quinta-feira, 30 de maio de 2013

Capitulo 77

No dia seguinte pela noite, Seu Amarildo trouxe Pedro de volta. Ele não queria ficar lá, queria dormir comigo. Ele voltou pra chácara e eu fui colocar Pedro pra dormir. Fiquei com ele, fazendo carinho. Fiquei olhando ele dormir, pensando em como tudo seria dali pra frente. 
- Me desculpa filho, por tudo... Eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas as coisas vão mudar, mas a mamãe te ama. 
Durante um tempo fiquei ali, depois fui deitar. O dia tinha sido difícil, eu fiquei pensando em tudo. Luan voltaria amanhã e eu precisava me preparar. Eu teria que contar. E assim passou bem rápido até ele pisar em casa novamente. Ele viria pra jantar, e eu preparei o prato que ele dizia que eu fazia melhor. Arrumei a mesa pra gente e fiquei brincando com o Pedro até ele vir. Luan chegou devagar e quando abriu a porta, Pedro levantou do tapete e saiu correndo até ele com aquelas perninhas pequenininhas. Luan pegou ele no colo e encheu de beijo. Depois ele veio até onde eu estava, trazendo nosso filho.
- Já estava com saudades. 
- Eu também meu amor. - Respondi pegando no rosto dele e nos beijamos. 
- Que cheiro bom, o que você fez? To com fome. 
- Vem, você vai ver. - Levantei e puxei eles. 
Sentamos pra comer, Luan comeu enquanto eu dei pro Pedro, depois ele foi brincar e eu me juntei ao Luan. Ele começou a me contar do trabalho, como tinha sido os shows, que tinha tido algumas entrevistas e tudo mais. Depois ele foi tomar banho e eu arrumei tudo, com lagrimas no olhos, sabendo que tudo podia acabar em poucos segundos. Limpei meu rosto rápido quando ouvi ele descer. 
- Ju? O Pedro ta quase dormindo aqui. Vamos colocar ele pra dormir? 
- Já to indo. 
Sequei minha mãos e rezei pra que ele não percebesse que eu tinha chorado. Agradeci por Pedro estar dormindo quando chegasse a hora de contar. Fui até a sala e Luan já estava com ele no colo. 
- Dá uma olhada nos olhinhos... - Ele disse rindo e eu ri também. 
Pedro lutava contra o sono enquanto tentava prender a atenção no Bob Esponja que passava na TV. 
- Tadinho do meu menino. Você pega ele? 
- Pego! Vamos campeão, hora de ir pra cama. 
Subi com os dois e junto com Luan, coloquei ele pra dormir. Ficamos um tempo com ele. 
- Ele ta grandão né? - Luan me abraçou por trás. 
- Ta sim. Pedro ta enorme, o tempo passou rápido. 
Pedro ia fazer dois anos e ia fazer uma ano e meio que estávamos casados. 
- Já vai fazer um ano e meio que... - Eu não podia deixar ele falar coisas bonitas naquele momento, então tive que interromper. 
- Luan, a gente precisa conversar. 
Virei de frente pra ele, tomando coragem. 
- Tudo bem. - Ele me abraçou. - Você ta bem? Está com uma cara estranha. 
- O que eu tenho pra falar é serio. - Disse passando a mão pelo meu pescoço, nervosa, tentando me controlar.
- Ta legal, vamos sair daqui. 
Ele ligou a babá eletrônica e me puxou pra fora do quarto, ele me puxou pro nosso quarto, mas eu fiquei com medo da reação dele e que acordasse Pedro, puxei ele pra sala. Antes de contar, eu precisa dar o que poderia ser o nosso ultimo beijo. Encostei ele na parede e o beijei como se o mundo precisasse disso, e ele retribuiu da mesmo forma. Comecei a chorar, deixando o momento um molhado. Ele se afastou devagar, acariciou meu rosto, e eu lhe abracei forte. 
- Ju, você está me assustando. 
Respirei fundo e soltei aquele mundo. Como eu amava aquele abraço. Devagar, peguei em sua mão e puxei ele pra sentar comigo no sofá. 
- Eu não sei como te contar isso... 
- O que foi? - Ele tinha medo no olhar. - Aconteceu algo coisa? Você ta bem? Ta doente?
- Não, não... - Secava minha lagrimas e depois segurei na sua mão. - Eu preciso te contar uma coisa. 
- Conta logo. 
- Calma. Olha, eu quero que saiba que eu te amo, eu te amo muito, de verdade. 
- Eu também te amo muito, mas to muito assustado, conta logo. 
- Me deixa falar ta? 
- Fala. 
- Eu fiz uma coisa, que não me orgulho nem um pouco, muito pelo contrario, eu to arrependida, demais, muito. Não teve amor, não teve sentimento... Foi só sexo. - Ele soltou minha mão, levantou rápido do sofá com a mão na cabeça. Olhou irônico pra mim. 
- Juliana, que brincadeira é essa? Você não ta me dizendo isso... 
- Me desculpa, eu te trai aquele dia, me perdoa. - Comecei a chorar muito mais, a tremer e escondi meu rosto com as mãos, abaixando a cabeça.

Posto depois de 7 opiniões... Vocês fazem essa historia. E como querem que o Luan reaja? Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo...

Capitulo 76

No dia seguinte, Luan foi viajar. Eu não queria ele longe, comecei a chorar. 
- O que foi? 
- Nada, só quero que fique. 
- Amor, não faz assim. 
- Fica aqui? 
- Ju, você sabe que eu não posso, mais eu volto, dois dias só dessa vez... Eu preciso ir, estou atrasado. 
Ele me deu um abraço e um beijo intenso, depois saiu e eu desabei de chorar. Acho que era medo dele ir embora e descobrir, dele me deixar. Sentei no sofá e fiquei lá chorando e comendo um pote de sorvete. Pedro estava com os avós, Seu Amarildo iria pra chácara e pediu pra levar ele. Voltariam só na segunda e acabou ficando só eu em casa nesses dois dias que Luan estaria fora. Era quase 20:00 quando escutei a campainha tocar. Estranhei por não terem interfonado. Limpei meu rosto e fui atender. 
- Guto? 
- Ai Ju, posso entrar? - Ele estava serio. 
- Claro, entra. - Levei ele até a sala. 
- Senta ai, fica a vontade. Mas a equipe já foi viajar, acho que você se atrasou. 
- Na verdade, eu to aqui por isso mesmo. - Ele sentou de frente pra mim. - Eu vim falar com você. 
- Comigo? Pode falar Guto.
- Ju, antes de tudo, eu to aqui como amigo. Eu podia ter ido viajar com eles, mas eu pedi esse fim de semana pra ele, por que queria falar com você. Eu não estou aqui pra te julgar. 
- Está me assustando.
- Eu sei. Olha, ontem, eu estava na academia. Você não me viu, mas eu fui cumprimentar você. Você estava conversando com um cara, e eu cheguei perto, escutei a conversa, eu não pude deixar de ouvir. 
Tremi com as palavras dele. Senti meu olhos molharem. O mede e a angustia voltaram.
- Por favor, não conta pra ele... 
- Eu não posso fazer isso. Mas por isso eu estou aqui. Eu não quero fazer isso, mas se você não contar, eu vou ter que contar. E eu acho melhor ele saber por você. Você sabe que vai ser melhor. 
- Guto, se eu contar, eu vou perder ele. 
- Mas não é certo isso fica na mentira. Ele está sendo enganado Juliana, e eu preciso contar. Por que se fosse comigo, eu ia querer que ele me contasse. 
- Guto, foi só uma noite. Eu tinha bebido, e brigado com ele. E nunca mais vou ver aquele homem! Eu não quero ter que contar isso, e... 
- Ju, para! Olha, eu vou ver ele segunda... Ele volta no domingo, e eu sei que o Pedro volta só segunda da chácara. Conta. 
- Eu não to preparada. - Comecei a tremer e a me desesperar. - Por favor, não faz isso. 
- Ju, você tem amanhã e o inicio do domingo pra se preparar. Eu não queria ter que fazer isso. Mas a questão é que eu preciso Ju. - Ele se levantou, sentou ao meu lado e me abraçou. - Se ele souber por você, vai ser mais fácil vocês se acertarem. 
- Eu não quero ter que contar isso e ver a tristeza nos olhos dele. 
- Juliana, você vai ver a tristeza de qualquer forma. Você não foi um mulher quando fez isso com ele? Seja uma mulher corajosa e conte você mesma. Pelo bem dele. 
Abracei ele forte. 
- Ta, eu vou contar. Por favor, me dê um tempo. 
- Isso já foi longe demais, não tem tempo. Você tem que contar. 
- Por favor. 
- Amanhã pela noite Ju. Eu vou estar atento, vou te ajudar com o que precisar. Se precisar que eu segure a barra com ele, você vai me ligar, e vai dar tudo certo. 
- Ele não vai me desculpar. 
- Eu acho que com o tempo, se você se empenhar, fizer tudo certinho, ele volta. Mas não vai ser fácil, não posso mentir. 
- Ele vai me matar. 
- Ele te ama. Vai ficar com muita raiva na hora, mas Luan não seria capaz de relar em um fio de cabelo seu. 
- Eu to com muito medo. 
- Eu sei, mas você vai ter que ser corajosa. Posso conta contigo? 
- Pode. 
E contra minha vontade, aceitei contar a ele tudo quando ele voltasse. 

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Capitulo 75

Capitulo dedicado a Jeny linda! 

- Luan, eu posso conversar com você? - Fui procura-lo pela tarde. Ele estava no quarto onde guardava suas coisas de musica. 
Parou de tocar o violão e me olhou. 
- Senta aqui. - Bateu no sofá ao seu lado e colocou o violão ao seu canto. 
Sentei ao seu lado, olhando pras mãos. Tremia, estava nervosa. Tinha decidido contar pra ele. 
- Olha, me desculpa. - Perdi o controle e comecei a chorar muito. - Me desculpa mesmo, eu não quis fazer aquilo, e eu... To tão arrependida. Eu to com medo de te perder, e eu vou morrer se ficar longe de você... - Continuei falando um monte de coisas sem sentido nenhum e ele me puxou, me dando um abraço apertado. 
- Você não precisa ficar assim, ta tudo bem... Eu te amo, te vivo, você sabe. - Ele me abraçava. 
- Me desculpa, eu... - Perdi a coragem e não contei.
- Ta tudo bem, você ta desculpada. Me desculpe também pelas coisas que te falei. Mas agora, acho que ta tudo certo não é? - Ele se afastou do meu abraço e me deu um beijo. 
Nunca senti tanta culpa na minha vida com naquele momento. Eu chorei mais, e Luan me abraçou novamente. 
- Olha, eu sei, eu sei... Acho que te pressionei. Não foi? Mas ta tudo bem agora, vem cá... 
Ele sentou melhor e colocou minha cabeça sobre seu colo, depois começou os coros de Promete, que eu tanto amava enquanto fazia carinho no meu rosto, e secava minhas lagrimas. 
- Ontem, eu... 
- Não precisa me dizer, passou.
- Você não quer saber? 
- Não, afinal, nada demais ué... Você saiu, bebeu e só. Nada serio. Não foi? - Ele perguntou passando a mão nos meus cabelos e olhando nos meus olhos. 
- Claro, foi. - Eu ia contar, mas perdi a coragem. 
Ele me abraçou forte e me puxou pra ele. 
- Vem aqui agora que eu quero você. - Ele me levou pro quarto. 
Perguntei por Pedro, não tinha visto ele desde que fui pro quarto. 
- Relaxa, ele ta na casa dos meus pais. - Sorriu com malícia e nos amamos. 
Pelo cair da noite, deixei Luan descansando e fui pra academia. Aproveitei que João nunca ia nesse horário. Mas no meio dos meus exercícios, ele apareceu, me segurando pelo braço. 
- João? 
- A gente pode conversar? 
- Aqui não é lugar. - Soltei meu braço. 
- Aqui é lugar sim! Eu preciso falar com você... 
- Fala. 
- Sobre o que aconteceu ontem... Juliana, eu não queria te magoar. Eu sei que tem o seu marido, você nunca mais vai olhar na minha cara direito, mas eu gosto de ser seu amigo. 
- João, aquilo não podia ter acontecido. 
- Você contou pra ele? 
- Não, eu não contei pra ele que dormimos juntos não é? - Eu cochichava. - João, se o Luan souber, ele me mata. Ele te mata. 
- Juliana, eu só queria que nada mudasse entre a gente. 
- Desculpa, mas não vai ter como. Eu não sei nem como eu vou fazer agora. 
- Conta logo pra ele, você não vai aguentar fazer nada perto dele escondendo isso. 
- Eu vou contar! Mas como? 
- Olha, eu vou te ajudar. 
- Eu não quero sua ajuda! - Comecei a chorar. - Me deixa em paz por favor. Eu não quero mais te ver. 
- É isso mesmo então? - Ele perguntou com tristeza. 
- É, é isso João. 
Ele me deu um beijo na bochecha. 
- Foi bom te conhecer. 
Vi ele ir embora e sumir de vista, assim seria melhor. Mas o que eu não contava que Guto, estava indo me cumprimentar e ouviu toda a conversa. 

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Capitulo 74

Quando cheguei em casa, chorei sentada no sofá da sala. Chorei muito, tremia. Levantei pra beber água e derrubei um porta retrato quando trombei no lugar que eles ficavam. Vi ele quebrar no chão, e ficou com a imagem da minha família toda trincada. Peguei ele com a mão. Era uma foto minha, com Luan e Pedro no nosso casamento. Depositei ela virada novamente no local e fui pegar um copo d'água. Mas, quando toquei nele, ele caiu ao chão de tanto que eu tremia. Tratei de limpar a bagunça para Luan não desconfiar e sentei novamente chorando na sala. 
- Meu Deus, onde eu estava com a cabeça? - Passava a mão no rosto. - O Luan me mata se descobrir, ele me mata. 
Fiquei um bom tempo ali e depois tratei de voar pro banho. Estava me sentindo suja. Minha cabeça dava nós, eu não sabia o que fazer. Me sentei ao lado dele, e olhei Luan dormindo com um anjo. Eu não conseguiria dormir ao seu lado. Fui me levantar, mas quando pisei fora, pensei em que ele me diria se eu dormisse no quarto de hospedes. Me deitei ao seu lado e fiquei chorando baixinho, martelando minha culpa, até adormecer. 
Abri os olhos devagar, minha cabeça latejava. Eu não sabia se era pela bebida, ou por tanto chorar. Coloquei as mãos na cabeça. 
- Você ta bem? - Luan apareceu em cima de mim, entrando na minha visão. 
- Não. - Evitei olhar pra ele. 
- Bebeu demais ontem não foi? - Fechei os olhos me preparando pra bronca, mas ela não veio. - Fica tranquila, eu não vou falar nada. Só levanta e toma. - Ele botou um remédio do meu lado no criado mudo. 
Eu não conseguia olhar pra ele. Levantei devagar e tomei o remédio, mas depois fiquei parada olhando pra frente. Luan saiu do banheiro. 
- Ah, e você não vai amamentar o Pedro hoje. Se ele pedir, eu não quero que você dê pra ele. 
Pedro tinha saído do peito, mas eu ainda tinha leite e as vezes ele me pedia para dar de mamar pra ele. Luan saiu, me tratando com desprezo. Olhei o relógio, quase 12:00. Levantei da cama e desci pra fazer algo pra comer. Pedro estava sentado no sofá da sala assistindo desenho com Luan. Fui fazer almoço, mas Luan tirou a panela da minha mão. 
- Luan, eu vou... 
- Eu pedi comida, você não precisa se esforçar pra ser boa esposa. 
Fiquei olhando pra ele por um tempo e subi correndo pro quarto. Eu merecia aquilo, mas estava estranhando a frieza com que ele me tratava. Fiquei chorando lá e depois ele bateu na porta. 
- Vem comer Juliana. 
Levantei e desci, ele mesmo dava de comer pro Pedro, enquanto comia a comida dele. 
- Me dá aqui eu dou pra... 
- Pode deixar. 
Sentei e comia devagar, mais olhava o prato que comia. Estava esperando o interrogatório. Onde tinha ido na noite anterior, com quem, que horas cheguei... Mas ele não falou nada. Tomei iniciativa. 
- Luan, olha... 
- Não, eu não vou perguntar nada, questionar nada. Aonde você foi ontem, que horas chegou, o quanto bebeu, quem tem que me dizer é você. Vai da sua consciência Juliana. Eu esperava chegar aqui ontem e me acertar com você, mas me decepcionei. Então, pra mim, essa historia já deu. Eu fiz minha parte e estava aqui, cuidei de Pedro e tudo mais, agora não posso " estar aqui " por você. E não vem com justificativas baratas pra cima de mim, eu não quero e não vou ouvir. Você passou dos limites ontem. Eu não casei com você pra ser seu pai. 
Eu não disse nada, somente comi mais devagar ainda, em silencio. Eu não sabia o que faria agora, se contaria pra ele ou não. 

Amors, deem uma olhada nessa fanfic, sou ler também > fanficnossodestino.wordpress.com ! Se tiver 3 comentários, eu posto mais a noite... Gostaram? O que acharam dessa " mudança " de papel e da traição vir de Juliana e não de Luan? Luan tem ou não que descobrir? Opiniões... Vocês fazem essa historia. E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo...

terça-feira, 28 de maio de 2013

Capitulo 73

Narrado por Luan. 

Estava na sala quando Juliana saiu arrumada e bateu a porta. Suspirei fundo, não acredito que ela realmente tinha saído. E eu é que não ia ficar ali. Fui pro quarto, tomei banho e quando estava indo me arrumar, Pedro abriu a porta devagar chamando a mãe. 
- Oh filho! Mamãe saiu... Vem cá com o papai. - Peguei ele no colo. - Você quer sair com o papai? Papai vai te levar ta? 
Ele balançou a cabeça afirmando. - Vem, vou te dar um banho. Ajudei ele no banho e acabei tomando de novo. Foi só brincadeiras e risos. Troquei ele e botei ele na cama sentadinho enquanto me arrumava. Quando estava terminando, botei perfume e ele bateu na minha perna. 
- Papai, Pedro que isso. - Ele apontou o vidro. 
- Vem cá campeão. 
Passei nele e depois arrumei o cabelo dele num topete, igual usava quando era mais novinho. 
- Olha no espelho. 
Quando ele olhou, começou a rir. 
- Fico buito? 
- Ficou lindo cara, agora vamos passear com o papai. 
Peguei ele e botei na cadeirinha. Coloquei musicas e mexia a cabeça e ele me acompanhava. Rimos muito e quando cheguei na casa do Sorocaba, cumprimentei ele. Quando ele olhou Pedro em meu colo, começou a rir. 
- O que você fez com o menino Luan? 
- Ta massa cara. 
- Mini Luan Santana? 
Rimos. 
- Bate aqui Pedrão! - Ele deu a mão fechada e Pedro bateu. - Não deixa mais seu pai mexer no seu cabelo ta? Vem cá com o tio. - Ele pegou Pedro no colo. 
- Então cara, tive que trazer ele. Juliana deu ataque lá e... Bom, você sabe. - Ri. 
- A Ana ta ai. - Ana era a esposa dele. - E a Laurinha também, então vai ter com quem brincar né meninão. - Laura era a filha dele da mesma idade de Pedro. 
Ele foi subindo as escadas e eu fui atras. 
- Ana, Laurinha, olha quem ta aqui... 
Ele abriu a porta do quarto de Laura e elas estavam no chão brincando. Ana era um amor de pessoa, muito agradável. 
- Tio Luan! - Peguei Laurinha e dei um beijo, conversando com ela. Depois, Ana veio me cumprimentar.
- Cadê a Ju Luan? Não trouxe ela? 
- Não, ela ficou. - Ri sem graça. 
- Ah que pena, deixa pra próxima. 
Pedro quis ficar com elas brincando e eu desci com o Sorocaba, o resto ainda não tinha chegado. 
- Mas você e a Ju, ta tudo certo? 
- Mais ou menos. Ela tava irritadinha demais, falou merda pra mim. Implicou pra mim vir e tal... Acabamos brigando. 
- A Ju quando quer é difícil. 
- Difícil? Pior que criança cara. Mimada demais, faz birra. O pior que eu fico parecendo pai quando ela dá as crises dela né? Tem que ter um pouco de pulso firme, se não ela faz o que quer de mim. Mimada demais. 
- Mas ela é uma boa esposa. 
- Excelente. Mas eu tenho que brigar com ela as vezes, não gosto, mas tenho. Se não, ela escapa fácil de mim. 
- Mas a hora que vocês chegarem, se acertam. 
- Ah, claro. Tenho certeza. 
Ficamos conversando e depois chegou um pessoal. Me diverti muito e cheguei em casa tarde, já pensando em como ia me acertar com a Ju. Coloquei Pedro na cama e fui procurar ela, mas ela não tinha chegado. Acabei dormindo. 

Narrado por Juliana. 

Me arrumei e fiquei rodando a cidade. Passei por uma boate e resolvi entrar. Fiquei um tempo, andando, andando. Resolvi pegar algo pra beber, depois começou a tocar uma musica legal e eu fui dançar. Alguns homens me olhavam, mas nem dei atenção, até sentir uma mão no meu braço. Me virei pensando ser o Luan, mas era João. Ele começou a chegar perto e dançamos juntos. Quando as musicas ficaram mais chatas, saímos da pistas. 
- Não imaginei te encontrar aqui. 
- Pois é... - Olhei pra ele bebendo. 
- Cade seu marido? 
- Ele foi pra casa de um amigo, eu acho pelo menos. Eu e Luan brigamos, e eu não quis ficar em casa chorando. 
- Fez bem, você não merece princesa. 
- Pois é... 
Ele me puxou e voltamos a dançar. Ficamos assim a noite toda, e depois fui levar ele em casa. Ele estava com uns amigos, sem carro. 
- Entregue. - Liberei a porta. - Obrigado pela companhia João, me fez bem. 
- Posso dizer o mesmo. Mas entra, vem conhecer minha nova casa. 
Ele tinha se mudado naquela semana. Pensei um pouco e aceitei. Desci e entramos. Era muito moderna, realmente aquelas casas de solteiros. 
- Aconchegante, gostei. - Disse olhando tudo. 
- Seu elogio é muito bem vindo. - Ele riu e apareceu um um vinho. - Vamos de vinho agora? 
- Eu já bebi demais, e estou dirigindo. 
- Sua casa é aqui no condomínio. E você já veio dirigindo. Vamos vai. 
Acabamos sentando e conversando enquanto bebíamos, mas quando vimos, tinha acabado a garrafa. Eu já estava muito alegre quando as coisas saíram do controle. João se aproximou, me beijando. Eu não tinha mais controle da mente, sabia que estava errado, mas não quis parar. Ele me puxou pro quarto, e acabei me entregando. Em nenhum momento senti nada além de desejo. Era só aquilo, não tinha amor. Não era como com o Luan. Depois, olhei pro teto, arrependida. Comecei a chorar, levantei. 
- Juliana, calma... - Ele puxou minha mão.
- Me deixa João. 
Me vesti e fui correndo pra casa chorando.

Amooores, postando, desculpa a demora, eu tava na casa de uma amiga, e tal... Mas ta ai. Posto depois de 7 opiniões... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo...

Capitulo 72

Algo tinha mudado dentro de mim. Estava entediada. Nossa vida era tão perfeita que não tinha emoção. Luan era o marido ideal. Ele cuidava de mim como se eu fosse uma pedra preciosa. Diminuiu o ritmo de shows pra poder ficar mais perto de nós. Me ajudava em casa por que eu não queria colocar uma empregada ali. Era difícil achar alguém de confiança e eu não queria expor nossa vida pra outro alguém. Eu era bem mais tranquila com esse lado, mas eu sentia que outra pessoa dentro de casa tiraria a privacidade dele. Ele era acostumado a agir com menos naturalidade quando tinha alguém que ele não conhecia ali. Aos poucos aprendi a cuidar de uma criança e decidimos que Pedro não teria uma babá. Comecei a frequentar a academia do condomínio e a cuidar mais de mim. Quando Luan estava em casa, eu ia de manhã e deixava Pedro dormindo com ele, e quando ele não estava, deixava ele na casa da avó. E foi lá que a minha vida começou a mudar, por obra do destino. Fiz um colega lá, se chamava João. Eu e ele conversávamos sempre, mas nada demais. Ele me tratava bem, com respeito e educação. Me elogiava. Mas eu não percebi que ele tinha outras intenções. Acabei me aproximando aos poucos dele, e até ai, nada demais. Mas, Luan passou a ter muito ciúmes. Ele quando ficou sabendo que tinha um amigo novo, passou a desconfiar de tudo. Ele começou a me interrogar sempre. 
- Juliana, quem é esse cara? 
- Ele é meu amigo Luan, já te disse. 
Eu estava sentada no sofá comendo uma tortinha de morango. Ele sentou do meu lado, estava bravo. 
- Eu não sabia que você tinha um amigo novo. 
- Tudo bem, chama ele e a mulher dele pra virem jantar aqui. - Olhei pra Luan, ele estava desconfiado. 
- Ele é solteiro. Luan, para de desconfiar de mim. 
- Eu não tenho motivo? 
- Eu não posso ter amigos? 
- Tudo bem, é claro que pode. Mas... 
- Mas o que? Ele é meu amigo. 
- Beleza Juliana, beleza. 
Pedro chorou e eu levantei pra pega-lo. Ele estava brincando no quarto, eu apareci na porta.- O que foi filho? 
- Mamãe! - Ele correu pro meu colo. 
- Ta com sono né? Vem, vou te por pra dormir. 
Coloquei Pedro na cama e fiquei com ele, assim que ele dormiu eu desci Luan estava no telefone. 
- Fecho então cara. Eu to precisando mesmo. Até mais, abraço. 
Ele desligou e eu sentei ao seu lado. 
- Amor, era o Sorocaba. 
- Ah é? 
- Sim! Eu vou sair a noite ta? Eu vou num reuniãozinha lá na casa dele. 
- Reuniãozinha? 
- É, os parceiro só. 
- Ta, eu também vou sair. 
- E o Pedro? 
- Por que não fica com ele? - Virei pra ele irritada.
- Amor, eu vou lá na cas... 
- Eu sei, mas por que sou eu que não posso sair pra ficar com ele e não você? 
- Juliana, qual seu problema? Por que você está irritada? Você ta arranjando motivo pra mim não ir na casa do Sorocaba. 
- Você vive saindo com seu amigos e eu tenho que ficar com o Pedro. 
- Qual o problema? Para de arranjar confusão por coisa pequena. Você quer ir, é isso? Vamos, eu te levo de boa. 
- Você fala isso da boca pra fora. - Sai do sofá e ele levantou irritado. 
- Juliana, só vai ter homem lá. - Ele entrou na cozinha. 
- Quem te disse que eu quero ir? 
- Por que ta dando show? Nossa, faz tempo que você não essas crises suas de menina mimada! 
- Por que se casou comigo se me acha mimada então? VAMOS, DIGA! - Comecei a gritar olhando pra ele enquanto ele me observava quieto. 
- Juliana, já chega. Se você está insatisfeita, já te disse isso milhões de vezes, senta e conversa. Não fica dando show por que eu não vou apoiar essas birras mimadas suas, eu já te disse isso uma vez. 
- Ta bem Luan, ta bem. Mas hoje o dia de ficar com o Pedro é seu.
- Onde você vai? 
- Sair com minhas amigas. 
- Você não tem amigas aqui. 
- Para você ver, não tenho amigas aqui por que sempre fico aqui dentro de casa te esperando. 
- Eu nunca te impedi de sair Juliana. 
- Mas eu tento ser boa esposa pra você. 
- Quer saber de uma coisa? VAI PRA ONDE VOCÊ QUISER, eu não quero que você fique aqui hoje. NÃO PRECISA SER BOA ESPOSA OU O QUE FOR, VAI SAIR FAZER O QUE VOCÊ QUISER... - Ele gritava nervoso e apontava pra mim. - É MELHOR VOCÊ SUMI DAQUI HOJE DO QUE TER QUE SUPORTAR SEUS MIMOS AQUI HOJE, VOCÊ NÃO VAI ME FAZER PERDER A PACIÊNCIA HOJE, ENTENDEU? HOJE NÃO JULIANA! 
Passei correndo pela porta, e empurrei ele da passagem. Subi as escadas correndo e entrei no nosso banheiro chorando e lavei o rosto. Eu estava com raiva dele falar daquele jeito comigo, mas eu não sabia o que tinha me dado para ser tão grossa com ele. Olhei no espelho, lavei meu rosto. Achei que fosse me fazer bem sair, só pra se afastar dali um pouco. Esfriar a cabeça. 
- Quer saber? Não vou ficar aqui chorando pelo Luan, não mesmo. 

Postando outro...

sábado, 25 de maio de 2013

Capitulo 71

Fiquei parada olhando pra ele alguns segundos e depois corri pra um abraço. Logo voltamos pra superfície e quando arranquei um negocio que tinha no meu rosto, beijei ele. Eu não precisava falar, tudo já tinha sido falado com gestos e sorrisos. 
- Eu te amo. - Eu disse. 
- Eu te amo muito. - Ele respondeu. - Minha noiva. - Ele jogou a cabeça pra trás rindo. 
- Você é louco meu amor! - Ri com ele. 
- Sou louco por você! - Ele me puxou e pegou minha mão. - Deixa eu colocar a aliança em seu dedo né? 
- Oh meu Deus. - Comecei a chorar. 
Luan pegou devagar a aliança na caixinha e levou até meu dedo anelar direito. Eu e Luan não tínhamos aliança de compromisso, combinamos isso e assim foi. Ele sorriu pra mim, em seguida beijou o anel que ele tinha me dado. 
- Vem, vamos voltar... 
Subi pro barco com ele e recebemos o parabéns de toda a equipe de mergulho. No caminho de volta, eu observava meu anel. Ele era lindo, provavelmente de ouro branco. Eu sempre tive jóias, meus pais me davam, então eu sabia muito sobre elas. Era um típico anel de noivado, um solitário, com duas fileiras de pedras pequenas na parte de cima com uma pedra maior e muito bonita no centro, entre as fileiras. Ele era lindo. Luan parou ao meu lado devagar, estava na cabine com o piloto. 
- Você gostou? 
- Do anel? É lindo Luan, obrigado. - Acariciei seu rosto.
- Eu quem escolhi. Bom, dizem que o noivo deve saber o gosto da noiva. - Ele disse orgulhoso.
- Então você faz jus ao dito popular. Acertou. - Sorri. - Obrigado, mas deve ter pagado caro nele. 
- Bobagem. É meu presente de noivado pra você. - Ele me beijou com carinho. 
- Oh meu Deus, noivos! - Ri abraçando ele. 
- Estamos atrasados já amor. - Ele gargalhou daquela forma que só ele sabia. - Já temos até o Pedro. 
- Você tem razão. Mas é importante que isso seja feito quando estivéssemos seguros disso. Seguros pra casar. Não sei se você me entende. 
- Eu entendi o que quis dizer. Eu também acho. Casamento tem que ser no nossa tempo. 
- Isso. 
- Você está feliz? 
- Ainda pergunta? Demais. 
Passamos o resto da tarde passeando, e tomando banho de mar. Aquilo era o paraíso pra mim. Quando fui amamentar Pedro, trouxe ele com a gente, ele ainda era novinho pra entrar no mar, mas podia ficar ali numa sombra comigo. O fim de semana passou voando e quando vimos estávamos se despedindo de Bruna. E então, tudo passou rápido demais... 

Um tempo depois... 

Um ano depois nos casamos. Foi um cerimonia tradicional, muito bonita, mas a nossa cara. Pedro estava grande, bonito. Já tinha quase um ano e meio. Soltava algumas palavrinhas, como mamãe e papai. Vivemos muito feliz por um tempo. Eu e Luan éramos um casal animado, companheiro e amigo. Tínhamos nosso cantinho, uma casa grande e aconchegante, eu era feliz, e podia jurar que Luan também. E justamente por isso, não conseguia ver onde tudo se perder. Mas se perdeu de repente e da pior forma possível.

Amoooors, to de volta com tudo, agora entro no meu canto, draaaaama e com tudo, beleza? Nessa nova fase, vou explorar muito a questão masculina do Luan, mais puxado por ego dele, essas coisas... Vocês vão entender melhor... Tem coisas que se vem de onde menos espera... Posto outro a noite, mas quero opiniões... Posto depois de 7 comentários... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Um beijo, espero que gostem, eu volto logo...