segunda-feira, 22 de julho de 2013

Capitulo 112

Depois do meu problema com o medico, não foi possível ver o sexo. Saímos rápido da consulta, e estava bravo e irritado, mas Juliana estava mais ainda. Fomos discutindo. 
- Ridículo seu papel Luan! Como vou olhar pra ele agora? 
- Você não vai olhar, vai mudar de medico. 
- Quem te disse? 
- Eu to dizendo. O cara tava te assediando! 
- Você ta ficando louco! 
- Ele é o medico da sua filha, da sua gravidez, Juliana. E fica dando em cima de você? Que ética ele tem? Mas deixa, eu vou procurar seu medico novo. 
- Quem te disse isso? 
- Eu vou! 
- Não mesmo! 
Até ela encontrar um novo medico foi assim. Eu estava fazendo muitos shows por causa do DVD novo, e então mal via eles. Acabei convencendo ela, e uma nova consulta foi marcada. Eu me programei, e fui com ela. Juliana amou o medico, e enfim descobrimos. Seria pai de uma menina. Ficamos felizes demais e baixamos a guarda um pouco. Levamos Pedro pra passear aquela noite e depois ele dormiu comigo. Eu estava durante as viagens uma maneira de acabar com as brigas e enfim estabelecer uma boa relação com ela. Mas eu amava Juliana, e me acostumar com a ideia de que ela não estava mais ao meu lado era algo extremamente, mais difícil do que eu pensava. Tirei uma folga longa e decidi voltar pra casa e ficar com Pedro. Peguei ele com Ju e fui pra casa. Jogamos bola e levei ele comigo na casa de um amigo, depois jantamos fora. Eu amava Pedro de um forma que nada no mundo preencheria igual. Era incrível. Me sentia tão bem ao lado dele, que me esquecia da falta que Ju me fazia. Já tira colocado ele na cama e estava assistindo TV quando meu celular tocou. Era quase 01:00, da manhã. 
- Alô? 
- Luan... - Juliana chorava. 
- Ju? O que foi? Onde você esta? - Me levantei assustado, o telefone não era dela. 
- Luan, eu estou numa delegacia.
- Delegacia? O que aconteceu? - Subi as escadas correndo, e fui abrindo meu armário pra me trocar.
- Eu fui assaltada Luan. Por favor, vem aqui. 
- Você ta bem? - Perguntei assustado. - Calma, eu vou, eu to indo. Em qual delegacia você está? 
Ela me passou o endereço e eu desliguei, mas trombei com meu pai saindo do quarto.
- O que foi?
- A Ju foi assaltada pai, eu vou lá na delegacia. 
- Como assim assaltada? 
- Eu não sei, ela não explicou, estava chorando. 
- Perai que vou com você. 
Ele saiu correndo e desceu já trocado, e e então fomos pra delegacia. Eu me desesperei o caminho todo, comecei a chorar. A mulher da minha vida em perigo e minha filha, eu não podia imaginar e tive muito medo de perder elas. Ao chegar lá pedi informações e ninguém soube me dar, me pediram pra esperar. Enfim, um policial chegou e pediu pra acompanharmos ele. Ele nos levou até um sala, onde o delegado conversa com Juliana. Me senti aliviado ao vê-lá, e ela se levantou correndo e me abraçou, chorando. 
- Calma, passou. - Apertava ela em meus braços. Cumprimentamos o delegado e sentamos. Eu continuei abraçado com ela.
- Bom, prendemos a quadrilha. - O delegado disse. 
- Mas como aconteceu? 
- Eles me pararam no transito, eu parei no sinal e apareceram com uma arma. Eles pediram minha bolsa e pra descer do carro, mas... - Ela contava chorando. - Mas um deles me reconheceu. Falou pro outro que eu era sua mulher, viram que eu estava gravida. Me pegaram pra manter de refém, mas quando estava entrando no carro de novo, passou uma policia e acabou tudo bem graças a Deus.
Depois do susto, Juliana foi examinada e estava tudo bem. Briguei com ela por sair sozinha naquela hora da noite, mas ela justificou, diz do estar com dor e saiu pra comprar remédio. Quando voltamos pra casa, levei ela pra minha. Não sabia o que pensar. Ela estava assustada e eu ainda não tinha me recuperado do medo. Percebi então, que não podia viver sem ela.

Amores,vou pedir uma coisa. Tenho percebido que tem gente comentando varias vezes. São muitos comentários em seguida. Não precisa disso amores. Sempre que eu sumir, eu não posto por que não deu,não vai ser muitos comentários que vai fazer dar sabe? Prefiro um comentário com muito amor que um monte ta? Eu leio cada coisa que vocês escrevem, e amo saber o que pensam e tal ou só que leem, mas não precisa disso. Eu não ligo pra quantidade, só posto um numero pra ter um tanto bom de opiniões. Espero que entendam. Se tiver 8 opiniões eu posto amores... Gostaram? Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Identifiquem-se. Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... Grupo do face pra notificações: aqui! Nova fanfic: aqui!

domingo, 21 de julho de 2013

Capitulo 111

Capitulo dedicado a Julia do @forever_lrds!

Foi uma festa só. Recebemos abraços, cumprimentos e tudo mais. A família dele era bem festeira. Mas eu logo me afastei deles. Não me sentia bem. Mas não era físico, era mentalmente. Eu estava feliz demais com nosso filho, mas foi um choque pra mim e eu percebi que Luan não estaria comigo. Sai do salão e me sentei num banco, olhando as estrelas. A ali me permiti chorar. 

Narrado por Luan. 

Estava muito feliz. O DVD foi um sucesso, e tinha a gravidez de Juliana. Mas eu percebia que ela não estava bem, estava incomodada. Vi ela sair de mansinho e se afastar. Pensei em dar um tempo pra ela, depois ir lá. Fiquei numa roda tocando umas modas e depois levantei, pedindo licença e caminhei até ela. 
- A noite está linda. - Ela chorava e vi que enxugou as lágrimas. 
- Você teve sorte nisso. Luan, tem como eu pegar um táxi aqui? 
- Táxi? Mas pra que? 
- Eu to cansada, vou por hotel com o Pedro, arruma um táxi pra mim. 
- Não tem táxi aqui Ju. Mas não é pra ir embora. 
- Eu não estou me sentindo bem. 
- O que foi? Alguém te falou alguma coisa? Fala, prefiro descobrir da sua boca! 
- Não, ninguém me disse nada. Mas não precisa dizer. Não estou me sentido bem aqui. 
- Mas por que? Vai mudar tudo? Eu pensei que a separação era justamente pra não mudar tudo. É importante vocês aqui pra mim.
- Luan, por favor... 
- Faz o que você quiser Juliana.
Sai de lá bufando. A gente termina pra não acabar brigados e ela decide que não se sente bem numa festa minha? Me dirigi ao meu pai. 
- Pai, leva a Juliana pro hotel pra mim? 
- Mas por que? Ela ta bem? - Ele se levantou e nos afastamos conversando.
- Ela ta com graça, disse que não está se sentindo bem! Que vá embora, não se importa comigo, nunca se importou. 
- Vão brigar já? Luan, para, ela ta grávida. 
- Manda ela parar. 
- E o Pedro? 
- O Pedro fica.
Meu pai saiu pra fora e eu fui até Bruna e peguei o Pedro, depois sentei com ele e uns amigos. Mas logo meu pai apareceu pedindo pra falar comigo. 
- Ela quer o Pedro. 
- Mas ela não vai levar ele. 
- Luan, não causa confusão. 
- Perai pai. - Deixei Pedro com ele. Fui até ela. 
- O Pedro vai ficar. 
- Luan, eu vou pra casa, deixa eu levar ele. 
- Não Juliana, o Pedro não vai. Você quer ir não quer? Meu pai vai te levar, mas o Pedro fica. 
- Luan, não complica. 
- Não estou complicando. Vim aqui te ajudar, conversar com você e você me diz que vai embora? Eu gravei um DVD hoje, fiquei sabendo que você ta esperando uma criança, eu quero comemorar! É importante! Mas você não se importa, não te quero mais aqui. Mas o meu filho fica. - Já estava nervoso. - E deixa eu te avisar uma coisa. Eu não quero homem nenhum relando a mão em um dos meu filhos, ta entendido? É bom deixar seus caras, bem longe deles! 
Não esperei ela responder ou ter uma reação. Me olhava assustada. Virei as costas pra ela e quando voltei a roda, meu pai perguntou se tinha resolvido. 
- Resolvi pai. O Pedro fica, ela ta esperando lá fora.
Ele foi leva-la e eu fiquei lá. Aproveitei a noite com meus amigos. Pedro não desgrudou de mim um minuto e dormiu nos meus braços. Fui embora com minha família no começo da madrugada. Arrumei o Pedro, deixando ele de cuequinha e deixei ele dormindo. Dormi também.

Assim se passou uns dias. A ultra-som para saber o sexo da criança estava marcada para hoje e eu mal tinha falado com Ju depois do que aconteceu no DVD. Levantei cedo pra ir, estava marcada pras 09:00. Dirigi até a nossa antiga casa. Juliana logo apareceu  sorridente. Mas depois de poucas palavras comigo, seu humor mudou de modo estranho. Ela ficou chata e irritada antes mesmo de sairmos do condomínio. Eu não quis discutir, aquilo era coisa de gravida. No consultório não demorou pra sermos atendidas, mas eu logo de cara não gostei do novo medico. Ele era mais novo, tinha se formado a pouco tempo. Era simpático, mas percebi que ele tratava Juliana "muito bem". Relava de modo desnecessário nela e na hora de cumprimentar, também achei desnecessário sua simpatia. Juliana voltou a sorrir muito rápido e eu quase me virei e fui embora. Fiquei de cara fechada enquanto ela conversava com ele, antes da consulta. Ele conversava como se fossem amigos, era atiradinho demais. Em algum momento Juliana soltou algum comentário sobre estar gorda, feia, sei lá, e ele me veio com uma historia de que ela era "a mamãe mais bonita do consultório". Aquilo foi a gota, se ela continuasse com aquele medico eu não ia mais com ela nas consultas. 
- Ah, vamos parar por favor? Que historinha hein? - Me levantei segurando na cintura dela de pé. 
- Luan, que grosseria! - Juliana me olhou feio.
- Se for pra ficar de papinho, avisasse, eu nem viria. Marquem um encontro caramba, to aqui pra saber do meu filho.
Eu estava nervoso e com ciúmes, era verdade.

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Capitulo 110

Capitulo dedicado a Michelle do @FC_Guruzinhols!

- Você... Meu Deus, é serio isso?
- É sim. 
Ele me puxou, abraçando forte. Era o melhor que existia. Se afastou e limpou as lagrimas. Eu já chorava também.
- Hoje que eu não aguento, meu Deus! 
Ele colocou de novo mão na minha barriga e depois me olhou.
- Ta grandinha já... Quanto tempo?
- 15 semanas... 
- Logo dá pra saber o sexo já. - Ele sorriu.
- Eu to tão feliz!
- E eu? Cara, to demais. - Ele me abraçou de novo. - Mas ta tudo certinho? Não tem nenhum problema, você foi no medico?
- Tive que trocar de medico, mas fui e expliquei pra ele dos antigos problemas, e está tudo bem.
Ele ficou acariciando minha barriga, depois entrou a produtora e pediu desculpas. 
- Que isso, foi nada. - Luan limpou as lagrimas. 
- A gente vai começar em 10 minutos. 
- Chama o pessoal pra gente rezar? 
Todos foram chamados, e aos pouco entraram. Bruna sorriu e piscou pro Luan, ele entendeu. Na hora de dar as mãos, ele me puxou e me colocou ao seu lado, e assim fez com Pedro, lhe dando um beijo. Rezamos forte, depois todos foram tomando seus lugares. Todos desejavam sorte pra ele e pra equipe toda. Peguei Pedro no colo e fui saindo, tinha bastante gente. Senti alguém puxar meu braço, me virei e ele me pediu pra esperar, pra levar ele até o palco. Logo foi esvaziando e se organizaram pra acompanhar ele. Fomos andando, ele me olhava sorrindo. Quando não pude mas seguir com ele, ele parou a ajoelhou, falou com Pedro, abraçou ele. Depois se levantou e me deu um abraço. Senti que ele estava emocionado. 
- Vai ser incrível, eu tenho certeza. boa sorte Lu, você merece.
- Ju, eu vou chorar, eu não vou aguentar.
- Vai sim, vai sim! 
- Torce por mim, reza por mim. 
- Vou estar fazendo isso aqui. Deus ta contigo Lu. 
Ele se afastou e me olhou com um sorriso.
- Obrigado por estar sempre comigo. Obrigado por ter vindo. E pela noticia. - Ele levou a minha mão até os lábios e beijou. 
Chamaram ele e então ele agachou e beijou minha barriga, deu um beijo em Pedro, um no meu rosto e saiu correndo. Segui rápido pro camarote com o Pedro e fiquei vendo mais uma realização de sonho. O show foi um sucesso, cada detalhe me emocionou muito. Chorei em muitos momentos. Luan nunca sairia do meu coração e eu teria que lutar muito pra esquecer ele. Muitos convidados dele me olhava, inclusive a família, eu não era muito querida por todos, e acho que quando ele se separou de mim, eles ficaram felizes de se verem livres. Aquilo me incomodou demais. Depois do show, foi pra uma comemoração com os pais de Luan e Bruna. Luan demorou um pouco a chegar, e depois foi abraçado por todos. Fiquei olhando sorrindo ele pegar Pedro no colo. Me olhou e sorriu. Caminhou até meu lugar e me abraçou. Depois me puxou pro lado, pedindo pra deixar ele contar pra família. Eu sorri e ele abriu um sorriso cinco vezes maior. Ele me puxou pela mão e foi seguindo de volta ao pessoal, mas eu soltei, ele me ergueu a sobrancelha.
- Que foi?
- Você vai contar, vou pro meu lugar.
- Fica aqui comigo.
- Não, eu... Tenho vergonha. Além do mais... Não estamos mais juntos.
- Não tem nada haver Ju. - Ele pegou na minha mão e beijou.
- Por favor, eu já to aqui e não estou me sentindo bem com tantos olhares.
- Alguém ofendeu você?
- Não Lu, de forma alguma. Mas eu não vou me sentir bem.
- Tudo bem. 
Eu fui pro lado da Bruna e todo se viraram pro Luan, mandando ele fazer "discurso". Só tinha amigos e família. Ele riu, mandando todo mundo cala a boca que ele tinha uma coisa importante pra dizer. Minha mão soava frio. 
- Fala logo cara, fica enrolando ai. - Sorocaba gritou rindo.
Todos riram.
- Então cara... Eu to muito feliz...
Todo mundo começou a zoar ele, dizendo que já sabiam.
- Mas não é só por isso, ta? - Ele deu uma risada gostosa. - Gente, serio, deixa eu fala agora. Bom, hoje eu recebi uma noticia muito incrível, e queria compartilhar com vocês... Tornar esse dia mais especial. Ninguém sabe ainda. - Ele riu. - Mas eu vou ser pai novamente! A Ju descobriu que está gravida, de 15 semanas. 

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Capitulo 109

Marquei cedo e fiz o exame, paguei mais pra receber logo a resposta. E quando enfim peguei, veio a confirmação. Eu estava gravida. Fui pra casa com o pensamento a mil, pensando em como contar pro Luan. Ele ia levar Pedro em casa e eu não sabia se falava. Decidi que iria contar quando fosse até São Paulo para o DVD dele. Ia ser um dia especial, e talvez eu ajudasse nisso. Ainda tinha tempo pra me preparar. Luan levou Pedro mais teve que ir logo, estava atrasado. E não apareceu pelo mês todo, estava muito ocupado. E no dia do DVD, peguei um avião e fui pra Itu. Me hospedei num hotel e dormimos um pouco. Era de tarde, acordei e arrumei Pedro, e me arrumei. Me olhei no espelho, minha barriga já apontava. Esta pequenina, mas redondinha e dava pra perceber. Me vesti com um vestido justo no busto e bem solto pra baixo, pra ninguém perceber. Coloquei um salto e fomos. Encontrei Bruna logo que entrei. 
- Ju, tudo bem? - Ela me abraçou. 
- Tudo. E você? 
- Tudo bem. 
Ela falou com Pedro e depois olhei pra ela. 
- Bruna, eu preciso falar com seu irmão a sós antes do DVD. 
- Mas tem tanta gente aqui. 
- Dá um jeito pra mim? Por favor? 
- O que foi? - Ela sorriu.
- Bru... - Peguei em sua mão. - Olha, preciso contar uma coisa pra ele. 
- O que? 
Sorri e coloquei sua mão sobre a minha barriga. Ela sorriu acariciando e depois levou a mão na boca. 
- Oh meu Deus Ju! 
- Estou de três meses Bru, dá até pra perceber. 
- Por isso que você sumiu de casa. 
- Foi. 
- Estou feliz demais por vocês. - Ela me abraçou. - Ele vai amar, Luan vai ficar louco. Eu vou te ajudar. 
Ele saiu e conversou com Rober, ele piscou pra mim e eu dei tchauzinho. Os pais do Luan vieram até a gente e fui com eles pro camarote. Pedro já estava no colo do avô. Fiquei conversando com Dona Marizete quando Bruna veio me puxar. O show estava começar. 
- Vai lá, ele ta sozinho. 
- Obrigado. - Beijei seu rosto. 
Fui andando devagar e respirando fundo pra me acalmar. Eu não tinha esperança de voltar com ele, só queria que ele recebesse bem a noticia. Parei na porta olhando ele de costas, quando ele se virou. Luan estava extremamente lindo. Ele abriu um sorriso e me aproximei. 
- Achei que não fosse vir me ver. - Ele me abraçou forte. - Eu to tão nervoso. 
- Vai dar tudo certo. 
- Deus te ouça.
- Ele está sempre com você. - Peguei em sua mão. - Nós três estaremos aqui rezando por você. 
Ele ergueu a sobrancelha. Abriu um sorriso.
- Pera...
- Eu to gravida Luan. 
Ele sorriu e levou as mãos até minha barriga, acariciando. Ele ergueu a cabeça e seus olhos enxerem de lagrimas olhando nos meus.

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terça-feira, 16 de julho de 2013

Capitulo 108

Narrado por Juliana. 

Decidir abrir mão do Luan foi terrível pra mim, mas resolvi que era melhor do que acabarmos brigados. Eu e ele pelo menos ainda éramos amigos. E foi assim por um mês. Ele estava ocupado demais com um novo projeto, aparecia toda segunda lá em casa pra ver Pedro, mas nem conversamos direito por que ele chegava na hora de levar pra escola, e acaba fazendo isso pra mim. Pedro crescia, agora com quase 5 anos, bem e feliz. Era meu anjo. Cada dia, eu sentia falta do Luan. Era uma falta profunda, torturava, mas eu seguia em frente. E então ele anunciou nosso divorcio, e realmente pediu. Estava disposto a mudar nossa vida, seguir sem minha presença. Apareceram fotos dele em Londrina com a moça, Flavia, mas nada deixava claro que eles estavam juntos. Mas eu desconfiava, afinal, ele gostava muito dela, talvez tivesse aceitado tão fácil por que já tinha percebido que estava apaixonado. Mas ele negou o namoro, disse que eram amigos e só. E então começou seu período de festas, baladas, diversão e mulheres. E eu não me sentia nada bem com aquilo. Não me sentia bem em seguir em frente e nem ficar no meu lugar. Mas me contentava com Luan perto por causa de Pedro. Ele tinha uma apresentação, avisei o Luan e então iríamos juntos. Ele passou pra nos pegar com um sorrisão. Abraçava Pedro, beijava, dizia que tinha saudades. Me cumprimentou com um abraço e um beijo. Parecíamos novamente uma família quando estávamos juntos. Pedro sentia falta dele, e eu também. 
- Como está as coisas com o campeão? - Ele perguntava enquanto dirigia.
- Tudo certinho né Pedro?
- Tudo certo! - Ele riu e mostrou a língua.
- Olha lá a lingua do rapaz! - Luan brincou. - E você? Ta tudo certo? 
- Sim. 
- Tem feito os exames de prevenção? 
- Tenho, mas estou bem, sem nenhum sinal ruim. 
- Ai que bom Ju. 
- E você, como está? 
- Eu to bem, um pouco corrido mas faz parte, o DVD ta ficando top! Não vejo a hora. 
- Quando vai ser? 
- Daqui um mês. Você vai não é? 
- Claro, vou sim. Se sua namorada não se importar. - Sorri. 
Ele olhou pra mim erguendo as sobrancelhas e depois começou a gargalhar.
- Eu não to namorando Ju.
- Não? - Fiquei sem graça. 
- Não. 
- É que sairam fotos de você e da Flavia e como vocês... 
- Ju, eu te disse que ia acabar tudo que eu tinha com a Flavia quando decidimos voltar aquela vez. Eu segui minha vida e ela a dela, nunca mais tivemos nada. Mas somos amigos. 
- Eu sei, eu sou boba, você sabe. 
- Sei. - Ele riu. - Quando eu namorar, eu mesmo vou contar. 
Não conversamos mais no carro, e quando chegamos na escola, passamos um dia legal e bom. Rimos, conversamos, e assistimos a apresentação do Pedro. Depois Luan me deixou em casa, mas levou Pedro pra dormir com ele. No dia seguinte, não acordei bem, meu estomago estava ruim e joguei tudo que comi pra fora, mas logo me recuperei e Luan ligou me chamando pra almoçar com ele, Pedro e seus pais, era feriado. Bruna não estaria em casa. Dona Marizete me recebeu com carinho, me abraçou e me mandou subir pra chamar Luan e Pedro. Seu Amarildo estava lá fora. Fui até ele, que estava na churrasqueira. Cumprimentei e depois subi pra chamar os dois. Na escada, me deu uma tontura enorme e me apoiei no corrimão, abaixando a cabeça e rezando pra minha visão voltar. Escutei Luan gritando meu nome, e depois as mãos dele na minha cintura, me puxando.
- Juliana, o que foi? 
- Luan, eu to tonta. - Me virei pra ele, ainda sem enxergar nada, e tatiei até encontrar seu pescoço, me pendurei nele. - Minha visão sumiu.
- Calma. 
Ele me pegou no colo e sentia ele subindo as escadas comigo. Depois, ele me colocou numa cama. Agora, minha visão voltava e percebi que estava em seu quarto, com um Luan preocupado me olhando. Escutei Pedro descer correndo chamando a avó.
- Você ta melhor? - Ele pegou na minha mão e depois colocou a mão em mim. - Não ta gelada, o que foi que aconteceu?
- Eu to bem.
- Quase caiu da escada Juliana, olha que perigo! 
- Eu não sei o que é isso. 
- Você ta fazendo os exames mesmo Juliana? 
- Estou. Ta tudo certo com meu sangue. 
- Não parece. 
- Não sei o que foi. 
Dona Marizete entrou no quarto preocupada. 
- Ju, tem que fazer os exames da Anemia Aplastia certinho. 
- Eu estou fazendo. 
- Luan, olha isso direito hein? 
- Eu vou olhar, mais tarde te levo pra casa e quero ver esses exames. 
Resolvi não agitar. Ele me levou pra casa e olhou os exames. O medico tinha ensinado ele a ver quando tinha algum problema, e ele não achou. Então ele foi embora, me pedindo pra tomar cuidado e me dando um beijo na testa. Ia embora pela tarde no outro dia, então pediu pra dormir com Pedro novamente. Na verdade, eu sabia o que era. No fundo eu sabia. Corri até meus exames e vi que meu ultimo exame de sangue foi a dois meses. De lá pra cá tinha feito exames específicos da Anemia. Resolvi fazer um no dia seguinte pra confirmar minhas suspeitas, e fui dormir logo. 

Tem fanfic nova, to acabando essa e começo a outra quando acabar aqui ta? Comentem lá? Quero saber o que acharam... kkkk Link aqui! Se tiver 8 opiniões eu posto amores... Gostaram? Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Identifiquem-se. Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... Grupo do face pra notificações: aqui

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Capitulo 107

Eu pouco tempo, todos os mais próximos já sabiam da nossa reconciliação. Voltamos pra nossa casa, e sempre que ia viajar, Juliana me recebia com um sorriso no rosto e um abraço apertado, como antes. Eu estava feliz, nós estávamos. Ela fazia exames a cada quinze dias, sua saúde estava em ordem. Pedro ia bem na escola e minha carreira estava perfeita. Porém, eu comecei a sentir uma coisa estranha. A cada vez que a deixava, meu coração se dilacerava. Eu vivia com o pensamento em casa, ligava direto. Eu percebia que a estava sufocando, estava me sufocando, mas não conseguia parar. Eu nem mesmo sabia o motivo.
- A Juliana não me atende. - Reclamava pra Rober.
- Você ligou faz uma hora.
- Mas eu quero saber onde ela está!
- Calma, as vezes ela deve estar no banho.
Respirei fundo, estava quase jogando o celular no vidro da van.
- Luan, você está exagerando.
- Querer falar com a minha mulher é exagerar Roberval? Não é.
- Desse jeito ai é. Deixa ela respirar.
- Da próxima trago ela comigo.
- Luan... - Well me olhou.
- Custava ela atender?
Ele não falaram nada e me deixaram reclamando sozinho. Me hospedei no hotel e quando já estava no quarto, o telefone tocou. Era Juliana.
- Oi amor, eu tava tomando banho e depois fui dar no Pedro. Ta tudo bem? Por que ligou tanto?
- Eu só queria saber onde você tava. Ta tudo certo.
- Tudo bem meu amor, quando volta?
- Amanhã!
- To com saudade.
- Eu também.
Logo desligamos e eu fui tomar banho. Não me sentia bem, fazia 2 meses que tínhamos voltado pra valer e eu desconfiava dela o tempo todo. Queria Juliana todo tempo embaixo dos meus olhos, mas isso não era possível e eu ficava me martirizando por isso. Quando estou com ela, é tudo bem, mas quando não estou minha vida se torna uma tragédia. Fico imaginando que desculpa ela me dará, que mentira vai contar. Quando voltei pra casa no dia seguinte, Juliana tinha saído, não encontrei ninguém. Quase enlouqueci e me segurei pra não ficar ligando pra ela a cada segundo. Ela apareceu uma hora depois com umas sacolas. Estava bonita, bem arrumada. Chegou feliz, vindo em minha direção. Ela me abraçou, mas não retribui.
- Onde você estava?
- No shopping.
- Com quem?
- Com a Bruna.
- Foi fazer o que?
- Fui comprar umas coisas pra mim, comprei pro Pedro e pra você também.  Você poderia ser um pouco mais agradável.
- Não estou a fim de ser agradável! Você devia ter me avisado.
- Que ia sair com sua irmã? - Ela foi irônica, já brava.
- Eu te liguei, estava desligado.
- Acabou minha bateria Luan.
- Pegasse o celular da Bruna,já que estava com ela.
- Está duvidando que estava com ela?
- Não é isso.
- É sim...
- Pra você não avisar...
- Eu não achei que tinha necessidade. Luan, eu nunca falo nada por que sei por que você sempre duvida de mim. - Ela começou a chorar. - Mas você ta me sufocando. Eu faço de tudo pra ficar tudo bem entre a gente, sempre ligo, aviso, eu não te dou motivos pra desconfiar. Se for pra ser assim, eu não sei se posso continuar. - Ela tremia.
- Não é isso que eu estou falando Juliana, eu não quero acabar.
- Eu também não, mas eu não posso mais viver com uma pessoa que não consegue me perdoar.
- Eu te perdoei, a culpa é minha?
Sentei num sofá e ela em outro.
- Não, mas eu não posso viver minha vida toda com sua desconfiança, poderia viver com sua raiva, desprezo, mas desconfiança eu não consigo mais.
- Juliana, eu faço isso por que te amo. - Comecei a chorar também.
- Eu sei que você me ama. Mas você não confia mais em mim, e eu não posso fazer nada por isso. Confiança uma vez quebrada, não volta, e agora eu ainda pago pelo que aconteceu. Talvez... - Ela chorava. E eu também, nervoso. - Esse seja meu preço. Tentamos, mas acho que não é pra ser. Eu não quero que você viva com alguém que não se sente bem, não temos mais uma relação saudável Luan.
- Você quer divorcio, é isso? É mais fácil falar Juliana.
- Eu não sei Luan.
Olhei pra ela chorando a minha frente.
- É, talvez você tenha razão.
- É isso então?
- É o que você quer não é? Não dá mais pra nós não é? Eu tentei Juliana, mas não posso mais fazer nada pela gente. Realmente, eu não confio mais em voce. É melhor terminar agora que só piorar e acabarmos magoados.
- Eu não queria assim.
- Eu também não, acredite. - Me aproximei dela e peguei em seu rosto.
Encostei nosso lábios num beijo calmo e apaixonado, o ultimo. Limpei suas lagrimas.
- Não chora.
- Eu te amo.
- Eu sei que ama, eu também te amo. Mas...
- Mas não dá mais.
- Isso. Nós dois merecemos ser felizes Ju. Talvez não era pra ser.
- Se cuida. - Ela me deu um selinho.
- Se cuida também. Eu vou pra casa da minha mãe, fica aqui, com o Pedro.
E assim, peguei minhas coisas e tentei sair da vida dela, e tocar a minha.

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domingo, 14 de julho de 2013

Capitulo 106

- Luan, o que estamos fazendo aqui? - Ela questionou quando parei em frente a nossa casa. 
- Eu nunca mais vim aqui, e você?
- Também não. 
- Então vem. - Abri a porta e saímos. 
Ela saiu e eu me dirigi até a porta, mas Juliana parou. 
- Eu não quero entrar ai.
- Confia em mim, vem... - Dei a mão e ela veio atras de mim. 
Abrimos a porta e ele entrou atras. Estava tudo limpo, arrumadinho. 
- A empregada vem aqui ainda? 
- Não. - Fechei a porta. - Na verdade eu vim aqui hoje. Vem aqui.
Peguei em sua mão e puxei pra sala. Ela se sentou na ponta de um sofá e eu fiz o mesmo, do outro, pra poder olhar pra ela. Estávamos bem perto. 
- Eu só queria uma noite nossa hoje. - Levantei e peguei meu violão que tinha deixado ali mesmo na sala. - Como antigamente, lembra? Eu, você e a musica. 
- É claro que me lembro.
- Então, vou pegar um vinho pra gente beber. 
Fui até a cozinha e trouxe vinho, com duas taças. Coloquei pra gente, e ela começou a se soltar mais. 
- Que musica você vai tocar? 
- A noite é sua, você que escolhe. - Sorri. 
- Canta Promete? 
- Promete? 
- Isso. 
Ela pedia e eu cantava. Assim se foi meu repertorio quase todo e algumas de outros artistas que gostávamos. Até modão ela pediu, mas não me causou surpresa. Juliana amava me ver cantando modão. Entre um intervalo ou outro, conversávamos algo e riamos. Seu sorriso era cativante, gostoso de se ver. Fiquei encantado quando ela me olhou com o mais belo sorriso e depois bebeu um gole da sua taça. Deixei meu violão de canto. 
- Ah, acabou? Poxa, eu quero mais. 
- Eu não sei se quero mais cantar. 
- Mas eu quero te ouvir! 
- Eu to querendo sabe... - Levantei e sentei ao seu lado. - Usar a boca pra outra coisa. 
Ela sorriu travessa. Me aproximei muito do seu lábio, mas parei a centímetros.
- Você quer?
Ela aproximou o rosto, mas eu, pra provocar, me afastei sorrindo. 
- Lu... - Ela reclamou, levando a mão ao meu cabelo pra me puxar de volta. 
- Espera ai mocinha, que abusada você. - Ela riu. - Quero hoje pelo menos, fazer as coisas direito. 
- Mas... - Coloquei a mão sobre sua boca.
- Ju, eu te quero de volta. Não só pra ficar se beijando por ai, eu te quero pra mim. Você quer? 
- Eu sempre fui sua Lu.
- Vem ser minha mulher de novo? Minha esposa... - Tirei do bolso nossas alianças.
- Eu to louco pra colocar ela no dedo de novo. - Sorri.
- Eu te amo tanto. 
Ela deixou algumas lagrimas cair e eu enfim coloquei a aliança dela de novo, e ela fez o mesmo comigo. Depois me entreguei aos seus beijos, toques e caricias. Na nossa cama, tivemos uma noite de amor, como se fosse a primeira ou a ultima, eu mal sabia distinguir.

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