segunda-feira, 15 de julho de 2013

Capitulo 107

Eu pouco tempo, todos os mais próximos já sabiam da nossa reconciliação. Voltamos pra nossa casa, e sempre que ia viajar, Juliana me recebia com um sorriso no rosto e um abraço apertado, como antes. Eu estava feliz, nós estávamos. Ela fazia exames a cada quinze dias, sua saúde estava em ordem. Pedro ia bem na escola e minha carreira estava perfeita. Porém, eu comecei a sentir uma coisa estranha. A cada vez que a deixava, meu coração se dilacerava. Eu vivia com o pensamento em casa, ligava direto. Eu percebia que a estava sufocando, estava me sufocando, mas não conseguia parar. Eu nem mesmo sabia o motivo.
- A Juliana não me atende. - Reclamava pra Rober.
- Você ligou faz uma hora.
- Mas eu quero saber onde ela está!
- Calma, as vezes ela deve estar no banho.
Respirei fundo, estava quase jogando o celular no vidro da van.
- Luan, você está exagerando.
- Querer falar com a minha mulher é exagerar Roberval? Não é.
- Desse jeito ai é. Deixa ela respirar.
- Da próxima trago ela comigo.
- Luan... - Well me olhou.
- Custava ela atender?
Ele não falaram nada e me deixaram reclamando sozinho. Me hospedei no hotel e quando já estava no quarto, o telefone tocou. Era Juliana.
- Oi amor, eu tava tomando banho e depois fui dar no Pedro. Ta tudo bem? Por que ligou tanto?
- Eu só queria saber onde você tava. Ta tudo certo.
- Tudo bem meu amor, quando volta?
- Amanhã!
- To com saudade.
- Eu também.
Logo desligamos e eu fui tomar banho. Não me sentia bem, fazia 2 meses que tínhamos voltado pra valer e eu desconfiava dela o tempo todo. Queria Juliana todo tempo embaixo dos meus olhos, mas isso não era possível e eu ficava me martirizando por isso. Quando estou com ela, é tudo bem, mas quando não estou minha vida se torna uma tragédia. Fico imaginando que desculpa ela me dará, que mentira vai contar. Quando voltei pra casa no dia seguinte, Juliana tinha saído, não encontrei ninguém. Quase enlouqueci e me segurei pra não ficar ligando pra ela a cada segundo. Ela apareceu uma hora depois com umas sacolas. Estava bonita, bem arrumada. Chegou feliz, vindo em minha direção. Ela me abraçou, mas não retribui.
- Onde você estava?
- No shopping.
- Com quem?
- Com a Bruna.
- Foi fazer o que?
- Fui comprar umas coisas pra mim, comprei pro Pedro e pra você também.  Você poderia ser um pouco mais agradável.
- Não estou a fim de ser agradável! Você devia ter me avisado.
- Que ia sair com sua irmã? - Ela foi irônica, já brava.
- Eu te liguei, estava desligado.
- Acabou minha bateria Luan.
- Pegasse o celular da Bruna,já que estava com ela.
- Está duvidando que estava com ela?
- Não é isso.
- É sim...
- Pra você não avisar...
- Eu não achei que tinha necessidade. Luan, eu nunca falo nada por que sei por que você sempre duvida de mim. - Ela começou a chorar. - Mas você ta me sufocando. Eu faço de tudo pra ficar tudo bem entre a gente, sempre ligo, aviso, eu não te dou motivos pra desconfiar. Se for pra ser assim, eu não sei se posso continuar. - Ela tremia.
- Não é isso que eu estou falando Juliana, eu não quero acabar.
- Eu também não, mas eu não posso mais viver com uma pessoa que não consegue me perdoar.
- Eu te perdoei, a culpa é minha?
Sentei num sofá e ela em outro.
- Não, mas eu não posso viver minha vida toda com sua desconfiança, poderia viver com sua raiva, desprezo, mas desconfiança eu não consigo mais.
- Juliana, eu faço isso por que te amo. - Comecei a chorar também.
- Eu sei que você me ama. Mas você não confia mais em mim, e eu não posso fazer nada por isso. Confiança uma vez quebrada, não volta, e agora eu ainda pago pelo que aconteceu. Talvez... - Ela chorava. E eu também, nervoso. - Esse seja meu preço. Tentamos, mas acho que não é pra ser. Eu não quero que você viva com alguém que não se sente bem, não temos mais uma relação saudável Luan.
- Você quer divorcio, é isso? É mais fácil falar Juliana.
- Eu não sei Luan.
Olhei pra ela chorando a minha frente.
- É, talvez você tenha razão.
- É isso então?
- É o que você quer não é? Não dá mais pra nós não é? Eu tentei Juliana, mas não posso mais fazer nada pela gente. Realmente, eu não confio mais em voce. É melhor terminar agora que só piorar e acabarmos magoados.
- Eu não queria assim.
- Eu também não, acredite. - Me aproximei dela e peguei em seu rosto.
Encostei nosso lábios num beijo calmo e apaixonado, o ultimo. Limpei suas lagrimas.
- Não chora.
- Eu te amo.
- Eu sei que ama, eu também te amo. Mas...
- Mas não dá mais.
- Isso. Nós dois merecemos ser felizes Ju. Talvez não era pra ser.
- Se cuida. - Ela me deu um selinho.
- Se cuida também. Eu vou pra casa da minha mãe, fica aqui, com o Pedro.
E assim, peguei minhas coisas e tentei sair da vida dela, e tocar a minha.

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domingo, 14 de julho de 2013

Capitulo 106

- Luan, o que estamos fazendo aqui? - Ela questionou quando parei em frente a nossa casa. 
- Eu nunca mais vim aqui, e você?
- Também não. 
- Então vem. - Abri a porta e saímos. 
Ela saiu e eu me dirigi até a porta, mas Juliana parou. 
- Eu não quero entrar ai.
- Confia em mim, vem... - Dei a mão e ela veio atras de mim. 
Abrimos a porta e ele entrou atras. Estava tudo limpo, arrumadinho. 
- A empregada vem aqui ainda? 
- Não. - Fechei a porta. - Na verdade eu vim aqui hoje. Vem aqui.
Peguei em sua mão e puxei pra sala. Ela se sentou na ponta de um sofá e eu fiz o mesmo, do outro, pra poder olhar pra ela. Estávamos bem perto. 
- Eu só queria uma noite nossa hoje. - Levantei e peguei meu violão que tinha deixado ali mesmo na sala. - Como antigamente, lembra? Eu, você e a musica. 
- É claro que me lembro.
- Então, vou pegar um vinho pra gente beber. 
Fui até a cozinha e trouxe vinho, com duas taças. Coloquei pra gente, e ela começou a se soltar mais. 
- Que musica você vai tocar? 
- A noite é sua, você que escolhe. - Sorri. 
- Canta Promete? 
- Promete? 
- Isso. 
Ela pedia e eu cantava. Assim se foi meu repertorio quase todo e algumas de outros artistas que gostávamos. Até modão ela pediu, mas não me causou surpresa. Juliana amava me ver cantando modão. Entre um intervalo ou outro, conversávamos algo e riamos. Seu sorriso era cativante, gostoso de se ver. Fiquei encantado quando ela me olhou com o mais belo sorriso e depois bebeu um gole da sua taça. Deixei meu violão de canto. 
- Ah, acabou? Poxa, eu quero mais. 
- Eu não sei se quero mais cantar. 
- Mas eu quero te ouvir! 
- Eu to querendo sabe... - Levantei e sentei ao seu lado. - Usar a boca pra outra coisa. 
Ela sorriu travessa. Me aproximei muito do seu lábio, mas parei a centímetros.
- Você quer?
Ela aproximou o rosto, mas eu, pra provocar, me afastei sorrindo. 
- Lu... - Ela reclamou, levando a mão ao meu cabelo pra me puxar de volta. 
- Espera ai mocinha, que abusada você. - Ela riu. - Quero hoje pelo menos, fazer as coisas direito. 
- Mas... - Coloquei a mão sobre sua boca.
- Ju, eu te quero de volta. Não só pra ficar se beijando por ai, eu te quero pra mim. Você quer? 
- Eu sempre fui sua Lu.
- Vem ser minha mulher de novo? Minha esposa... - Tirei do bolso nossas alianças.
- Eu to louco pra colocar ela no dedo de novo. - Sorri.
- Eu te amo tanto. 
Ela deixou algumas lagrimas cair e eu enfim coloquei a aliança dela de novo, e ela fez o mesmo comigo. Depois me entreguei aos seus beijos, toques e caricias. Na nossa cama, tivemos uma noite de amor, como se fosse a primeira ou a ultima, eu mal sabia distinguir.

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Capitulo 105

Em duas semanas Juliana saiu do hospital. Queria levar ela pra algum lugar, uma praia ou montanha, mas preferi levar pra um canto mais nosso. Bem mais nosso. Primeiro, fomos pra casa dos meus pais. Deixei eles lá e sai pra ajeitar. Chamei a Márcia, nossa empregada antiga e a Maria, empregada da minha mãe e levei elas pra casa. Botei um boné e fui no supermercado. Fiz de tudo pra passar despercebido e consegui fazer uma compra dando apenas 2 autógrafos. Se minha ideia tivesse dado errado, eu não teria saído vivo de lá. Quando voltei, estava quase tudo limpo. Márcia me ajudou a guardar tudo e depois levei ela pra casa e devolvi a Maria pra minha mãe. Depois voltei e arrumei tudo pra minha surpresa. Parei sentando no sofá. Naquela casa fui muito feliz, e seria novamente se Deus quisesse. Estava tudo exatamente do jeito que eu havia deixado, cada detalhe do local em que nossa historia se congelou a pouco mais de um ano. Me vi abrindo a porta depois de um show e ela correndo ao meu encontro, assim como Pedro fazia descendo as escadas com um carinho na mão sob broncas da mãe pedindo pra ele não correr. E sorri ao pensar que tudo voltaria a ser como antes. Voltei pra casa. Eles questionaram meu sumiço, mas não disse onde estive. Subi pro quarto de hospedes que havia se transformado no quarto da Ju e ela estava deitada lendo um livro. Fazia muito tempo que ela não lia, a doença a deixava cansada.
- Lendo? - Sentei na cama.
- Sim. - Ele deixou o livro de lado.
- Como se sente?
- Bem, demais pra falar a verdade.
- Ai que bom. - Abracei ela e puxei sua cabeça pro meu colo. - Hoje, eu quero que você coloque uma roupa bonita mais tarde, por que a gente vai sair.
- Vamos? - Ela brilhou seus olhinhos.
- Vamos. Faz tempo que não saímos não é?
- Pra onde vamos?
- Surpresa.
- Ah, me conta... - Ele fez manha mexendo a cabeça.
- Surpresa feiosa. Vai tomar banho vai, que já vai ficar tarde daqui a pouco... 
Era quase 19:00. Ela entrou no banheiro rindo e eu fui fazer o mesmo. Quando terminei, escolhi uma roupa legal, me perfumei e arrumei meu cabelo. Desci pra beber água.
- Tomou banho de perfume Luan? - Bruna perguntou.
- Tomei piroca, quer também, eu te ajudou a jogar. - Ri.
- Não, obrigado.
- Vai sair Luan? - Minha mãe perguntou.
Eu ia responder, mas a atenção de todos, principalmente a minha, se voltou pra porta, onde Juliana apareceu com um sorriso envergonhado. Ela estava linda, com um vestido azul discreto, mas elegante, que realçava suas curvas.
- Uau, menina... - Bruna disse. - Ata, já entendi. - Ela me olhou. - Bom passeio pra vocês. - Saiu rindo.
- Onde vocês vão?
- Dar uma volta mãe. - Sorri. - Vamos?
- Vamos.
- Cade o Pedro? - Minha mãe perguntou.
- Já dormiu. - Eu ri. - Mãe, acho que a gente vai dormir fora.
- Ta bem filho, bom passeio pra vocês.
Nos despedimos do meu pai e sai puxando a Ju pela mão. Ju colocou a musica no carro, escolheu a nossa, que eu cantei pra ela entrar no nosso casamento. Pensei que ela fosse questionar sobre onde dormiríamos, mas ela não fez isso. Levei ela pra um restaurante italiano que costumávamos ir. Ela amava, e não pensei em nada melhor do que fazer as nossas coisas naquela noite. Depois que pedimos, me aproximei da cadeira dela, afastei seus cabelos do rosto e coloquei atras da orelha. 
- Você esta incrivelmente linda hoje. Sentiu todos os olhares pra você quando você apareceu na cozinha?
Ela sorriu. 
- E você está de azul.
- Sua cor favorita. 
- Está lindo Luan. 
- Não mais que você princesa. - Fiquei olhando pra sua boca. - Posso? 
- E se eu dissesse não?
- Eu não obedeceria. 
Sorri e colei nosso lábios, primeiro num selinho perfeito enquanto segurava sua nuca, depois, pedi passagem e ela deu. Nossas línguas se moviam em harmonia. Eu sentia falta do seu beijo. Ela levou as mãos no meu cabelo e eu sorri. Depois, separei nossas bocas.
- Você não sabe como eu sinto falta do seu beijo. - Ela disse passando as mãos pelo meu cabelo. Era umas das únicas pessoas que eu deixava fazer isso. 
- Engraçado, por que eu também sinto. 
Comemos rindo, num jantar agradável, depois, levei ela pra casa.

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sábado, 6 de julho de 2013

Capitulo 104

A família de Flavia estava ali. Me assustei, mas depois fui até a recepção.
- Oi.
A moça me olhou, já estavam acostumados com minha presença ali.
- Em que posso ajuda-lo senhor?
- Eu queria saber se uma amiga minha ta internada aqui.
- Qual o nome?
Falei o nome inteiro de Flavia pra ela. A jovem começou a mexer no computador e depois disse.
- Está sim senhor.
Flavia internada, mas por que?
- Pode me dizer o quarto?
- 123.
Lembrei do enfermeiro dizendo esse nome, como doadora.
- Não, acho que a senhora se enganou.
- Não, é esse quarto mesmo.
Agradeci e sentei ali mesmo, numa cadeira de espera. Meu pensamento ficou a mil. Flavia tinha doado pra Juliana? Me senti imensamente agradecido e parei pra pensar nela. Fazia algum tempo que não via ela. Ela tinha doado pra Juliana, quem justamente tirou a chance dela de viver comigo. Ela me amava, mas Juliana sempre esteve a frente dela, e Flavia sabia. Me levantei e segui até uma floricultura que tinha no hospital. Comprei um buque bonito pra ela e depois bati em seu quarto. Uma menina bonita, que logo reconheci com sua irmã gêmea apareceu. Elas era muito parecidas, mas não idênticas. Ela se assustou comigo.
- Pois não?
- É... Fiquei sabendo que a Flavia está aqui, posso falar com ela?
- Entra. - Ela me deu passagem e eu entrei sem graça. Vi sua irmã sair do quarto, nos deixando sozinhos. Ninguém sabia que nos conhecíamos.
Flavia me olhou surpresa.
- Luan?
- Oi. - Sorri. - Pra você. - Me aproximei dela e lhe entreguei.
- Obrigado, são lindas. Como me encontrou aqui?
- Vi sua mãe lá fora e perguntei na recepção. O que faz aqui? - Queria ver se ela me contaria.
- Nada demais. Passei um pouco mal quando vim visitar minha mãe e vim parar aqui.
Respirei fundo, e senti algumas lagrimas caírem.
- Obrigado. Eu não nem o que te dizer. Obrigado pelo que fez por ela. - Ela entendeu.
- Eu não fiz por ela, fiz por você. - Ela sorriu.
Me aproximei e abracei ela com medo de machuca-la.
- Como descobriu?
Contei pra ela.
- Espertinho. - Ela limpou minhas lagrimas.
Me sentei na cama no lado dela.
- Por que não ia me contar?
- Por que não. Eu não quero que ela saiba.
- Eu não vou dizer. - Sorri.
- Por que não me contou que ela estava doente? Eu teria te ajudado.
- A gente não se falou mais. E eu não pensei muito.
- Quando fiquei sabendo, vim fazer o  exame e deu compatível. E eu não podia deixar de doar. Mas eu poderia ter te dado um apoio maior se soubesse Luan.
- Você é incrível. Tem todos os motivos pra não gostar dela mas mesmo assim...
- Eu não tenho motivos pra odia-la. Você escolheu ela Luan.
- A gente ainda não ta junto.
- Mas por que? Está perdendo tempo.
- A gente ia devagar, lembra? Mas dai ela descobriu a doença, e eu não quis voltar com ela doente. Por que ela podia ficar pensando depois que era por causa disso. Eu não quis isso.
- Mas estão bem pelo menos? - Ela pegou na minha mão.
- Estamos! A gente ficou esses dias. Matamos a saudade um pouquinho. - Sorri.
- Isso é muito bom. Mas quando voltam pra valer?
- Assim que ela sair desse hospital quero fazer uma coisa legal pra gente.
- Isso é muito bom. E planeja, por que logo ela ta saindo daqui hein?
- Verdade, tenho que começar com isso! E você? Como está?
- To bem.
- Mas e a vida? Pegando muito? - Rimos.
- Alguns por ai. - Ela sorriu de uma forma bonita.
- E esse sorriso? Sei não hein? - Ri dela. - Tem alguém especial.
- Tem. - Ela admitiu rindo. - Conheci um cara, ele é incrível. Mas ainda estamos nos conhecendo, e só estou afim dele, não é paixão.
- Se ele for uma pessoa legal, espero que dê certo. Você merece toda a felicidade do mundo.
- Assim como espero que dê certo pra você e pra Ju.
- Vai dar.
- E o Pedro com essa historia toda?
- Ele sabe que ela está doente estudo mais, mas ele não tem noção, tem só 4 anos.
- Ele ta na escolinha?
- Ta, ele começou esse mês que começou as aulas né? Mas ta indo daquele jeito, por que eu fico correndo com Ju quando não to trabalhando, dai acontece alguma coisa ele vem comigo ou faz birra pro meu pai em Londrina e não vai, hoje mesmo ele ta ai.
- Que complicado isso Luan.
- Demais, mas acho que agora acabou. Graças a vocês.
- Eu pensei tanto em você quando te vi na TV falando do transplante.
- É difícil demais Flavinha.
- Eu imagino. Mas você ta se cuidando?
- To, to sim muié.
- Você emagreceu né?
- Um pouquinho.
- Eu percebi. - Ela sorriu.
- Mas ta tudo certinho comigo muié.
- Bom mesmo. - Rimos.
- Fla, eu acho que vou nessa. Eu tava indo comer quando descobrir e acabei no seu quarto. - Rimos. - E ainda tenho que ficar com a Ju.
- Vai lá. Não conta pra ela por favor.
- Não vou contar.
Bateram na porta e eu levantei. Abri e um homem alto me olhou assustado.
- Ahn... É o quarto da Flavia?
- É sim. Entra... - Ele trazia na mão um embrulho pequeno e um buque de flores. Acho que sabia quem era. 
Ele foi até ela e lhe deu um abraço. Fiquei olhando, e então ela piscou, confirmando minhas suspeitas. Era a tal pessoa especial. Sorri.
- É, eu vou indo Flavia. 
- Tchau Lu, vê se aparece antes de ir embora.
- Eu venho te ver amanhã. 
Me aproximei, abracei ela forte e agradeci novamente. Ela agradeceu pelas flores. 
- Força. - Ela disse apertando minha mão. - Fica bem e se cuida. 
- Você também. Vou me cuidar. E obrigado de novo.
Dei um beijo na sua testa e dei um aperto de mão no rapaz. Sai do quarto dela e fui comer. 

Surpresas? Vocês adivinharam meu kkkkkkk Aff, vou mata hein? Amores, eu não venho amanhã, só segunda. Vou pro DVD kkk Se tiver 8 opiniões eu posto amores... Gostaram? Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Identifiquem-se. Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... Grupo do face pra notificações: aqui!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Capitulo 103

- Você conseguiu! Apareceu uma doadora hoje! - Ele abriu um sorriso e senti todas as minhas angustias e aflições sumirem. 
- Eu não te disse filho? 
Abracei me pai e D.Eduardo. E chorei, de felicidade. 
- Se ocorrer tudo bem, ela vai ficar curada. - Ele me disse. 
- Vai dar certo. Quando ela faz o transplante? 
- Depois de amanhã! 
- Isso é muito bom. Quem é? 
- Anônimo Luan. 
- Mas... 
- Não podemos falar.
- Tudo bem.
- Vai dar a noticia pra ela! 
- Ela acordou? 
- Sim. 
Sai dali a procura dela. Mas acabei trombando com uma pessoa. Era a Flavinha, aquela minha ex-ficante. 
- Flavia?
- Oi Luan. - Ela me abraçou. - Como você está?
- Bem. E você, o que ta fazendo aqui? 
- Eu vi o caso na TV.
Sai correndo pro quarto e quando abri a porta, encontrei ela chorando. 
- O que foi Ju? - Sentei na cama. 
- Eu to com medo. 
- Você não precisa mais ter medo. 
- Não? 
- Não. Tenho uma noticia. 
Ela abriu um sorriso. 
- Boa? 
- Ah, acho que só um pouquinho. - Disse com ironia. - Apareceu um doador. Você vai fazer um transplante depois de amanhã. 
Abracei ela e limpei suas lagrimas que caiam com mais intensidade. 
- Serio? 
- Muito serio.
- Vai dar tudo certo então? 
- Vai, eu tenho certeza. - Beijei sua mão. 
- To com saudade do Pedro. 
- Eu sei, mas logo vai voltar tudo ao normal. E a vamos voltar pra nossa casa.
Seus olhos brilharam pra mim. 
- Serio? 
- Muito serio. Você vai ser minha novamente. E eu, só seu! - Sorri pra ela. 
- Eu sempre fui sua. 
- E eu seu, desde o comecinho. 
O resto do dia foi de exames pra ver se estava tudo certo pra cirurgia, assim como o dia seguinte. Seus pais comemoraram, e minha mãe e Bruna vieram de Londrina. Trouxeram Pedro. Ele se revezou, quando tinha alguém no hotel, era pra lá que ele ia. Todos iam estar ali naquele momento. Rezei muito, e agradeci muito a Deus por ter conseguido um doador. No dia do transplante, acordei cedo e fui pro hospital. Conversei muito com ela. Ela pediu pra ver o Pedro antes, mas fiz ela desistir. Eu não queria que ele visse ela no hospital. Eu sai, dei espaço pros pais delas, e depois pra minha família também. Mas acabei voltando pro quarto dela depois. Nos despedimos, mas não uma despedida com medo dela me deixar, mas sim uma despedida de "nos vemos logo". Eu levei ela até aonde pude do centro cirúrgico, depois, fui até a capela rezar. Eu me senti confortado naquele momento, por me apegar a minha fé. Foram horas de tortura, angustia e aflição, mas teve fim. O medico apareceu na sala, com um sorriso no rosto. 
- A cirurgia foi concluída com sucesso.
Comemoramos muito, abraços, beijos e choros. Mas ele avisou que ela não tinha parado de correr riscos. Depois de algumas horas, ela acordou e permitiram que alguém fosse vê-la. Eu, apesar de estar louco pra isso, deixei sua mãe. Ela ficou lá um tempo, e então voltou dizendo que Ju estava se sentindo muito bem, mas ainda estava meio sonolenta. E ninguém mais poderia entrar. No outro dia, acordei era tarde. Meu pai bateu na porta do quarto do hotel e eu me levantei ajeitando Pedro, que tinha ido dormir comigo. 
- Bom dia filho. 
- Bom dia. - Ele entrou. 
- Cadê o Pedro?
- Ta dormindo. - Sentamos na mesa. - E a Ju? 
- Fomos ver ela. 
- Pai, por que não me chamou? 
- Fomos todos, agora ela pode ficar com um acompanhante. Viemos te chamar. 
- Eu vou tomar um banho e vou lá. 
- A mãe dela queria ficar, mas ela pediu por você.
- Ela ta bem? 
- Ta sim. 
Ele se saio e tomei banho, deixei Pedro dormindo. Depois desci e comi algo no restaurante. Entrei no meu twitter, e publiquei um tweet falando dela, que tinha ocorrido tudo agora agora ira esperar pra ver como o corpo reagia. Fui sozinho dessa vez. Parei no caminho e comprei um buque de flores pra ela. Quando cheguei em seu quarto, ela estava com a aparência melhor já. 
- Olha quem acordou... - Entrei sorrindo. 
Ela me abriu um sorriso. 
- Como é bom te ver. 
- Trouxe pra você. - Mostrei o buque. 
Ela levantou as mãos pra pegar, mas me aproximei e dei pra ela cheirar. Juliana amava cheirar flores. 
- São lindas, obrigado. 
- Como você está? - Passei a mão pelo seu rosto.
- Me sinto bem. - Ela sorriu. 
- Eu não disse que ficaria tudo bem? 
- Você conseguiu! 
- Eu? Foi você que foi forte demais. 
- Você que conseguiu o doador. 
- Eu só fiz o que podia. Aparecer e dizer algumas palavras. 
- Me contaram que muita gente apareceu! - Ela sorriu. - E também me contaram que foram feitos alguns transplantes. 
- Foram quatro. Estou feliz. 
- E eu orgulhosa. 
- Minha vencedora. - Dei um beijo na sua bochecha. 
O medico entrou para examina-la. Ele esclareceu algumas duvidas, mas disse que Juliana ficaria bem. 
- Qual o quarto da doadora? - Ouvi o enfermeiro perguntar baixo. 
- 123. - Ele anotou e logo saíram. 
Fiquei um tempo ali, mas quando estava na hora do almoço, Juliana me obrigou a ir comer algo na cantina. Sai do quarto devagar, mas tomei um susto ao passar pela recepção do setor que Juliana estava internada.  

Dormi escrevendo a fanfic ontem, desculpem kkkkkkkk Se tiver 8 opiniões eu posto amores... Gostaram? Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Identifiquem-se. Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... Grupo do face pra notificações: aqui!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Capitulo 102

Meu pai resolveu de ultima hora ir comigo. Ela foi na viagem acordada, mas eu sentia que ela não estava bem. Em um momento reclamou, pediu ajuda, disse que estava respirando mal. Peguei as máscaras pra ela, e ela melhorou. Não demorou muito pra chegarmos em São Paulo e eu levei ela direto pro hospital. Tivemos que esperar um pouco, mas quando ela foi atendida, D. Eduardo se mostrou com o estado dela.
- Isso foi da noite pro dia? 
- Foi. - Disse passando as mãos pela sua testa, enquanto ela estava deitada na maca. 
- Luan, acho que vou pedir uma radiografia. 
- Tudo bem.
Ele chamou um enfermeiro que levou ela. Sai da sala pra esperar com meu pai. 
- E ai? 
- Ele pediu um exame. Mas ela parece que piora a cada minuto. 
- Calma. - Ele colocou as mãos sobre meu ombro e eu abracei ele. 
Ficamos um tempo esperando, mas logo me chamaram. Ela não estava na sala. 
- Entre Luan. E se quiser, pode chamar seu pai. 
Chamei ele, que entrou comigo. 
- O que deu no exame? 
- Eu não tenho boas noticias Luan. - Ele largou a radiografia na mesa. - Eu te disse que Juliana não podia pegar nada. Ela está fraca. 
- Mas ela pegou o que? 
- Ela está com pneumonia. 
- Mas ela vai ficar bem não vai? 
- Eu não posso te dizer. Sinto muito. Ela estava fraca demais. Uma transfusão agora não é indicado. Ela tem que melhor, mas vai ser complicado. - Senti meu olhos molharem. - Ela precisa de um transplante Luan. Mas pra fazer ele, ela tem que melhorar urgente. 
- Não temos um doador. - Minha familia já tinha feito o exame, e a dela também.
Conversamos um pouco, ele me expkicou que Juliana precisava de um transplante realmente. Eu liguei pro seu pais, ela ia ficar internada. Eles viriam no dia seguinte. Entrei no quarto, Ju estava tomando soro, toda abatidinha. Peguei em sua mão.
- O que eu tenho Lu?
- Pneumonia. 
- Eu não podia ter pego. 
- Eu sei, mas vai dar tudo certo. Eu to aqui com você. - Beijei sua mão.
Fiquei um tempo lá e depois meu pai me chamou. Sai pra ir comer algo com ele. 
- Por que não pede ajudar? 
- Como? 
- Ajuda Luan. Uma propaganda. Pede pra fazerem o exame. Incentive a doação. 
- Pai, é isso que vou fazer! - Sorri aliviado com a ideia. 
No dia seguinte, quando os pais de Juliana chegaram, eu sai pra fazer a propaganda. Eu consegui um horario na TV pra isso, e faria um apelo nacional. Cheguei no estudio, e logo fui gravando. De branco, sentado num banco, eu pedia no video que as pessoas fossem até o hospital que Juliana estava internada para fazer o exame e quem sabe, doarem, explicando em seguida a historia. E pedia, que quem não pudesse doar pra ela, doasse pra outra pessoa compatível. Voltei pro hospital e Juliana estava melhor. Queria ir pra casa, mas o medico não deixou. Disse que talvez ela conseguisse um transplante agora, e que só sairia dali curada. Mas no dia seguinte, Juliana teve uma recaida novamente. O medico me disse, que ela precisava de um transplante até o fim da semana, que os remédios não estavam mais funcionando. Ela estava dormindo, só isso que fazia desde cedo. Deixei ela sozinha um pouco e fui até a capela. E lá, pedi a Deus e Nossa Senhora de Aparecida pra abençoar e iluminar ela. Rezei por ela, por mim e por Pedro, com os meus mais profundos e verdadeiros sentimentos. Seus pais tinham ido descansar e me deixaram sozinho. Mas senti um toque nas minhas costas. Me virei, era meu pai. Ele se sentou ao meu lado e me abraçou. 
- Eu perdi 8 meses da minha vida, por orgulho. Podia ser 8 meses com ela, mas estava chorando no meu quarto. - Disse secando meu rosto. - Agora ela preosa de um transplante, e eu não sei quem pode ajudar. 
- Duas pessoas receberam medula hoje. Por causa das suas fãs. 
- Serio? 
- Sim. E uma vai fazer o transplante amanhã. Eu acabei de receber a noticia. Você ajudou a salvar vidas. 
- Isso é muito bom. - Sorri. - Mas não é suficiente pra mim. 
- Ela vai conseguir. - Ele sorriu pra mim.
Quando voltei pro quarto com ele, o medico nos parou no corredor.
- Luan!
- Oi... - Paramos pra falar com ele.

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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Capitulo 101

Era quase noite quando acordei assustado. Abraçava Ju pela cintura. Olhei o relógio, faltava 2 horas pra decolarmos. Juliana dormia um sono profundo. Levantei, me troquei e arrumei nossas coisas. Sai do quarto, seus pais assistiam TV. 
- Luan, que bom que acordou. Ficamos preocupados com a hora do avião! - A mãe dela me disse. 
- Vamos pegar em uma hora e meia Dona Lucia. 
- Cade a Ju? - Seu Jorge perguntou. 
- Ainda está dormindo. Vou acordar ela agora. Ela vai dormir a viagem inteira mesmo. - Ri. 
- Ela fica muito cansada mesmo Luan? - Ele me perguntou. 
- Fica, demais. Precisamos achar um transplante logo. Acaba comigo ver ela esgotada dessa forma. 
Conversamos mais um pouco e depois chamei ela. Rapidamente ela se trocou. Eles fizeram questão de nos levar pro aeroporto, e lá nos despedimos deles. 

Havia se passado 2 meses. Juliana estava melhor, estava começando a responder bem sobre os remédios. Ela estava menos cansada, mais alegre, mas não descartamos o transplante. Estávamos atras de um doador. Estávamos em Londrina com o Pedro em casa. Eu e Ju estávamos cada vez mais próximos. Agora, todos viam que estávamos juntos de novo. Mas não era tão juntos. Como eu tinha me prometido, só voltaria com ela oficialmente quando ela se curasse. Era inicio de ano, Pedro tinha acabado de entrar na escolinha, que eu mesmo, junto com Ju, escolhemos pra ele. Eu estava de ferias, tinha deixado pra tirar quando Pedro entrasse em aula. Ele estava dando problemas pra querer ir pra escola. Então, eu ia com a Ju leva-lo. Ele tinha que ler uma historia, e contar pra turma, então eu e Ju fomos numa livraria procurar uma historia infantil assim que deixamos ele na escola. Voltamos pra casa e tudo estava perfeitamente bem, até Juliana começar a tossir. 
- O que foi? - Botei a mão nela, que estava deitada no sofá com os pés do meu colo. 
- Eu não to muito bem hoje. 
- O que você ta sentindo? 
- Tosse. Não deve ser nada demais.
Ela levantou dizendo que ia deitar e dormiu. Fiquei assistindo TV com a minha mãe e depois ajudei ela com o almoço. Subi pra ver Juliana, ela dormia, então fui buscar Pedro sozinho. Ele chegou agitado, ficou pulando e brincando. Quando a comida ficou pronta, subi pra chamar Ju pra comer, mas quando entrei no corredor que dava ao quarto, consegui ouvir suas tosses. Era tossia bastante, e aquilo não era nada bom. Abri a porta rápido, ela ainda dormia, e percebi que sua respiração estava cansada. Me aproximei, e quando coloquei a mão sobre ela, Juliana estava quente. Fiquei preocupado, e resolvi leva-la pra São Paulo. O medico dela conhecia seu problema, saberia o que fazer. Desci e meu pai estava chegando. 
- Cade a Ju? Chama ela pra comer. - Minha mãe falou.
- Eu vou levar ela pra São Paulo. 
- Por que? - Meu pai me olhou. 
- Ela não ta bem. Ta tossido muito, respiração cansada, e está com febre.
- Febre?
- Ela não ta bem. - Peguei meu celular e liguei pro piloto.
- Luan, se a respiração ta cansada, não é bom pegar voo. 
- Eu vou levar a mascara de oxigênio pra ela. Melhor ir agora que quando piorar.
Comi e depois minha mãe me ajudou a arrumar as coisas. Colocou a mão nela e disse que realmente a febre era alta. Acordei ela, ajudei ela a trocar sua roupa e depois quando fui avisar meu pai que poderíamos  sair, ela tinha voltado a dormir.
- Ju, acorda. 
- To cansada. 
- Eu sei. Mas olha, eu não posso deixar que você durma agora. Vamos fazer uma coisa? 
- O que? 
- Vamos decolar e ai você pode dormir.
Peguei as mascaras de oxigênio e deixei em acesso fácil. Me despedi de Pedro e ela fez o mesmo. Depois, com a ajuda de meu pai, levei ela até o aeroporto. 

Amores, me desculpem, eu to pra postar desde ontem, mas to toda enrolada com a escola, com o DVD... Desculpem. Beijos... Se tiver 6 opiniões eu posto amores... Gostaram? Vocês fazem essa historia. Quem gostou, clica no G+1 ali em baixo e ajuda a fanfic a crescer e tal. Obrigado... E não se esqueçam, fiquem a vontade pra dar opiniões, dicas, sugestões, criticas construtivas e tudo mais, desde que tenha educação e boa intensões eu aceito de boa viu? Identifiquem-se. Um beijo, espero que gostem, eu volto logo... Grupo do face pra notificações: aqui!