrer. Um dia quando tiver seu filho, vai intender.
- Mas vamos com calma ai Dona Marizete, por que não vou te dar um neto tão cedo. 
- Por que não? - Eu não estava entendendo toda essa historia dela. 
- Mãe, eu não quero que ela engravide. Juliana precisa se cuidar, e isso já deu muita confusão. Além do mais, quero tirar isso da cabeça dela, então não vem com esse papo perto dela, não fica dando ideia. 
- Não quer ter filhos? 
- Eu quero, mas eu não quero que ela tente engravidar. Mais pra frente, quando nos casarmos, eu convenço ela a adotar uma criança e pronto. 
- Por que Luan? - Meu pai perguntou. 
- Eu não sei se ela pode ter um filho mais. E eu não quero causar essa dor nela. Além do mais, ta cedo demais. Quando nos casarmos, quem sabe. Agora chega disso. 
Mudamos de assunto e voltamos a conversar sobre outras coisas. 

Amores, pra compensar o tempo que passei sem postar, tem dois hoje! Já posto o outro...

domingo, 7 de abril de 2013

Capitulo 49


Narrado por Juliana

Luan tomava banho enquanto liguei pra Bruna, avisei que estava levando ele e quando estivesse perto ia dar um toque. Ele voltou e se arrumou. Fui esperar ele na sala e quando desceu, estava lindo, como sempre. 
- Olha que lindo esse aniversariante! 
- Linda está minha namorada. Você clareou as pontas né? E cortou.
- É. - Sorria. 
- Está linda. - Ele pegou minha mão e me fez dar uma volta. Depois me abraçou por trás e beijou meu pescoço. - Eu amei.
- Pra você. - Sorri. 
- Bom, ta clareando, falta ficar loira agora. - Ele riu. 
- Fica sonhando. - Ri e me soltei de seus braços, puxando - o pela mão. - Vem. 
- Num vai ficar loira amor? Ah poxa! - Ele perguntou ao entrarmos no carro. 
- Não coisa feia. 
Fomos o caminho todo brincando e rindo. Quando paramos em frente, não havia ninguém na porta, como combinado. Torci pra ele não perceber que a boate não estava aberta e o distraído realmente não percebeu. Já tinha mandando SMS pra Bruna, e tratei logo de puxar a mão dele rápido pra não questionar nada. Quando entramos, começou um coro cantando parabéns pra ele. Amigos, família, todos estavam ali. Depois começaram os cumprimentos, o pessoal indo dar parabéns pra ele, me afastei, fiquei olhando tudo de longe, encostada na grade do camarote e sorrindo. Tinha muitas pessoas que eu mal conhecia ali. Não era muito de sair com Luan, então acabava sem conhecer seu amigos. No máximo ali, conhecia sua família. A festa estava boa, dancei e me diverti bastante com Nana e Giovanni, que foram. Luan nem sempre podia me dar atenção, mas não me importei, teria ele só pra mim depois, por dois dias. 

Narrado por Luan. 

Estava num roda de amigos quando começou o papo. Eles falavam coisas ruins das suas namoradas, denegriam a imagem delas. Eu tinha feito aquilo muito tempo, mas hoje não achava mais certo, amava Juliana e já estava meio cansado das pessoas me falando mal dela, coisas que ela não merecia, tudo por conta de quando ela foi embora aos dezoito anos, um por ter se casado. Fiquei de boa ali, bebendo e ouvindo só, enquanto olhava Juliana dançar. 
- E você Luan? - Igor perguntou. 
- O que tem eu? 
- E seu namoro sem graça? 
Fiquei olhando alguns segundos pra ele. 
- Olha cara, sinceramente. Sem graça é você que está falando mal da mulher que diz que ama. Meu namoro tem muita graça, e tem amor. Então, isso vale pra todos. - Tinha um pessoal da equipe aqui. - Eu quero que respeitem a Juliana, quero que respeitem nosso namoro. 
Peguei meu copo e sai da mesa, deixando eles ali sozinho. Naquele momento, vi por que incomodava a Juliana me acompanhar, por que ela não queria abrir nosso namoro pros outros. Pegaria um dia, e conversaria com todos do escritório, eu ia fazer algo. Fui dançar com Juliana e acabamos curtindo toda a festa assim. E quando me despedi do ultimo convidado, voltei procurando por ela. Ju tirava o salto, sentada em uma cadeira. 
- Cansou meu amor? - Agachei e passei a mão pelo seu rosto. 
- Demais. 
- Dançamos muito. - Ri e depois levantei, pegando sua mão. - Vamos pra casa. 
Ela se levantou e deu uns passos, mas depois parou. 
- Amor. 
- Oi. 
- Não vamos pra casa. 
- Pra onde você quer ir menina? - Ri puxando ela pra mais perto e a abracei. 
- Eu vou te sequestrar. - Ela sorriu sapeca. 
- Meu Deus, o que ai fazer comigo? 
- Vou te levar pra chácara! 
- Oh meu amor. - Abracei ela. - Serio? 
- Sim, está tudo pronto. Nossas malas estão no carro. Dois dias só nosso. 
- Então vamos, por que eu amei esse final ai.
Me aproximei dela sorrindo e lhe dei uma daqueles beijos gostosos, que me faz esquecer do mundo. Na verdade, Juliana me fazia esquecer do mundo, fácil fácil. 

Posto depois de 8 comentários... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões  eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Capitulo 48


O tempo foi passando e era aniversario de Luan. Ele iria estar viajando então peguei um avião e fui pra Londrina no dia anterior. Bruna me encontrou, estava tido no esquema nosso planos. Iríamos fazer uma festa surpresa e depois eu iria com ele pra chácara passar uns dois dias lá, como sempre foi feito. Quando cheguei já era noite, eu tinha tido gravação antes. Bruna, prestativa, me pegou no aeroporto. 
- Quanto tempo! - Dei um abraço nela. 
- Faz um tempo mesmo. - Ela sorriu. 
Sempre fomos muito amigas, mas nesse meu segundo namoro com o Luan, as coisas tinham complicado, mas ela estava me tratando melhor depois da historia em que ela cuidou de mim no hospital. Eu iria ficar na casa deles. Enquanto ela dirigia, fomos conversando sobre a surpresa pro Luan. Ela já tinha preparado quase tudo. Eu ajudaria ela a montar as coisas pela tarde e depois teria que levar o Luan até lá. Quando chegamos na casa dela, cumprimentei seus pais e jantamos juntos, terminando de acertar os últimos ajustes. Logo fomos dormir. Fiquei no quarto do Luan, mas sem desfazer minhas malas, teria que muda-las pra outro lugar no dia seguinte. Liguei pra Luan. 
- Oi minha vida. 
- Oi Lu. - Fingi desanimo. 
- Tudo bem? 
- Mais ou menos. 
- Anima, amanhã vamos nos ver, você vai pra Londrina né? - Ele perguntava empolgado. 
- Na verdade não. 
- Como assim Juliana? 
- Eu tive um problema, não vou poder sair daqui, vou gravar o dia todo, não vou poder levar nem celular. 
- Mas a gente tinha combinado que você ia pra Londrina e iamos sair. 
- Eu sei, eu sei, me desculpa. 
- Não acredito Juliana. 
- É meu trabalho. 
- Ah, mas eu sou seu namorado. 
- Me desculpa. Depois de amanhã eu vou estar livre! 
- Ah, deixa pra lá. 
Ele desligou na minha cara e eu tive uma ataque de risos. Coitado. Quando acordei no dia 13, desci pra tomar café. Todos estavam na mesa e conversamos bem. Naquele momento sentia que as coisas estavam melhorando entre nós. Depois, fiz a mudança do quarto de Luan pro de hospedes, bem guardado. Quando ele chegasse, íamos ter saído. Logo depois do almoço, pegamos tudo que precisávamos e saímos, Luan devia estar chegando. Ninguém havia ligado pra ele ainda. Fomos acertar os últimos detalhes e depois fomos pra um salão nos arrumar. 

Narrado por Luan.

- Não acredito que a Juliana fez isso comigo! 
- Luan, é o trabalho dela. 
- Ela me deixou sozinho no dia do meu aniversario testa!
- Você tem sua família! 
- Ainda bem, por que se dependesse dela...
Eu estava louco com a Juliana. Ela tinha me deixado sozinho! Pelo menos ainda tinha a minha família, que ainda não tinha me ligado, mas eu sabia que era por que eles iam estar em casa. O carro parou na porta da minha casa e me despedi da equipe. Cansei a chave na mochila e entrei, gritando o pessoal. 
- Mãe, cheguei! - Fechei a porta e fui até a cozinha, estava tido silencioso. - Pai! Sou eu, Luan! 
Subi até o quarto dos meu pais, a porta estava aberta, entrei e não tinha ninguém. No de Bruna também. Não era possível isso. Não tinha nenhuma ligação, nem dos meus amigos, nem dos meu pais! E de Juliana eu sabia que não teria, mas dos meus pais poxa! Fui pro meu quarto e me taquei na cama, acabei dormindo. 
- Amor, amor! - Sentia a mão da Juliana no meu rosto delicadamente. 
Ai que raiva, sonho real agora não. Hoje não. Virei pro outro lado e me arrumei pra dormir de novo.
- Lu... 
Abri os olhos, a Juliana estava me chamando no sonho. A hora que vi ele quase em cima de mim pra me acordar, levei um susto.
- Ai meu Deus Juliana. - Sentei colocando a mão no peito.
- Desculpa. - Ela se sentou. 
- O que você está fazendo aqui? 
Ela estava toda arrumada. Vestia um daqueles vestidos curtos dela, meio rodados, com os quais ela ficava linda. Estava toda maquiada e seu cabelos estava tudo ondulado, mas com as pontas mais claras, mas ainda sim não eram loiras. 
- Vim te ver.
- Por que estava vestida assim? - Mexia o cabelo.
- Eu estava gravando Lu... 
- Oh meu amor. - Ela me abraçou forte, me deu beijos e cantava parabéns baixinho pra mim.
- Cade seus pais?
- Pensei que tinha se esquecido de mim.
- Nunca. 
- Meus pais sumiram, fiquei o dia todo sozinho. Quem abriu a porta?
- Estava sem chave. 
- Ah sim, eu esqueci. 
- Agora levanta, vamos aproveitar e ir comemorar.
- Não to afim amor.
- Por que não?
- Ninguém lembrou de mim! 
- E vai ficar ai por isso?
- Vou. 
- Vamos pra uma balada ai. 
- Ah não, pra qual? 
- Santarena. 
- Ta bom vai. 
- Vai se arrumar...
- Mas já?
- É ué, hoje começa cedo, quero curti. 
- Beleza, vou me trocar.

Posto depois de 8 comentários... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões  eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo...